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[Resenha] Belo Desastre

Posted by Nanda Cris on 4 de janeiro de 2014 01:51 in ,
Olá meninos e meninas leitores!

Continuo firme no proposto de leu-resenhou e cá venho eu com uma nova resenha. Estou me sentindo a Sammy, uma máquina de leitura, kkkk.

Esse livro me foi indicado pela Paty e vou ser sincera: gostei até certo ponto, depois tive que abstrair muito para não jogar o livro longe. Em compensação, a leitura era viciante e eu não conseguia largar. Se eu levasse o livro para a cama antes de dormir, não conseguia, precisava ler-ler-ler. Chegando no trabalho eu só pensava na leitura e ficava conjecturando mil modos de resolver os problemas de Abby e Travis. Mas calma, estou colocando o carro na frente dos bois...

Primeiro a capa:


Sinopse:

Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento dele pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura. E é então que eles se envolvem em uma relação intensa e conturbada, que pode acabar levando-os à loucura.

O que eu achei:

Já vou avisando que tem um pouquinho de spoiler, vou tentar pegar bem leve, mas não tem jeito. Pra expressar meu ponto de vista, preciso de alguns fatos. E esses fatos, infelizmente, são spoilers.

Eu normalmente não comento a capa, mas achei que tem uma mensagem subliminar interessante aí. Olha o que Shakespeare nos disse certa vez: "Se você ama alguma coisa ou alguém, deixe que parta. Se voltar é porque é seu , se não é porque jamais seria.". Para quem leu o livro, fica evidente que Abby é a borboleta e que Travis é o pote, bem fechado e sufocante que impede a borboleta de voar. Calma que explico melhor mais abaixo, só achei legal ressaltar esse ponto.

O início do livro é lindo e fofo. O garanhão da escola fica correndo atrás da menina que não quer nada com ele, não porque não tenha interesse, mas sim porque não quer ser só mais um número. Ela oferece amizade, ele topa e assim vai surgindo um sentimento de amor entre eles, que acaba explodindo quando começam a namorar. Se o livro terminasse aí e eu pudesse imaginar o final, teria direito a mil estrelinhas, coraçõezinhos, e indicações pras amigas. O problema é que o livro continua. E o cara fofinho se transforma num brigão, estourado, controlador, ciumento, possessivo, imprevisível... eu poderia ficar aqui até amanhã falando maravilhosos adjetivos para o senhor Travis "Cachorro Louco" Maddox, mas vou parar de influenciar vocês. Só quero deixar bem claro que se você é como eu e não curte relacionamentos conturbados, com brigas homéricas por algo ínfimo, com ciúmes doentios, e uso de força bruta para dominar, você tem 2 opções:

1. Bota esse livro para troca no Skoob e pega uma Nora Roberts pra ler.
2. Abstrai como eu e finge que, num universo paralelo qualquer, isso é super natural e aceitável.

Eu segui a opção 2 e no final já estava achando fofo todo aquele jeito homem-das-cavernas de Travor. O livro realmente é viciante, eu não consegui largar até terminar e pensava nele nos intervalos forçados (eu preciso trabalhar para conseguir dinheiro e comprar mais livros, não é? Capitalismo selvagem! rs). Mas quando finalmente terminei meu pensamento foi "Pobre Abby, que seu amor por Maddox nunca acabe, porque se acabar ela está ferrada!" o cara gruda mais que carrapato. Valei-me Nossa Senhora dos Namorados Possessivos! No final, eu já estava torcendo pelo Parker, a outra ponta do triângulo amoroso, o cara fofinho e certinho que realmente parecia gostar da Abby. Não que Travis não gostasse, mas o tipo de gostar do Parker (que foi guerreiro e insistiu até o fim) se afina mais com o meu tipo de gostar.

Enfim, estou numa relação de amor e ódio com este livro e ainda não sei se guardo pra sempre ou jogo pra troca sem nem olhar para trás. Estou escrevendo esta resenha 15 minutos depois do término da leitura, as emoções ainda estão meio conturbadas...

