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[Resenha] A guardiã do Portal - Michelle Zink

Posted by Nanda Cris on 25 de agosto de 2014 20:41 in , ,
Oi meninos e meninas!

Como estamos nessa segunda feira encalorada? Aqui no RJ faz um calor do cão, tá punk! Mas vamos ao que interessa! Resenha!

A resenha do primeiro livro, A Profecia das Irmãs, você encontra aqui nesse link!

A capa:


A sinopse:
No instigante A profecia das irmãs, que deu início à trilogia de sucesso de Michelle Zink, a personagem Lia deixou Nova York rumo a Londres. Neste segundo volume, A guardiã do Portal, oito meses se passaram desde que a profecia que já colocou gerações de irmãs umas contra as outras novamente se concretizou.
O clima gótico e místico permanece nesta obra, que narra a trajetória de Lia Milthorpe na busca pelas páginas perdidas do Livro do Caos, a fim de desvendar o restante da profecia: “Nos oito meses passados desde que Sonia e eu chegamos a Londres, ler as palavras da profecia tornou-se um ritual antes de ir para a cama."
Tentando encontrar as outras duas chaves que faltam para ajudá-la na inevitável batalha contra a sua irmã gêmea má, Alice, Lia percebe a intensificação dos seus poderes. Enquanto isso, Alice desenvolve sua magia e tenta roubar o papel de Guardiã do Portal da irmã.
Lia se surpreende com aparições inesperadas e pavorosas de Alice, que, ora se apresenta como uma menina de cachinhos dourados com um cantarolar pueril; ora como a própria Alice, sob um sorriso ambicioso e intimidador; ora como Samael, A Besta, com suas suntuosas asas negras. O poder das Almas permite que o corpo se transforme no que quiser, sendo cada vez mais difícil estabelecer níveis de confiança.
Acompanhada por Sonia Sorrensen – sua aliada e uma das quatro peças-chave para a missão que enfrenta – em um jantar da Sociedade, Lia conhece Dimitri, com quem estabelece uma conexão recíproca e instantânea, que se desenvolve no decorrer da história.
O romance, protagonizado por duas irmãs-gêmeas de 16 anos que se tornam inimigas por carregar a marca de uma antiga profecia, envolve o leitor com sua pegada de mistério, intrigas, suspense e uma prosa inebriante, ao narrar a desafiadora busca de Lia por um indício que revele o caminho da liberdade.

O que eu achei:

Neste livro a autora usa o mesmo subterfúgio do 1. Os 2/3 iniciais do livro são um grande pé-no-saco, mas o 1/3 final faz você querer a continuação loucamente. Eu me pergunto o porque da criatura fazer isso... cara, se consegue escrever bem, escreve tudo direito não é não? Porque cozinhar a gente em banho maria? A leitura se arrastou e eu me perguntei mil vezes porque tinha ficado tão desesperada para ler esse livro. Até que o 1/3 final chegou, eu grudei nas páginas e fiquei louca pra ler o 3. Crueldade isso hem, dona Michelle!

Esquecendo a história paradona temos outros problemas:

  • Reviravoltas totalmente previsíveis. Momentos em que eu pensava "acho que vai acontecer o fato A" e, adivinhem?, realmente acontecia! Imagina se isso não tirou totalmente a surpresa das reviravoltas?
  • O grande amor de Lia por James que vimos no livro 1, amor eterno que nenhuma profecia poderia apagar, é varrido para debaixo do tapete, quando um cara misterioso aparece e "rouba" o coração da nossa heroína. Vem cá, ela é volúvel ou o que? Pensei que amor eterno pudesse suplantar uma carinha bonita com um sorriso sedutor qualquer que surgisse no meio do caminho... mas acho que me enganei!
  • O súbito amor de Dimitri por Lia, tipo "nunca te vi, sempre te amei", ah cara... piegas demais.
  • Poucas aparições da Alice (a gêmea má), eu sei que a história é da Lia, mas a Alice bota um tempero na coisa, sabe como é?
  • A Lia, tão forte no livro 1, se tornou uma sombra de Dimitri. Quando dava qualquer problema, ela olhava em volta procurando seu cavaleiro de armadura brilhante. Ainda bem que aos 45 do segundo tempo ela conseguiu lidar com seus próprios problemas e ganhou meu respeito de novo.
Pegarei agora para ler o Circulo de Fogo, o terceiro livro da saga (e espero que último, porque né? não é nenhum Harry Potter da vida, então pode parar no 3 mesmo, já tá de bom tamanho! kkkk). Espero que o Círculo de Fogo entre na parte interessante mais cedo que seus anteriores, porque mais 2/3 de livro chato.... na TPM ainda... ninguém merece!


