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[Resenha] Número Zero (Umberto Eco) by sammyfreitas

Posted by Samantha Freitas on 27 de janeiro de 2016 06:00 in , , , , , ,


SINOPSE:
O novo best-seller internacional de Umberto Eco. O romance que é um verdadeiro manual do mau jornalismo Um grupo de redatores, reunido ao acaso, prepara um jornal. Não se trata de um jornal informativo; seu objetivo é chantagear, difamar, prestar serviços duvidosos a seu editor. Um redator paranoico, vagando por uma Milão alucinada (ou alucinado numa Milão normal), reconstitui cinquenta anos de história sobre um cenário diabólico, que gira em torno do cadáver putrefato de um pseudo-Mussolini. Nas sombras, a Gladio, a loja maçônica P2, o assassinato do papa João Paulo I, o golpe de Estado de Junio Valerio Borghese, a CIA, os terroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de atentados e cortinas de fumaça — um conjunto de fatos inexplicáveis que parecem inventados, até um documentário da BBC mostrar que são verídicos, ou que pelo menos estão sendo confessados por seus autores. Um perfeito manual do mau jornalismo que o leitor percorre sem saber se foi inventado ou simplesmente gravado ao vivo. Uma história que se passa em 1992, na qual se prefiguram tantos mistérios e tantas loucuras dos vinte anos seguintes. Uma aventura amarga e grotesca que se desenrola na Europa do fim da Segunda Guerra até os dias de hoje. 

Minhas impressões:


Comecei o livro cheia de grandes expectativas, mas a verdade é que fiquei perdida muitas vezes porque não conseguia entender onde Umberto Eco queria chegar. 

O livro é curto e parece um romance policial cheio de suspense, isso normalmente seria o suficiente para que eu amasse, mas não foi o que aconteceu. A relação de fatos históricos, nomes, datas e ligação entre eles é longa e cansativa - mesmo se tratando de um tema tão interessante quanto Mussolini, Papa e Maçonaria (não necessariamente ligados e nem nessa ordem!)

Na minha opinião, o melhor do livro foram as reuniões de pauta. Mesmo que as sugestões de temas fosse absurdos e o editor dando aulas de um mau jornalismo, achei perfeito perceber como os ensinamentos e o 'manual' são tão presentes no foco de todas as notícias que vemos hoje o tempo todo.

Pois é... Ser um livro do Umberto Eco deve ter me intimidado um pouco, porque a história não me prendeu e aí me vi arrastando a leitura principalmente nas partes em que começaram as explicações sobre as várias teorias da conspiração. É um assunto até bem interessante mas essas partes foram tão frequentes e repetitivas, que me cansaram.

Para mim, ficou bem claro que o livro não é só ficção, mas acho que não cheguei a um ponto de maturidade o suficiente para conseguir entender todas as críticas do livro. É um livro perfeito para os interessados não só em jornalismo, mas até onde chegará o nível de jornalismo atual.

Honestamente parece ser um bom livro, mas não causou nenhuma grande emoção em mim, além de me ver com vontade de pular páginas para terminar logo :-( 



Tempo: 3,5 dias
 Finalidade: Jornalismo
Restrição: Sem restrições
Princípios ativos: jornalismo, semi-ficção, teorias de conspiração

Livro: Número Zero
Autor: Umberto Eco
Editora: Record
Páginas: 208



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[Crítica de Filme] Divertida Mente (Indicado ao Oscar 2016 por melhor Animação) by Sammy Freitas

Posted by Samantha Freitas on 20 de janeiro de 2016 22:00 in


Ficha Técnica
Título Original: Inside Out
Lançamento: 18 de junho de 2015 (94min) 
Diretor: Pete Docter
Gênero: Animação / Comédia / Família
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: Disney - Pixar

Concorre ao Oscar de Melhor Animação
Demais concorrentes:
     * Anomalisa
     * As memórias de Marnie
     * O menino e o mundo
     * Shaun, o carneiro