O livro 2, Desastre Iminente, segundo a Paty é exatamente a mesma história contada na versão dele. Se eu já achei o Travis maníaco por fora, imagina vivendo as paranoias dentro da cabeça dele? Vou surtar! Sem contar que, ainda de acordo com a Paty, como eu já conheço a história vai ser mega redundante, então, passo.

E você? Já leu Belo Desastre? O que achou?




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[Resenha] Cabeça de Vento - Meg Cabot

Posted by Nanda Cris on 3 de janeiro de 2014 12:03 in ,
Oi leitores!

Promessa de Ano Novo é coisa séria! E como eu prometi que resenharia todos os livros que lesse em 2014 e terminei de ler este livro às 2:30 do dia primeiro de janeiro de 2014... lá vai a resenha dele!


A sinopse:

Emerson Watts odeia seu nome, tem problemas com quase todo mundo na escola e seu melhor amigo parece nem desconfiar de sua paixão por ele. Parece que ela tem problemas? Pois um acidente num shopping aproxima Em e a famosa modelo Nikki Howard muito mais do que deveria, e é aqui que os problemas começam de verdade.

O que eu achei:

Meg Cabot é Meg, eu amo essa mulher. Mas eu li em algum lugar que ela estava escrevendo qualquer coisa, embrulhando e mandando, apenas com o intuito de fazer dinheiro e não levei fé na época. Até que li esse livro. E me surpreendi. Negativamente.

O livro é mais raso que poça de chuva, sem argumento válido nenhum, a mocinha não tem empatia, o casal principal tem química zero, a irmã da protagonista é uma chata de galocha e o final foi brochante. A única coisa que se destacou em todo o contexto foi a melhor amiga de Nikki, Lulu. Só por ela que eu dei 2 estrelas (regular) e não uma (ruim).

Mas como eu sou brasileira e não desisto nunca... ainda quero ler a continuação (Sendo Nikki) para ver se eu que estava de mau-humor, se a Meg que estava frustrada ao escrever este livro, ou se realmente essa saga é ruim mesmo. Não acredito que alguém que criou Suzannah, Jesse e todo o universo de A Mediadora possa se tornar medíocre da noite para o dia. Então, sim, Meg sempre terá uma última chance comigo. Mesmo que sejam muitas últimas chances, rs.

E vocês, já leram esse livro? O que acharam?



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Metas para 2014

Posted by Nanda Cris on 1 de janeiro de 2014 19:53 in ,
Boa noite leitores!

Mais um ano novo, onde tudo está igual ao que estava no anterior, mas as esperanças estão renovadas, então tudo parece diferente.

Eu sempre faço metas, nunca cumpro, mas a Marcinha me cobrou metas para esse ano e, não sei, acordei diferente, com vontade de criar metas e cumprir. Então, vou compartilhar com vocês 10 metas e antes do ano terminar volto para dizer o que consegui cumprir e o que não, certo?

1. Malhar, pelo menos, 5 vezes na semana. 
A dieta agradece e a balança também!

2. Não comprar livros. 
Ganhar, ok. Chantagear o marido, ok também. Comprar com meu dinheirinho para mim mesma: no way;

3. Chegar na meta de peso (65kg) e, na sequencia, me inscrever na academia. 
Projeto Panicat 2015. Odeio academia, mas isso não é desculpa. Não mais!

4. Ler ao menos 1 livro por semana.
A pilha só aumenta e o intuito é diminuir! Não tenho mais espaço para guardar e isso está ficando preocupante. Temos 52 semanas no ano. Tenho 204 livros para ler. Mantendo a meta, em 4 anos leio tudo, se eu não ganhar mais nenhum... o que efetivamente não rola (lembra da chantagem ao marido?)

