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Desafio Duplo com 5 frases: Nanda e Denize

Posted by Nanda Cris on 18 de maio de 2013 06:00 in , , , ,
O que é o desafio duplo?

O desafio duplo se baseia em 2 pessoas partindo de uma mesma diretriz, trilhar caminhos diferentes, escrevendo 2 histórias que não tem nada a ver com a outra. Nosso primeiro desafio deste gênero, partiu de uma imagem, como você pode ver aqui. Agora, o novo desafio tem como o pontapé inicial 5 frases. São elas:
  • Eu realmente não sabia que eu pensava assim. 
  • Você será minha mentora? Que ótimo! 
  • Aquela passagem é como um portal dimensional? 
  • Sinto muito, mas já fui a lugares demais; por essa porta eu não vou passar. 
  • Este lugar está mais abandonado do que eu esperava.



Texto 1: Nanda

- Caramba! Não sei porque eu fui escolher ser um mago!
- Ah, cara, deixa de ser idiota, eu sou uma maga e sou muito boa no que faço. Você só precisa se dedicar mais!
- E além de boa no que faz é totalmente modesta!
- Alguém com as minhas habilidades não precisa ser modesta. Vamos, anda logo, não tenho o dia todo, você quer ajuda ou não para coletar essas plumas?
- Sim, quero, tem um Orc impossível de matar ali na frente.
- Certo, então vamos andando...
Hortência olha a sua volta, procurando alguém em quem jogar uma magia. Podia sentir sua força arcana pulsando na ponta dos dedos, mas não encontra ninguém. Suspirando, comenta:
- Nossa, esse lugar está mais abandonado do que eu pensava.
- Eu já passei por aqui antes, e saí matando todo mundo, por isso não tem ninguém, todos estão mortos.
- Se você conseguiu matar todos sozinhos, tem o seu mérito. Você precisa apenas de um bom mentor, alguém que te ensine a melhor ordem para conjurar os feitiços, a sequência que dará mais dano e eliminará mais inimigos.
- Você será minha mentora? Que ótimo!
- Eu me pergunto em que momento você ouviu da minha boca esta afirmação. Não, eu não serei sua mentora.
- E porque não?
- Porque você despreza os magos. Enquanto você não entender a beleza da magia, e se portar como um guerreiro, que resolve tudo pelos punhos, nada posso fazer para que você entenda a sutileza do nosso modo de agir.
- Eu realmente não sabia que eu pensava assim.
- Agora você está tentando me enrolar, pequeno mago. Você falou há alguns minutos atrás que não sabia como tinha escolhido ser mago. Uma pessoa apaixonada pelos feitiços não se deixaria abater e soltaria tal imprecação.
- Certo, desculpe. Você está certa. Sou muito burro mesmo achando que posso te enganar.
- Tudo bem, vamos apenas achar o tal Orc, certo? Ainda quero vender alguns objetos na casa de leilões...
- Lá está ele, no canto esquerdo, perto daquela coisa estranha...
- Aquilo é uma passagem, pequeno ignorante. - Hortência falou e soltou um pequeno suspiro.
- Aquela passagem é como um portal dimensional?
- Sério, não teste a minha paciência, ou você vai perder o guarda costas.
- Ok, ok, não está mais aqui quem falou! Vamos atacar o Orc!
Hortência então, conjurou uma sequencia de 3 magias. Uma congelou o alvo, a outra deixou sua vida pela metade e a terceira concretizou a morte.
- Caramba, realmente você é muito boa.
- Eu sei - Hortência comentou e deu um sorrisinho de lado - agora vou pra Capital vender meus produtos.
- Fica comigo só até eu passar por aquela passagem "que não é um portal dimensional"?
- Sério, me pergunto se você acha que a ironia vai funcionar para me convencer. Seguinte, serei bem clara: Sinto muito, mas já fui a lugares demais; por essa porta eu não vou passar. Estou indo para a capital agora. See you later!
E dizendo isso, Hortência invocou um portal com uma de suas infinitas magias e sumiu no ar.
Roberto aproximou-se da passagem, olhou para dentro e suspirou. Outros 3 orcs do mesmo nível daquele que Hortência tinha matado para ele estavam lá dentro. Nem ia se dar ao trabalho. Deslogou. Quem sabe amanhã ela estivesse de melhor humor para ajudá-lo novamente. World of Warcraft estava ficando a cada nível mais difícil e sua esposa não tinha muita disposição para ajudá-lo com suas noobices.