Sinopse:
Crescer pode ser uma jornada turbulenta, e com Riley não é diferente. Ela é retirada de sua vida no meio-oeste americano quando seu pai arruma um novo emprego em São Francisco. Como todos nós, Riley é guiada pelas emoções – Alegria (Amy Poehler), Medo (Bill Hader), Raiva (Lewis Black), Nojinho (Mindy Kaling) e Tristeza (Phyllis Smith). As emoções vivem no centro de controle dentro da mente de Riley, onde a ajudam com conselhos em sua vida cotidiana. Conforme Riley e suas emoções se esforçam para se adaptar à nova vida em São Francisco, começa uma agitação no centro de controle. Embora Alegria, a principal e mais importante emoção de Riley, tente se manter positiva, as emoções entram em conflito sobre qual a melhor maneira de viver em uma nova cidade, casa e escola.

Considerações:
O filme conta a história de Riley, que aos 11 anos, é uma menina feliz com bons pais, amigos, gosta de esportes e tem os níveis de bobeira na medida certa. Ela é uma menina onde seu sentimento predominante é a alegria. Até que os pais dela decidem se mudar e tudo na vida dela muda. 

Como a história se passa quase o tempo todo na cabçea da Riley, a gente percebe rapidamente que as dificuldades e as mudanças na vida dela, tratam na verdade de toda uma questão emocional de amadurecimento. 

São cinco emoções básicas que ficam em uma torre de controle. A alegria era sua emoção predominante e ela, de certa forma monopoliza as atividades na sala de controle (no caso, a mente), mas chega uma hora em que descobrimos que a vida não é feita apenas de bons momentos e a alegria não é a única emoção. Sem contar que apesar da Alegria ser um sentimento ótimo, mas tem o grave problema de ter um otimismo que cria grandes expectativas, causando também grandes frustrações. 

De acordo com as repostas emocionais são geradas memórias que são armazenadas em globos de cores diferentes que são justamente as mesmas cores condicionadas na psicologia (amarelo - alegria, azul - tristeza, vermelho - raiva). No fim do dia, quando dormimos, as memórias de curto prazo são enviadas para a área de memória de longo prazo. Uma informação real e altamente interessante: o sono tem um papel importante neste processo.

Além disso, quando acontece algo com uma carga emocional muito grande, é gerada uma memória especial - a memória base que gera uma ilha de personalidade. Achei muito bem bolado porque essas "ilhas de personalidade" são aquilo que moldam o que somos e nossas prioridades - vejo aí claramente a formação do caráter.

Em um momento, como a alegria quer predominar porque ela só quer que Riley seja feliz, mas como a Tristeza insiste em aparecer em momentos inoportunos, a Alegria tenta afastar a tristeza (e nós não fazemos isso todos os dias quando colocamos um sorriso e dizemos que está tudo bem quando na verdade não está?) 

E por causa dessa divergência, a Alegria e a Tristeza são tiradas da sala de controle e enquanto tentam voltar, Riley fica dominada pelo medo, raiva e nojo. Cada uma das ilhas de Riley é desconstruída e quando finalmente a Alegria e a Tristeza voltam para a sala de controle quando geram memórias mistas - finalmente as emoções se tornam uma equipe e um novo terminal é instalado na mente da Riley, com muitos mais comandos que anteriormente. 

Além de representar fisicamente as cinco emoções de Riley, o filme ainda traz explicações para coisas como a origem dos sonhos, o porquê de esquecermos alguns acontecimentos antigos e outros não – e alguns serem lembranças recorrentes (a música do comercial de chiclete que não sai da cabeça) e como se dá a formação da personalidade. 

As formas encontradas para lidar com as emoções, que são conceitos totalmente abstratos e transformar isso numa história ao mesmo tempo divertida e educativa. As emoções podem agir conjuntamente e não disputar quem terá o controle da situação. Podemos observar no final do filme que os globos de memória agora possuem muitas vezes cores mistas. Acredito que o filme retrata muito bem o processo de amadurecimento e crescimento emocional.



Trailer Oficial:







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