5. Resenhar todos os livros que eu conseguir ler
O que dará pelo menos um post por semana no Retalhos. O blog agradece;

6. Escrever um post por semana (no mínimo) para o Maquiada (meu blog de futilidades, rs)
Aquilo lá tem mais aranha que esmaltações, shame on me;

7. Colocar as finanças em dia 
Adeus faturas homéricas do cartão de crédito! Conseguindo isso, finalmente volto a economizar, colocando dindin na poupança;

8. Diminuir drasticamente a compra de esmaltes. 
Usar todos os 97 esmaltes que tenho e só comprar um a mais se eu realmente precisar daquela cor para alguma mani temática, mas não posso passar de 4 esmaltes por mês. A palavra de ordem é sem descontrole;

9. Investir na relação.
Depois de 13 anos, a coisa cai meio na rotina. Não saímos mais como namorados, não me arrumo mais para vê-lo... moramos juntos! Então a ideia é fazer um passeio romântico pelo menos uma vez por mês com meu marido. O romantismo agradece;

10. Falar menos palavrão/gíria. 
Estou com quase 31 anos... não quero me tornar uma velha sem noção.

Bem, é isso. Acho que, de longe, a décima é a pior... já tentei N vezes e nunca consigo. Mas... vamos nós tentar de novo!

E vocês, já fizeram suas metas?



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Retrospectiva literária 2013 by Sammy Freitas

Posted by Samantha Freitas on 30 de dezembro de 2013 12:00 in , ,


Seguindo o post da Nanda (confira aqui!!!), também estou colocando minha Retrospectiva Literária 2013. 

Esse foi um ano de muita leitura mesmo. Minha meta inicial era ler 120 livros. Terminei o ano com 203 livros lidos (e pode ser que nestes dois últimos dias eu ainda leia mais um ou dois livros. Vamos ver, vamos ver... rs 

Se por um lado é legal ter tantas opções, por outro, eu tive muitas dúvidas das minhas escolhas. Em alguns momentos quase chorei para fazer uma escolha só! 

Para 2014 eu já tracei algumas Metas Literárias e entrei em dois desafios:


Por muito pouco não entrei num terceiro desafio. Uma espécie de volta brasileira literária. Ler um livro de cada estado do Brasil. Mas aí eu me controlei. 27 estados, significaria mais dois livros e meio por mês. O maior problema, nem é ler... Isso eu normalmente dou conta... O problema de verdade é fazer resenha para todo mundo. Fiquei devendo um montão de resenhas dos Desafios de 2013. Mas tenho fé que ainda vou resenhar o que li e postar aqui ^_^

Mas chega de churumelas! Toca a contar o que prestou e o que não prestou no Ano... 

1. O livro infanto-juvenil que mais gostei
A garota das laranjas

Esse livro entrou para o Oscar do Ano por uma série de motivos. Primeiro, porque a história é comovente e eu me identifiquei muito com o personagem. Cara... quem não gostaria de receber uma carta de seu pai, morto há 11 anos? Saber mais sobre aquela pessoa que estava com você por tão pouco tempo? Além disso, como sempre, o Jostein Gaarder sabe tratar temas tão profundos e filosóficos de uma maneira tão leve que a gente nem percebe que a coisa é tão séria.





2. A aventura que me tirou o fôlego
A Casa de Hades

Quando foi lançado, eu comprei na pré-venda. Mas era um desperdício porque não tinha lido nem o primeiro: O herói perdido... Daí um casal amigo falou que o tempo que eles levariam lendo A Casa de Hades, provavelmente seria o mesmo tempo que eu levaria lendo os 4 livros da coleção Heróis do Olimpo (O herói perdido, O filho de Netuno, A marca de Atena e A casa de Hades). Topei o desafio e consegui concluir os quatro livros em 5 dias, juntinho com os amigos que estavam lendo apenas o último. A maratona foi ótima (mas não faço mais isso, rss) e a série me conquistou! Foi até bem mais legal que Percy Jackson e os Olimpianos, embora a primeira série preencha muitos lapsos que esta deixa. Portanto, leiam primeiro Percy Jackson para só depois passar para os Heróis do Olimpo!