Texto 2: Denize




Clique aqui para fazer o download!

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HUMOR: Dia das mães

Posted by Nanda Cris on 17 de maio de 2013 06:00 in , ,
Ok, eu sei que o dia das mães foi dia 12 de maio, mas esses seres especiais merecem ser celebrados todos os dias, certo?

Achei algumas tirinhas e lembrei da minha, não podia deixar de compartilhar aqui com vocês! Clique nas imagens para poder ver maior!

Essas 2 eu ri muito, porque minha mãe é assim mesmo. Não entende NADA do que eu trabalho (sou desenvolvedora de sistemas), mas está sempre pronta para dar uma palavra de incentivo, mesmo sem saber direito o que está incentivando.




Essa outra tirinha também lembrei muito da minha mãe. Nunca aceitei os argumentos dela sem um bom diálogo. "O céu é azul" "Ok, mas porque é azul?"
A melhor parte disso tudo: Ela nunca me deixou sem resposta! :-)



E, para fechar, por mais que eu seja crescida hoje, casada e pague minhas contas, sempre acho que minha mãe é a pessoa mais sábia que existe e não existe problema que ela não possa resolver!


Te amo mãe! :-D


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Resposta ao Desafio do Dia das Mães - Desafio de Imagem

Posted by Samantha Freitas on 16 de maio de 2013 06:00 in , , , , ,
Desafio para o Dia das Mães - O presente da mamãe!

Nossa querida Nanda, nos desafiou com imagens para o dia das mães. Foi devidamente aceito, porém infelizmente não houve tempo hábil para escrever e postar antes do Dia das Mães... então.... 

Segue abaixo a imagem e o desafio. Sabe... desta vez quis inovar e escrever algo para crianças. Então, essa história, vai para todas as mamães que querem contar uma historinha antes de colocar seu filhotinho para dormir... 



Cinco Corujinhas irmãs
Viviam a brincar
Escondidas nas asas da mãe
Com medo de sair e voar

De todas, a menor era a Bolinha
Também era a mais levada
Arriscou sair da asinha
Porque era a mais ousada

A mais velha era a Mocinha
Também era a mais sábia
Enrolava sua mãezinha
Porque tinha uma grande lábia

Todas as outras eram medrosas
Não saíam nem para passear
Mas agora realmente,
A história vou lhes contar...


As cinco corujinhas se reuniram. Queriam dar um presente para a Mamãe Coruja. Dia das Mães se aproximava e assim como os humanos, as corujinhas queriam preparar algo diferente. Queriam demonstrar todo seu amor pela mamãe mais linda do mundo que as alimentava, protegia do frio e dos predadores, oferecendo para ela um presente.

A idéia delas, que eram todas tão branquinhas, era conseguir uma flor colorida para enfeitar a mamãe. Briga daqui, briga de lá... Ninguém queria se arriscar. Estavam seguras na toca da mamãe. 

Bolinha, apesar de menor, era também a mais corajosa. Mas ninguém queria deixá-la sair sozinha a procurar. Afinal, ela também era uma corujinha muito inconsequente. Nunca pensava no que podia dar errado. Então... ficou decidido que ao amanhecer, sairiam Bolinha e Mocinha.

Isso, porque as corujas, são bichinhos notívagos. De noite elas estão acordadas e de dia dormem... Assim, poderiam sair quando Mamãe Coruja estivesse dormindo e aí poderiam procurar uma linda e cheirosa flor com calma.