E você, já leu esse livro? O que achou?



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[RESENHA] Entrevista com Vampiro - Anne Rice by Sammy Freitas

Posted by Samantha Freitas on 24 de agosto de 2014 09:00 in , , , , , , , ,


E aí PessoALL???  Meu desafio de 20 livros em 31 dias está terminando! Já se passaram 24 e eu já atingi a meta inicial! Foram 28 livros lidos, minha gente! Estou me sentindo uma máquina de leitura!

Alguns livros são tão marcantes, que merecem uma resenha. Não sei se estarei à altura de falar sobre uma obra da Anne Rice (minha primeira leitura dela, diga-se de passagem, mas vou tentar...

Sinopse: Uma história que começa com a ousadia de um jovem repórter ao entrevistar Louis de Pointe du Lac, nascido em 1766 e transformado em vampiro pelo próprio Lestat, figura apaixonante que terminará, ao longo da série, arrebatando multidões como cantor de rock.´— Quer dizer que ele sugou o seu sangue? – perguntou o rapaz. — Sim o vampiro sorriu. É assim que se faz.´ Louis, esse vampiro que se recusa a livrar-se das características humanas e aceitar a crueldade e a frieza que marcam os vampiros, continua a contar a história desde o início: ´— Escute, mantenha os olhos abertos – murmurou Lestat, com os lábios encostados em meu pescoço. — Lembro-me que o movimento de seus lábios arrepiou todos os cabelos de meu corpo, enviando uma corrente de sensações através de meu corpo que não me pareceu muito diferente do prazer da paixão...´ É um mundo de uma fantasia impressionante, um mundo gótico, romântico, esse criado por Anne Rice e traduzido por Clarice Lispector. O texto da autora americana não poderia ter melhor intérprete, talvez mesmo cúmplice.

Well, acho que é quase impossível você nunca ter ouvido falar do livro, da autora ou do filme (uma combinação de Brad Pitty + Tom Cruise + Antonio Banderas é quase impossível de ignorar!) 

E embora eu nunca tenha assistido ao filme, (segundo minhas irmãs, é pura heresia! A mais nova assistiu umas 555 vezes e sabe de cor a maioria das falas e a mais velha alega ter sido uma excelente adaptação além de um filme primorosamente bem feito), eu sempre tive curiosidade tanto sobre o filme quanto pelo livro e autora. A oportunidade de ler surgiu quando uma amiga (oi, Bluna!) pediu o livro emprestado. Como não gosto muito de emprestar o livro sem ler, fui lendo no ônibus...

Agora vamos às impressões: 

Quando iniciei a leitura, confesso que fiquei um tanto quanto entediada com a história, mas acredito que isso era mais um problema meu do que do livro, porque depois de um certo ponto, finalmente a história me fisgou. 

Louis era um vampiro certinho, mas ele era tão cheio de mimimi que eu o detestei! Como assim, cara? Tudo bem querer ser bonzinho, mas não chato e chorão! 

Enfim... o livro começa com Louis contando a história de sua longa vida imortal para um jovem repórter que ele estava espreitando, mas resolve “aproveitá-lo” para contar a sua história, daí o título Entrevista com o Vampiro. A história é narrada por Louis, ao contar os acontecimentos de sua vida ao repórter, alternando momentos de diálogo com o mesmo. Quando ele contava a história em si, eu ficava presa, nem piscava e passava uma página após a outra - mesmo quando me irritava profundamente com a maneira idiota que ele agia. Só que em algumas horas, ele perdia o fio da meada, pois parava para responder às perguntas ao repórter e se tornou na verdade uma longa conversa, às vezes não ficava muito claro quem falava, se Louis ou o repórter, ou mesmo se era alguma fala da história de Louis, nessas horas frustantes eu voltava uma ou duas páginas para tentar me situar novamente na história. Talvez se eu estivesse lendo sossegada num canto, não teria passado por isso, mas estava num ônibus saltitante e perdia o foco várias vezes nas curvas e freadas.