3. O suspense mais eletrizante
Garota Exemplar

Esse é um livro cheio de reviravoltas. Foi o livro mais tenso e mais psicológico que li o ano todo. Não posso entrar em detalhes, porque tudo vira um grande spoiler e não tenho a menor intenção de ser crucificada! Mas sério, Nick e Amy são, em tese um casal exemplar, até que mudam-se para uma cidade no interior e Amy desaparece. Tudo leva a crer que Nick a assassinou. Só que nem tudo é tão preto no branco como a gente pode imaginar. Tornou-se a minha melhor leitura de suspense senão do ano, da minha vida.




4. Romance que me fez suspirar
Amante Sombrio

Corro o risco de soar repetitiva, mas não leio muitos romances. Houve uma época, num passado bem distante, que eu só li esse estilo. Mas a vida me mudou. E eu meio que desisti dos amores de papel. Este ano, resolvi voltar a ler o tema e olha, não é que me surpreendi com as leituras? Li vários da Nora Roberts num Círculo Viajante do Skoob e alguns outros romances avulsos (um deles entrou para menção honrosa lá no fim do texto!) Amante sombrio conta uma história de vampiros. Mas também um romance para lá de diferente. Nenhum dos dois temas, costuma fazer meu estilo, mas o rei cego me conquistou.


5. A saga que me conquistou
Instrumentos Mortais 

Não sei se é justo falar sobre Instrumentos Mortais porque não foi bem este ano que eu conheci. Li o primeiro, no ano passado, mas todos os outros, este ano. Preciso confessar que é uma leitura muito interessante. A história é bem construída e o que me incomodava mais era só o Jace ser sarcástico o tempo todo. Com o amadurecimento dos personagens no decorrer dos livros, Cassandra Clare melhorou muito sua escrita e aí finalmente eu fui fisgada pela saga. Estou com a Nanda, a melhor saga do ano! (embora tenha sido páreo duro com a série Legados de Lorien).



6. Melhor livro de fantasia
O oceano no fim do caminho (confira a resenha aqui)

Nem preciso falar muito desse livro, porque tem uma resenha no blog, se quiser é só conferir ali em cima! Mas vamos dizer que eu não conhecia nada do Neil Gaiman este ano. E aí, uma amiga em janeiro, me fez uma proposta indecente... Me emprestou dois livros de contos dele (Coisas Frágeis I e II) em troca do empréstimo de Artemis Fowl. Eu simplesmente me apaixonei pelos contos. E quando o livro foi lançado, comprei. Nenhum arrependimento. Provavelmente em 2014 lerei muitos outros livros do Gaiman, já que eu aproveitei o decorrer do ano para conseguir vários livros dele em trocas no Skoob!



7. O livro que me fez rir   
O diário de Bridget Jones (confira a resenha aqui)

Li este livro para o Desafio Realmente desafiante por indicação da nossa querida Nanda! O livro foi uma excelente indicação e realmente me fez rir muito! A Bridget é completamente louca! Mas, se você tiver paciência para ler a resenha, vai encontrar uma sacada sobre o livro da Hellen Fielding e Orgulho e Preconceito da Jane Austen... Eu achei que foi uma releitura moderna do clássico e gostei muito. Não vou dizer novamente que foi praticamente um plágio, mas que a história é muito semelhante, ah... ela é mesmo! E que venha o próximo livro, afinal, Mark Darcy é um homem perfeito!