O maior problema, é que estavam no inverno. E o inverno era bastante rigoroso naquela região. As árvores, os arbustos, até mesmo a relva... Tudo à volta revelava uma paisagem única, branquinha e coberta de neve.

O dia amanheceu e Bolinha e Mocinha colocaram suas patinhas fora do Oco do Tronco, onde elas moravam. Voltaram rapidamente, pois a luz ofuscou seus olhos. Esperaram alguns instantes para acostumarem e saíram... Com muito medo do mundo lá fora...

Depois de alguns minutos voando, Bolinha não resistiu e mergulhou em direção a um monte de neve... Saltava contente e enfiava a cabeça na neve, se escondendo. Piava chamando a irmã:

- Mocinhaaaaa! Adivinhe onde estou!

A irmã ria e balançava a cabeça achando muita graça nas peraltices de Bolinha. 

- Olhe!!! - levantou vôo - Sou um floco de neve!!! - e planava na frente da irmã.

Mocinha, percebendo o avanço do dia, começou a ficar preocupada com o horário. E então, ralhou com a irmã!

- Comporte-se Bolinha! Viemos procurar um presente para mamãe! Foco no objetivo, guria!

E mesmo passando o dia voando sem parar, perceberam que embora a paisagem fosse linda, toda limpinha e branquinha, nenhuma flor conseguia sobreviver a tamanho frio. 

Já estavam desanimadas, quando viram bem ao longe um pontinho vermelho e marrom. Voaram depressa naquela direção, mas era apenas um esquilinho voltando para sua toca.

As duas não queriam voltar sem seu prêmio. Jamais admitiriam o fracasso perante suas irmãs. Mas o que poderiam fazer? Já estava escurecendo e Mamãe Coruja acordaria a qualquer momento. Se não as visse em casa, ficaria muito preocupada. Além disso, estavam tremendo de frio e mais um pouco, talvez nem conseguiriam voltar para casa, já que as penas estavam congelando.

Voltaram desoladas e nem tiveram coragem para entrar em casa. Sentaram no galho em frente à toca, onde Bolinha, a corajosa, agora chorava tristemente por ter fracassado. Com o frio, as duas estavam com as asinhas machucadas e geladas.

Mamãe Coruja acordou e saiu de casa ao ouvir o choro sentido de suas filhas. Compadeceu-se das duas, e entendeu imediatamente, que as duas tinham saído de casa. Também percebeu que elas estavam cobertas de neve e gelo. Tudo que Mamãe queria fazer agora era aquecer e cuidar de suas filhotinhas. Chamou as demais filhas, pois todas juntas envoltas pelas asas de sua mãe, com certeza conseguiriam aquecer as duas fujonas. 

E assim, num abraço coletivo, Bolinha e Mocinha se aconchegaram, deixando que o calor aquecesse suas penas úmidas e enregeladas.

Mamãe nem precisou brigar. Só seu olhar deixou as duas envergonhadas por saírem sem avisar à mamãe.Mocinha então, pigarreou de leve e disse: 

- Mamãe... desobedecemos à senhora... Saímos escondidas para procurar um presente que representasse todo amor que nós cinco sentimos pela senhora.

Mamãe Coruja deu um sorriso leve e disse:

- Filhotinhas Amadas, nenhum presente no mundo chega aos pés do bem mais precioso que eu tenho: VOCÊS.

Aquelas palavras aqueceram o coração das corujinhas que finalmente entenderam que não há presente maior no mundo que o amor.

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Desafio para Denize - Desafio Duplo: Tema + Imagem

Posted by Samantha Freitas on 05:00 in , , , ,
Nossa querida amiga Denize, está precisando de Desafios! Como nossos leitores não têm se habilitado, cá estou eu desafiando-a!

Dessa vez, um desafio diferente. Sem frases ou palavras... Vai ser um desafio Temático!