Louis era o filho mais velho de uma família e por isso assumiu os negócios da família. Um dia, seu irmão morre e ele se culpa por palavras ruins que falou para o irmão e podem ter sido o fato que desencadeou a morte dele. Daí ele começa a se colocar em perigo em busca da morte por causa da culpa que sentia. Como aquela frase diz: "Quem procura, acha" e é assim que a “morte” o encontra, na face de um vampiro sádico e cruel, Lestat. Louis acaba se entregando enfeitiçado pelo seu poder e beleza e cedendo à sua vontade. Passado os momentos iniciais, Louis começa a descobrir a verdadeira face de Lestat, ao mesmo tempo em que se desencanta progressivamente com sua vida vampiresca.

E aí, a equação que não fecha, é que Louis se recusa a perder a sua humanidade, ou pelo menos a humanidade que ainda lhe resta. Quase como se ele esperasse não perder sua alma, mantê-la intacta dentro de si. Ele mantém uma alma humana num corpo de vampiro. Fica desesperado cada vez que seu amor pelos humanos é sobrepujado pela necessidade de ter que matá-los para sobreviver.

Anne Rice capricha nos detalhes e desnuda todas as camadas da alma de Louis. Enxergamos nele todo desespero de ter se tornado um vampiro, ou melhor, um monstro... Louis é um personagem intenso e que busca respostas naquilo que o atormenta todos os dias. Seriam os vampiros obra do demônio ou de deus? Deus e o diabo existem? As mortes que causa  são grandes tormentos para sua mente questionadora e inquieta. 

Louis despreza Lestat. Despreza a crueldade, a futilidade e principalmente a falta de cultura dele. A relação deles se desgasta cada vez até que um dia, Louis encontrou Claudia em um quarto, abraçada ao cadáver da mãe e não resistiu e a mordeu. Quis então deixar de viver com Lestat, acreditando tê-la matado.E então, Lestat acorda a menina e transforma em vampiro como um presente para Louis.

Claudia chega a eles como uma forma de manter Louis junto a Lestat, criando um ambiente “familiar” ou uma responsabilidade quase humana para Louis, por ter de cuidar e acompanhar a criança imortal. O problema é que ela começa a história com 5 anos, mas sua mente se desenvolve enquanto seu corpo não, permanecendo eternamente com a aparência de uma criança. E como sua mente se desenvolve, ela se torna uma adulta manipuladora e fria, principalmente fazendo com que Louis faça todas as suas vontades já que ele se sente culpado pela transformação dela.

A história se desenvolve por com a relação dos três, cada qual lidando com seus demônios pessoais. Mais tarde surge o vampiro Armand, mas não falarei sobre ele, senão darei um puta spoiler da história... Ele surge num contexto já bastante avançado da história, mesmo assim, ele se torna uma personagem muito importante no livro.

E para finalizar, depois de passar por Paris, finalmente Louis volta sua cidade e fica bem evidente a constante busca pelas origens dos vampiros, do conhecimento de si, de sua natureza e suas reflexões morais.

É um livro muito denso e com várias frases que me marcaram muito. De todas, as duas melhores são relativas à maldade em si: 

“O mal é sempre possível. E a bondade é eternamente difícil.” e “O mal é um ponto de vista.” 

É um livro denso, se você passar pelo mimimi do Louis e todas as reflexões, você começa a achar o livro fantástico e com uma visão totalmente diferente dos vampiros. Finalmente conseguimos ter um vislumbre da mente deles.





Tempo: 1,5 horas
 Finalidade: Vampiros de verdade!
Restrição: Pessoas que não gostam de terror/vampiros.
Princípios ativos: Terror Sobrenatural

Autor: Anne Rice (tradutora: Clarice Lispector)
Editora: Rocco
ISBN: 9788532501028
Páginas: 334


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