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[Batata Quente 3 - Parte 5] - As Crônicas de San Atório - Capítulo Cinco: "O paladino do Mal"

Posted by Samantha Freitas on 30 de novembro de 2013 06:00 in , , , ,
Recapitulando:

Personagens:
    Martha (guerreira)
    Santhara (feiticeira)
    Nardanna (caçadora)
    Petrika (maga)
    Deziree (guerreira) - saiu da trama no episódio 2. Talvez volte!
 

As partes da história:

    Parte 1 + explicação da brincadeira - As Crônicas de SanAtório (by Sammy)
    Parte 2  - Encontros e Caminhos  (by Marcinha)
    Parte 3 - Um bofe no caminho (by Paty)

    Parte 4: - O Sexto Elemento (by Nanda)


O Paladino do Mal



Santhara congelou ao ouvir aquela voz baixa e metálica. Ele deveria estar morto e enterrado. Aliás, da última vez que o vira, ele estava dentro de uma mortalha branca. Era um homem tão perigoso, que havia sido enterrado nu e de bruços. Sua ordem costumava enterrar seus membros com honrarias, ouro e suas armas, mas Bjartan era uma exceção. Quando abandonou o código de conduta e se importou muito mais com ouro do que com as pessoas, ele abriu mão da lealdade, coragem e todo o altruísmo e deixou o grupo de paladinos seguindo pela senda da crueldade, utilizando todo o vasto conhecimento que outrora servia ao bem, apenas na intenção de conseguir poder e riquezas. 

Olhou rapidamente à sua volta, pensando em como escapar - sabia que se conseguisse fugir, seria perseguida e suas amigas seriam poupadas. Não que fossem grandes amigas, mas uma aliança era uma aliança. Sentia-se presa ao juramento de Martha e principalmente, sentia-se culpada pelo enfraquecimento de Petrika. 

Bjartan moveu-se rapidamente e em silêncio e antes mesmo que pudesse se afastar, ele estava a seu lado sussurrando em seu ouvido: 

- E então Santhara... procurei por você por muito tempo... Quantas vezes precisarei repetir que você me pertence? Nem a morte é capaz de me derrotar e nem você jamais conseguirá se esconder de mim. Quero você para usar como eu quiser e acima de tudo, eu quero meu filho de volta. Preciso do sangue dele para completar o ritual.

Santhara ficou lívida com a menção de seu filho. Nunca permitiria que ele fizesse qualquer mal à criança:

- Nunca! Você é o mal encarnado. Subjuga demônios com o sangue de inocentes.

Bjartan segurou a cintura de Santhara com força e sussurrou:

- Se eu não conseguir encontrar meu primogênito, farei outro filho em você agora e sacrificarei suas amigas para uma magia bastante antiga, que irá reduzir sua gestação para apenas 2 luas. Você acha que sabe o que posso fazer, mas eu posso ser muito pior do que você imagina. Essas mulheres vão sofrer. É isso o que quer? Terá mais algumas mortes em sua consciência, Santhara... Ser culpada pela morte de seus pais e irmãos não foi suficiente? Além disso, depois que eu terminar com você e pegar meu novo filho, ainda posso receber minha recompensa que um certo fauno pediu pela sua cabeça....

Santhara lembrou das antigas maldições ensinadas por sua avó e tentou cuspir o rosto de seu algoz. Porém, antes que a cusparada amaldiçoada o atingisse, Bjartan deu um tapa tão forte que Santhara caiu no chão, ainda vendo pontinhos pretos piscando em sua frente. Cordas prenderam os pulsos de Santhara e Bjartan sorria maldosamente abrindo o cinto da calça enquanto ela debatia-se loucamente e gritava, mas ele era implacável estapeando com força. Estava em dúvida se sentiria mais prazer em violá-la várias vezes ou espancá-la sem parar. Pouco se importava com a platéia - não pretendia deixar ninguém vivo quando terminasse.

Um soluço desesperado escapou da garganta de Santhara. Foi então que seus sentidos apurados perceberam uma movimentação no cavalo de Martha. Aquele pobre diabo que fizera tanta questão que Petrika salvasse, estava se mexendo - recuperando forças. Usou sua visão periférica para tentar descobrir qual das meninas estava mais perto e tinha mais chance de ajudar àquele homem que descia do cavalo sorrateiramente.