Desafio Tema: Lendas Urbanas - Muito mais perto do que você imagina

E para complementar o desafio, uma imagem!





Denize, cai dentro!!!!

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Escritos Milenares

Posted by PatyDeuner on 15 de maio de 2013 06:00 in , , , , ,

Você acha que a mulher de hoje tem o devido respeito e aceitação da sociedade e da família? Será que todos os séculos de opressão, desvalorização e preconceito foram totalmente apagados? Dá para acreditar que esses escritos milenares eram realmente aceitos como regra de conduta feminina?

Leiam para crer!


“A mulher deve adorar o homem como a um deus. Toda manhã, por nove vezes consecutivas, deve ajoelhar-se aos pés do marido e, de braços cruzados, perguntar-lhe: Senhor, que desejais que eu faça?”
Zaratustra (filósofo persa, século VII a.C)

"Todas as mulheres que seduzirem e levarem ao casamento os súditos de Sua Majestade mediante o uso de perfumes, pinturas, dentes postiços, perucas e recheio nos quadris, incorrem em delito de bruxaria e o casamento fica
automaticamente anulado."
 Constituição Nacional Inglesa (lei do século XVIII)

"Mesmo que a conduta do marido seja censurável, mesmo que  este se dê a outros amores, a mulher virtuosa deve reverenciá-lo como a um deus. Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai, ao se casar  de seu marido, se este morrer, de seus filhos e se não os tiver, de seu soberano. Uma mulher nunca deve governar a si própria."
Leis de Manu (Livro Sagrado da Índia)

"Quando um homem for repreendido em público por uma mulher, cabe-lhe o
direito de derrubá-la com um soco, desferir-lhe um pontapé e quebrar-lhe o nariz para que assim, desfigurada, não se deixe ver, envergonhada de sua face. E é bem merecido, por dirigir-se ao homem com maldade de linguajar
ousado."
 Le Ménagier de Paris (Tratado de conduta moral e costumes da França,
século XIV)

"As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efetuar negócios.“ 
 Henrique VII (rei da Inglaterra, chefe da Igreja Anglicana, século XVI)

"Quando uma mulher tiver conduta desordenada e deixar de cumprir suas
obrigações do lar, o marido pode submetê-la à escravidão. Esta servidão pode, inclusive, ser exercida na casa de um credor de seu marido e,  durante o período em que durar, é lícito a ele (ao marido) contrair novo matrimônio" 
Código de Hamurabi (Constituição Nacional da Babilônia, outorgada pelo
rei Hamurábi, que a concebeu sob inspiração divina, século XVII A.C.)

"Os homens são superiores às mulheres porque Alá outorgou-lhes a primazia sobre elas. Portanto, dai aos varões o dobro do que dai às mulheres. Os maridos que sofrerem desobediência de suas mulheres podem castigá-las: deixá-las sós em seus leitos, e até bater nelas. Não se legou ao homem maior calamidade que a mulher."
Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos, recitado por Alá a Maomé no século VI)

"Que as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar. Se quiserem ser instruídas sobre algum ponto, interroguem em casa os seus maridos.“ 
São Paulo (apóstolo cristão, ano 67 D.C.)

"A natureza só faz mulheres quando não pode fazer homens. A mulher é, portanto, um homem inferior."
 Aristóteles (filósofo, guia intelectual e preceptor grego de Alexandre, o Grande, século IV A.C.)

"O pior adorno que uma mulher pode querer usar é ser sábia.“
Lutero (teólogo alemão, reformador protestante, século XVI)


Grandes mudanças ocorreram na sociedade graças as árduas e incessantes lutas das mulheres pela sua liberdade de expressão e por um lugar digno dentro da sociedade. Mas não se iludam. Algumas culturas ainda tratam as mulheres como seres inferiores, e se olharmos ao nosso redor veremos diversas atrocidades que muitas mulheres ainda são obrigadas a aceitar para não serem punidas.
Devemos continuar lutando contra cada pequeno ato de desrespeito e injustiça. 