8. O livro que me surpreendeu  
Aprisionada  

Eu li muitos livros do Livro Viajante do Skoob neste ano. Mas poucos eu posso dizer que realmente mexeram comigo. Eu aprendi a gostar de Distopias com a Trilogia Jogos Vorazes (lida ano passado, por isso não entrou para a lista do ano). E quando recebi este livro, nem tinha lido a sinopse. Como eu precisava ir a uma consulta médica meio distante de casa, coloquei esse livro na bolsa. O que foi um horror, porque quando cheguei lá, tinha lido o livro inteirinho e não teria nada para ler no retorno! Para piorar as coisas, o livro é uma série e o segundo embora já tenha sido lançado em junho deste ano (Delírio) eu ainda não consegui encontrar para troca e compras de livros acima de R$ 35 estão suspensas aqui em casa. Só posso dizer que lamento não ter escrito ainda uma boa resenha sobre o livro, porque ele tem uma história única e bem escrita. Embora ela tenha deixado um gancho para a próxima história, não necessariamente eu precisaria me preocupar com o desfecho da trilogia (embora certamente complete todo o pensamento). Fala principalmente sobre um mundo onde as pessoas morrem cedo. Os rapazes aos 21 e as mulheres aos 18. Só as primeiras gerações ainda vivem (acima de 50 anos). Com tão pouco tempo de vida, os rapazes mais abastados, muitas vezes casam-se com mais garotas na esperança de fazer mais filhos e com isso encontrar uma cura para esta doença. O problema é que as jovens, na maioria das vezes são sequestradas de seus lares. Rhine não se conforma com o seu destino e mesmo que tenha só dois ou três anos de vida, ela não desiste. Então o livro fala sobre liberdade e aprisionamento, sobre a esperança e também o medo. Fala sobre amor, mas principalmente, ela fala sobre a coragem de correr atrás do próprio destino. 


9. O personagem do ano  
Camundo

Camundo é outro personagem diferente de tudo que já vimos. É um menino muito bem construído, com características muito vivas e a história dele se passa numa época passada. Nanuka Andrade esmerou-se nas pesquisas, caprichou nas ilustrações entre os capítulos, fez uma narrativa coerente e bastante concisa e principalmente, teve a preocupação em usar um vocabulário coerente para a época que se passa a história. Esse menino realmente me conquistou. Outro livro que estou devendo uma resenha decente, mas acredite, em 2014 vou botar um montão de resenhas em dia! 



10. O casal do ano 
Hazel e Gus (A culpa é das estrelas) (confira a resenha aqui)

A culpa é das estrelas foi o primeiro livro que li este ano. Também fez parte do Desafio Literário 2013 e posso dizer que foi um dos livros mais difíceis que eu li este ano. Parei de ler por duas vezes. Não por que o livro fosse ruim. Longe disso. A narrativa do John Green é leve e até meio frívola, mesmo assim, ele me atingiu em cheio como um trem carregado de explosivos. Porque Hazel, a personagem principal do livro tem câncer. O que tornou a narrativa difícil para mim é que eu passei por quase todas as mesmas situações que ela passou enquanto estava lutando contra essa doença nos últimos dois anos. Esse foi o ano da virada. Hazel me ajudou muito com isso. Por isso, ela ganhou meu respeito. Mas quem ganhou meu amor, foi o Gus. Se quiser conferir uma análise melhor do livro, este também tem resenha no blog!


11. O melhor livro que li em 2013  
Perdão, Leonard Peacock


Despretensiosamente, comprei o livro "O lado bom da vida". Admito que só comprei porque duas pessoas que eu não concordo muito com os gêneros de leitura disseram: "Não compre, o livro é muito ruim!". Eu queria ler o livro e assistir ao filme. No fim, até hoje não consegui assistir, mas amei o livro. Então, quando a Bienal começou eu soube que o Mattew Quick estaria lá. Comprei o livro e consegui uma foto e o autógrafo! Achei que o livro era mais uma modinha, mas na verdade este livro foi uma porrada. Se "A culpa é das estrelas" eu conheci a dor e o sofrimento da perda, em Perdão, eu quis ser a mãe de Leonard e impedir que ele tivesse que passar por tantas coisas. O livro é praticamente uma carta de despedida de um rapaz que pretende matar seu "ex-melhor-amigo" e em seguida se suicidar. Com isso, antes do gesto final, ele resolve presentear as cinco pessoas que fizeram diferença na vida dele. Cada presente tem uma metáfora maravilhosa. Então, não espere que eu conte mais para ler, embarque na leitura, porque se eu escolhi como melhor do ano, acredite, ele realmente é muito bom!