Olhou para Martha e girou os olhos na direção do cavalo. Martha acompanhou o olhar e assentiu com a cabeça. Levantou vagarosamente usando a árvore como apoio e aproximou-se de Petrika e Nardanna. As duas estavam tão cansadas que seria impossível qualquer ajuda.

O homem terminou de descer da sela. Martha sentiu vontade de rir. O novato-ex-morto-vivo não tinha nada de alto, forte e espadaúdo. Pelo contrário, era ligeiramente menor do que ela. Era esquálido e seu rosto magro parecia cansado, porém bem vivo. Passou por baixo de Audaz e sorriu ao ver um arco longo e duas flechas numa montaria bem estranha. Seria uma lhama?

Martha balançava as mãos na frente dele, quase implorando que ele a desamarrasse, mas ele a ignorou. Pegou o arco, tensionou... Sorriu com a envergadura e finalmente soltou a flecha. Um assobio curto e a flecha atravessou a parte do corpo que transformaria Bjartan num eunuco.

Santhara, ainda descomposta levantou-se rapidamente e derrubou-o no chão. Puxou uma adaga da liga e encostou na garganta do Anti-Paladino.

O arqueiro cortou as cordas de Martha e Petrika, mas quando seus olhos encontraram os de Nardanna, ele não conseguiu fazer mais nada. Suspirou profundamente e sem desviar os olhos, cortou com cuidado as cordas e correu para ajudar Martha a amarrar Bjartan que gritava palavrões em meio a uma poça de sangue entre as pernas.

Martha aproveitou para chutar duas vezes e xingar:

- Seu !@##$%@#@#$#@###@$@#, como se atreve a me atacar ou minhas amigas? - chutou novamente - Devia pensar melhor em se meter conosco.... - mais dois chutes - Agora nem tem mais brinquedinho! - debochou...

Nardanna que também estava encantada com o homem, finalmente conseguiu falar:

- Quem é você, arqueiro desconhecido? 

- Meu nome é Halt, sou arqueiro do rei. Fui emboscado e jogado no rio. Tinha perdido a consciência, mas acordei me sentindo bem melhor e rapidamente entendi a situação de perigo. E você, linda donzela, quem é?

Nardanna também não conseguia tirar os olhos dele. Cutucou Pethrika que ainda estava exausta e deu um sorrisinho:

- Sou Nardanna. Estas são Pehtrika, Martha e Santhara. Aquele saco de estrume ali eu não sei quem é, mas a ruiva parece saber. - olhando para Santhara que chorava baixinho - Aliás, você dá muito azar, viu? Primeiro se estranha com a Martha, quase mata Pehtrika com aquela cura e ainda nos faz ser emboscada por um qualquer...

Halt olhou novamente para Nardanna sorrindo:

- É meu dever levar este homem para Gorlan para ser julgado e preso. 

Peth finalmente falou:

- Acho prudente montarmos acampamento, o fim do dia está próximo e estamos todas cansadas....

Rapidamente dividiram as tarefas. Nardanna foi caçar com Halt, Martha alisava o cabo do machado e de vez em quando, lembrava de chutar o prisioneiro. Santhara e Petrika improvisavam uma cabana de folhas e acendiam a fogueira, quando o casal chegou com 6 coelhos que foram rapidamente limpos e assados no fogo. 

Fizeram turnos de vigia. No entanto, conforme a madrugada foi passando, a segunda dupla estava tão cansada, que não percebeu a fuga do prisioneiro que havia poupado energia, murmurou um encantamento e prometeu voltar e se vingar. Arrastou-se devagarzinho para as sombras e desapareceu...








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#Tag: Se eu fosse....

Posted by Samantha Freitas on 27 de novembro de 2013 06:00 in , ,

Nossa leitora Lerissa Kunzler nos indicou a responder essa Tag que foi criada pelo Blog Infinito da Cris.

E eu achei muito legal. Então, cá estão minhas respostas!

Se eu fosse um mês: Junho (a metade do ano!)