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Desafio de dia das mães

Posted by Denize Ternoski on 14 de maio de 2013 06:00 in , , ,

Um texto simples, porque falar sobre mãe é complexo demais pra se conseguir expressar em palavras :s


“Oi mamãe,
Pedi para o papai escrever essa carta para mim, já que ainda não sei escrever. Ele não tem uma letra muito bonita, mas disse que ia escrever a carta pra mim. Agora ele está me olhando de cara feia porque eu disse que a letra dele é feia, mas eu pedi pra ele escrever tudinho que eu falar, ele está escrevendo.
Eu quero te dizer, mamãe, que eu te amo demais! Você sempre me faz feliz. Mesmo quando briga comigo, e eu não entendo, eu sei que é porque fiz alguma coisa que você não gostou.
Eu adoro quando você me coloca na cama pra dormir, quando me dá colo, quando me ajuda a alcançar algum brinquedo que ta guardado lá no alto. Adoro a comidinha que você me dá todo dia, e quando você me conta historinha. Quando você me leva na pracinha também, e brinca comigo.
Eu fiquei com muito medo quando você me disse que eu teria um irmãozinho, porque ai você não ia mais ser minha mamãe, não ia mais me pôr pra dormir e me dar colo, ou brincar comigo. Mas o papai me falou que você sempre vai ser minha mamãe, mesmo que eu tenha um moooonte de irmãozinhos. Ele me falou que você vai sempre me amar demais, e fazer tudo que faz por mim, porque amor de mãe é assim.
Agora eu estou feliz, porque você vai sempre me amar, e porque eu vou ter um irmãozinho pra brincar, e você vai amar ele o mesmo tanto que me ama, então ele vai ser muito feliz também, por você ser a mamãe dele!
Eu amo muito você, e vou te amar pra seeeeeeeeempreeeeee!
Feliz dia das mães!”

Depois que a mãe leu a carta, emocionada começou a chorar. 
A filha lhe deu um grande abraço, e um beijo no irmãozinho que ainda estava na barriga. 
A mãe jamais esqueceria aquelas palavras tão doces e sinceras.

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DICAS: Entenda mais sobre o verbo "haver"

Posted by Marcinha on 13 de maio de 2013 06:00 in , , ,

‘Há muito tempo atrás’ é redundante; entenda mais sobre o verbo ‘haver’

O verbo HAVER

É frequente ouvirmos a expressão “HÁ MUITO TEMPO ATRÁS”. Trata-se de uma redundância, pois, se ocorreu “HÁ MUITO TEMPO”, só pode ter sido “MUITO TEMPO ATRÁS”.

Aprendemos, faz tempo, que devemos usar a forma “HÁ”, do verbo “HAVER”, quando nos referimos a um tempo já transcorrido: “Não nos vemos HÁ dois dias”; “HÁ dez anos que ele partiu”.

É interessante observar que a redundância “HÁ…ATRÁS” só ocorre com o verbo “HAVER”. 

Quando se opta pelo verbo “FAZER”, ninguém diz “FAZ dez anos ATRÁS”. Aí todos falam corretamente: “FAZ dez anos”; “FAZ muito tempo”.

É importante lembrar também que, caso a ideia seja de “tempo futuro” ou de “distância”, devemos usar a preposição “a”: “Só nos veremos daqui a dois dias”; “Estamos a dez quilômetros do vilarejo”.

Vamos ver se consigo simplificar as “coisas”.

A dúvida é uma só: é verbo ou não é verbo?

Se for, devemos escrever “HÁ”; se não for, trata-se da preposição “a”. Para provar que é verbo, podemos usar o “macete” da substituição do “HÁ” pela forma “FAZ”: “Não nos vemos há (=faz) dois dias”, “Há (=faz) dez anos que ele partiu.”