12. O pior livro que li em 2013   
A vida, o universo e tudo o mais

Eu sei que corro o risco de ser altamente crucificada, mas sinceramente? Não estou ligando muito para isso. Douglas Adams é um ícone da ficção científica. Eu sempre tive vontade de conhecer o Guia do Mochileiro das Galáxias. Achava que seria algo como meu amado Star Wars, mas eu não podia estar mais errada. Até gostei do primeiro, mas o segundo já achei meio xarope. Esse terceiro livro eu simplesmente não consegui engolir. A história se repete e dá voltas sem parar e sem sair do lugar. Cheio de parágrafos e até mesmo capítulos inteiros aleatórios que não acrescentam nada a história e ainda por cima ficam enchendo linguiça sem fazer o menor sentido. Enfim, foi o pior livro da série na minha opinião. Quase não botei a foto da capa do livro de tanta raiva que tive dele!

*   *   *   *   *

Mas.... Não acabou por aqui! Por conta de toda diversidade de livros que li, acabei fazendo umas menções honrosas aqui embaixo, mas não vou me estender, porque já falei muito! Então só uma ou duas frases para tentar te convencer a ler! Lembrando que eu levei em consideração algumas das categorias premiadas do site GoodReads (confira aqui o post!):


Ficção - O projeto Rosie

Don Tiltman me lembra (e muito!) Sheldon Cooper de The Big Bang Theory, minha série de comédia favorita e por incrível que pareça, ele também me lembra Melvin, de Melhor é impossível em muitos aspectos. Amei a história e super recomendo quem quiser ler uma comédia romântica leve.





Ficção Histórica - O Arqueiro
Namorei a série A Busca do Graal por anos e anos! Não sei porquê os livros do Bernard Cornwell nunca entram em promoção. Mas este ano, estava disposta a comprá-los sob qualquer circunstância. Fosse na Bienal ou na Black Friday. Não me arrependi. Como sempre, o Cornwell construiu uma história fantástica ambientada na época da Guerra dos Cem Anos. Recomendadíssima!






Ficção Científica - Arquivo X - I - A verdade está lá fora
Ficção Científica está longe de ser meu gênero favorito, ainda assim, está muito mais próximo que terror. Sempre gostei da série do Arquivo X e quando surgiu a oportunidade de pegar a coleção numa troca no Skoob, eu me surpreendi com uma história super bem escrita que a série da TV adaptou muito bem.





Fantasia - O estranho mundo de Zofia e outras histórias
Livro completamente louco - Pense fora da caixinha, foi a primeira coisa que pensei ao ler. Digo e repito quem gosta de Alice no país das maravilhas e se amarra nos filmes do Tim Burton, não pode deixar de ler este livro! A primeira história me lembrava muito "A bolsa amarela" de Lygia Bojunga Nunes e não foi a minha preferida. Minha favorita foi Hortlak - nessa pegada de Zumbis, puxa por um lado totalmente diferente. Recentemente, assisti na TV a série Les Revenants e de cara lembrei do livro! Se quiser conferir, tem resenha no blog!


Affe... Arrependida de ter resolvido escrever tanto! Não que eu não queira compartilhar minhas experiências literárias do ano, mas eu estou com uma espécie de tendinite muito sinistra e estou morrendo de dor no braço. Mesmo assim, chegarei até o fim por vocês, queridos leitores!



Romance - Uma garrafa no mar de Gaza
Uma história super singela que acontece virtualmente - a principio através de uma cartinha colocada numa garrafa na Faixa de Gaza onde uma judia e um muçulmano se correspondem depois por email. Soube que tem um filme, vou procurar!







YA Ficção - Cidades de Papel
John Green acabou entrando indiretamente duas vezes na minha lista de melhores do ano! Mas para ser honesta, todos os livros dele são bons! Embora ele tenha um pouco de fórmula de bolo, usando sempre o pano de fundo adolescentes/escola, as histórias mostram um pouco mais que a superficialidade de um chick lit. Tem uma profundidade doce e melancólica que muitas vezes, me faz lembrar minha juventude.