Se eu fosse um dia da semana: Sexta-Feira (último dia da semana)
Se eu fosse uma hora do dia:17h
(fim do expediente!)
Se eu fosse uma estação do ano: Outono (a estação mais amena!)
Se eu fosse um planeta: Saturno (cheio de anéis!)
Se eu fosse uma direção: Leste
(sempre para a direita!)
Se eu fosse um móvel: Poltrona (e daquelas bem gordas e macias)
Se eu fosse um pecado: Gula (alguém em algum momento duvidou que esse era o meu pecado?)
Se eu fosse um sentido: Paladar (já era de se esperar vindo de alguém cujo pecado é a gula...)
Se eu fosse uma pedra: Hematita (
tem poder de cura, depura o sangue, purifica os órgãos, dá força e proteção, preciso dizer mais?)
Se eu fosse uma planta: Dólar (é uma planta linda e ainda tem nome de grana!)
Se eu fosse uma flor: Begônia (sempre gostei e nunca soube o significado. Significa: a cordialidade que vem do coração. Fofo né?)
Se eu fosse um clima: Temperado Oceânico (o mar influencia as temperaturas tornando os invernos menos intensos, além de amenizar a estação do verão.)
Se eu fosse um prato: Lasanha! (como o Garfield!)
Se eu fosse um instrumento musical: Violino
(além de achar um instrumento lindo, eu já toquei)
Se eu fosse um elemento: Ar (corresponde às mudanças, ao pensamento... just like me!)
Se eu fosse uma cor: Azul (minha cor favorita desde sempre. nunca fui "menininha que gostava de rosa...)
Se eu fosse um animal: Coruja
(representa sabedoria)
Se eu fosse um som: Seria o AR assobiando pelas frestas..
Se eu fosse uma música: You Learn

Se eu fosse um sentimento: Esperança  
Se eu fosse um lugar: Stonehenge
Se eu fosse um sabor: Chocolate
(não há nada melhor!)
Se eu fosse uma palavra: Aliás (minha palavra favorita!)
Se eu fosse um objeto: Livro (sempre :-D )
Se eu fosse uma parte do corpo: Cérebro
Se eu fosse um número: 13 (tem gente que acha um número agourento, mas eu amo!)
Se eu fosse um símbolo: Pentagrama (representa tanto os 5 elementos, terra, ar, fogo, água e espírito, quanto o corpo humano - membros e cabeça)




Quem gostar da tag e quiser respondê-la, cai dentro!



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DICAS: Retificar x Ratificar

Posted by Samantha Freitas on 25 de novembro de 2013 06:00 in , , ,


É fato que as dúvidas aparecem quando lidamos com palavras parônimas, ou seja, palavras que possuem significados semelhantes na pronúncia e na grafia. Certamente esses vocábulos geram confusões na hora da aplicação. Mas como saber quando utilizá-los?

Na verdade, é necessário entender primeiramente suas origens e significados para realizar a utilização com clareza e assertividade, evitando possíveis erros gramaticais. Vejamos abaixo:

Ratificar do latim medieval, possui os seguintes significados: confirmar, reafirmar, validar, comprovar, autenticar.

Retificar do latim com base na palavra rectus, que se refere ao ato de corrigir, emendar, alinhar ou endireitar qualquer coisa.



 
Para entender melhor o uso, vamos a um exemplo: 

1. O contrato foi ratificado pela empresa. 

Nesse caso, o verbo ratificar, expressa a confirmação e validação do contrato, pelo agente da voz passiva – empresa.

No caso do verbo retificar, os sentidos de corrigir e emendar são mais comuns nas orações. 
2. O livro, que será publicado, passará por um processo de retificação.

Agora que já sabemos a origem e seus respectivos significados, a aplicação na prática torna-se simples. A comunicação se mostra mais eficaz, já que não haverá desentendimento entre emissor e receptor sobre a mensagem transmitida.

“Ratifico” que o processo da comunicação correta, seja escrita ou verbal, no ambiente corporativo, é imprescindível para que não haja. 

A clareza de ideias está intimamente ligada à sua capacidade de não “retificar” mensagens, pois você faz a escolha das palavras certas, para as pessoas certas, no momento certo. Fique atento a isso!


Fonte: Prof. Reinaldo Passadori 




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