Caso a substituição não seja possível, significa que não é verbo. Em “Só nos veremos daqui a dois dias”, não é possível substituirmos por “daqui faz dois dias”. O mesmo ocorre em “Estamos a dez quilômetros do lugarejo” (“Estamos faz dez quilômetros” não faz sentido).

Usamos “ano-luz” para medir distância: “…um astro semelhante ao sol a 153 anos-luz de distância da Terra.” O certo, portanto, é “…estão a anos-luz de distância…”

Por outro lado, está correto o leitor escrever: “o eclipse ocorreu há (=faz) 153 anos” e “…ocorreu há (=faz) muitos anos terrestres atrás”. O “atrás” é que é desnecessário. Agora, temos a ideia de “tempo transcorrido”.

HÁ ou HAVIA?

Leitor quer saber: “Ela estava em cena HÁ ou HAVIA mais de uma hora”.

Segundo o princípio da correspondência dos tempos verbais, devemos dizer que “ela ESTAVA em cena HAVIA mais de uma hora”.

O princípio é o seguinte: devemos usar “HAVIA” em vez de “HÁ”, quando o verbo que acompanha está no pretérito imperfeito (=estava, fazia, era) ou no pretérito mais-que-perfeito (=estivera, fizera, soubera, tinha estado, havia feito).

Em caso de dúvida, podemos usar o seguinte “macete”: substituir o verbo “HAVER” pelo “FAZER”. Se o resultado da troca for “FAZIA” (e não “FAZ”), use “HAVIA” (e não “HÁ”):

“ESTAVA sem comer HAVIA (=fazia) três dias.”

“HAVIA (=fazia) dez anos que o clube não ERA campeão.”

“Ela ESTIVERA naquela cidade HAVIA (=fazia) muito tempo.”

É importante observar que a ação se encerrou. A forma HÁ (=faz) indica que a ação verbal prossegue. Veja a diferença:

a)    “HAVIA dez anos que o clube não era campeão.” (=o clube acabou de ganhar o campeonato);

b)    “HÁ dez anos que o clube não é campeão.” (=o clube continua sem ganhar o campeonato).

TEM ou HÁ?

Leitor considerou uma vergonha o anúncio: “No Brasil não TEM maremotos, vulcões, terremotos, furacões.”

Comentário de outro leitor: “Aprendi que não devemos confundir os verbos “HAVER” e “TER”: ‘Nesta banca HÁ (=existe) várias revistas’ e ‘Esta banca TEM (=possui) várias revistas’. Os gênios da publicidade são os que mais cometem tal erro.”

Os nossos leitores têm razão em parte. Segundo a gramática tradicional, não devemos usar o verbo “TER” no sentido de “HAVER” (=existir).

Não podemos, entretanto, esquecer que o uso do verbo “TER” em lugar do verbo “HAVER” é uma das características do Português falado no Brasil. Isso significa que, num texto informal que queira retratar a linguagem coloquial brasileira, o uso do verbo TER é aceitável.

Não devemos reduzir o caso a simples discussão de certo ou errado. Inadequado seria usar o verbo TER (=haver, existir) em textos formais que exijam uma linguagem mais cuidada, que siga os padrões da chamada norma culta.

* Fonte:
Professor Sérgio Nogueira
http://g1.globo.com/platb/portugues/

 


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Mãe Sem Filha, Filha Sem Mãe (Desafio de Imagem - Tema: Dia das Mães)