YA Fantasia - Divergente
Não sei bem se entra no gênero fantasia. Acho que Distopia seria uma categoria à parte, mas foi um livro muito bom que veio me ajudar a me sentir menos órfã de Jogos Vorazes!









Infanto-Juvenil - A terra das sombras
Mais um que fiquei em dúvida da categoria. Entre infanto-juvenil e Chick-Lit. A série A Mediadora da Meg Cabot é uma delícia. Todos os livros são bem escritos e o final é o mais perfeito que se pode imaginar. 






Memórias/Biografia - O castelo de vidro
Às vezes, quando lemos um livro que é um livro de memórias, ficamos embasbacados como algumas coisas podem acontecer de verdade na vida real. Um casal cria suas filhas de uma maneira totalmente atípica, não levando em nenhuma consideração dinheiro (ou falta dele) e mesmo assim, sem o menor pé no chão, seus filhos seguem em frente. Vejo muita gente dizendo que não segue adiante por que acha que lhe faltam oportunidades. A estes, só digo uma coisa... Leia este livro e aprenda o que realmente é não ter oportunidade nenhuma e mesmo assim, ter força de vontade de seguir adiante.




Graphic Novel`s - A Guerra dos Tronos HQ
Ainda não li o livro, mas assisti toda a série na HBO. Amei a história, achei super fiel e ainda por cima tem um prefácio do George RR Martin falando sobre a adaptação e os desenhos. Muito bem feita!







Espero que tenham gostado! E se tiverem paciência de assistir o vídeo com as melhores leituras de 2013 que participei no Canal Figueira de Livros, é só conferir aqui:





Só para finalizar, desejo a todos nossos leitores um EXCELENTE 2014!!!

Feliz Ano Novo!!!





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DICAS: Se não x Senão

Posted by Samantha Freitas on 06:00 in , , ,




Hoje vamos falar da dupla “senão” e “se não”.

Escreve-se "senão" quando a palavra assume as seguintes funções:

1. De conjunção alternativa, podendo ser substituída por "caso contrário";
   Ex. Estude bastante, senão [caso contrário] você não terá sucesso.

2. De conjunção adversativa, sendo possível trocá-la por "mas";
   Ex. Silvinha não é garota de ficar em diversões, senão [mas] de levar a sério os estudos

3. De preposição, tendo o mesmo significado de "com exceção de" ou "exceto";
   Ex. Ele não o comprará, senão [exceto] por bom preço.

4. E de substantivo masculino, significando "falha" ou "defeito".
   Ex. Não há um senão [defeito] naquele bolo.



Já o "se não" só deve ser usado quando o "se" é uma conjunção condicional (substituível por "caso") ou integrante (podendo ser trocada, com a oração que ela introduz, por "isso", "isto" ou "aquilo"). Veja alguns exemplos:

Se não chover [caso não chova], irei encontrar meus amigos.

Perguntei se não iriam chegar atrasados [perguntei isso].


 

Parece simples, mas a prática mostra que não é.

O problema é que há casos em que a distinção de sentido não fica tão explícita.


Por exemplo: tanto é certo escrever

(1) “Este exemplo esclareceu tudo, se não, vejamos” como (2) "Este exemplo esclareceu tudo, senão, vejamos”,

Pois em (1) é possível a conversão para “Este exemplo esclareceu tudo, caso não, vejamos”,

Ao passo que em (2) é possível refazer para “Este exemplo esclareceu tudo, caso contrário, vejamos”.


São esses casos de proximidade de significado que complicam a nossa vida.

E não há muito o que fazer para evitá-los. A não ser entender bem o contexto para saber quando é indiferente usar “senão” ou “se não”.




 
Fonte: Laércio Lutibergue é professor, revisor de texto, escritor e consultor linguístico.




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