Posted by Marcinha on 12 de maio de 2013 06:00 in , , ,
12/05/2013
14:00h
São quatorze horas agora, de domingo, o segundo do mês. Estamos em maio e venta bastante lá fora nesse momento, embora o ar condicionado do carro mantenha meu mundo estabilizado, do jeito que eu gosto.
Como o meu motorista me informou que chegaremos em vinte minutos, aproveito o tempo para atualizar o diário que mantenho no notebook. Não sei onde meu terapeuta quer chegar me obrigando a fazer essas anotações.
Dona Germana me telefonou hoje, misteriosamente, logo após o almoço, me interrompendo enquanto eu relaxava na banheira. Me perguntou quando vou visitá-la. Não entendo o motivo de tanta carência, já expliquei à minha mãe que trabalho demais e não tenho tempo. Repeti isso para ela mais uma vez. Ela me respondeu que sabe como eu sou e que foi por isso que marcou o compromisso desta tarde para mim. Ah, mamãe e seus trabalhos assistenciais. Não sou contra, mas detesto quando ela me envolve nisso.
Divaguei por algum tempo sem escrever e já chegamos ao endereço. Orfanato São Francisco de Assis, diz a tabuleta na porta. Ah, meus sais... isso vai ser pior do que eu pensava.

14:38h
Acabei de sair do orfanato, depois de assinar um termo de responsabilidade pela guarda de Emily Eduarda da Silva por uma tarde. Ela está sentada no banco traseiro ao meu lado agora. Se pela manhã alguém me dissesse que esta tarde teria uma criança de seis anos sentada no meu banco de couro importado, eu teria dado uma sonora gargalhada. Mamãe está cada dia mais engraçadinha em suas piadas comigo.
Ela já havia acertado tudo previamente com a diretora do orfanato. Minha função desta tarde é conduzir Emily Eduarda à uma escola de ballet, onde uma professora lhe dará uma aula demonstrativa. É um sonho da menina, ao que parece. Depois devo levá-la a minha casa e mantê-la lá por um mínimo de uma hora. Não vi sentido algum nisso, mas a diretora me disse que mamãe insistiu nesse ponto. Só então poderei devolver a criança ao orfanato e dar este dia bizarro como encerrado.

14:57h
Meu Jesus! É normal uma criança fazer tantas perguntas ou eles tomam estimulantes no orfanato?

15:30h
Um momento de paz. Já estamos na Escola de Dança que pertence à Madame Eslava, uma bailarina de muito talento, que aparenta beirar os 70 anos agora. A polaca em pessoa fez questão de ensinar Emily hoje. As duas parecem estar se divertindo. A menina é mais esperta do que pensei à primeira vista. Calçou sozinha as sapatilhas que trouxe consigo e reproduz com bastante exatidão os movimentos que lhe são demonstrados. Me faz lembrar minha infância, quando também fiz aulas aqui.
Entre um passo e outro, Emily sempre me olha e sorri. Parece estar eufórica. Pobre menina, parece que não sai daquele orfanato há bastante tempo.

Ops... fiquei tanto tempo observando as duas que agora Madame está me chamando para participar. E, em se tratando de Madame Eslava, não posso dizer não. Ai... lá vou eu...


16:25h
Estamos de volta ao carro, rumo à minha casa. Emily finalmente se distraiu com um dos jogos do meu iPad. Estava tão entusiasmada que pensei que nunca mais pararia de falar.
O final da aula de ballet foi, no mínimo, inusitado. Emily disse que queria dançar comigo assim que entrou uma sinfonia de "Betouuuven" (eu nunca vi ninguém fazer um bico tão grande para pronunciar esse nome).
Eu não tinha idéia do que ela pretendia até que colocou os dois peszinhos sobre os meus. Minha Nossa Senhora da Griffe Européia, a pimentinha da garota subiu no meu Scarpin Italiano! Ela segurou minhas mãos bem apertado e aquele par de olhinhos brilhava tanto que eu não consegui fazer outra coisa senão rir. Então começamos nossa "vauuusa", como a bicudinha havia me pedido. Eu conduzia a pequena pelo salão de tábua corrida, a largas passadas, com os peszinhos dela sempre sobre os meus. Madame Eslava aplaudia, dizendo que estávamos indo muito bem, enquanto Emily ria como se lhe fizessem cócegas.

18:39h
Já estou em casa há cerca de uma hora e meia, mas não tive um minuto para escrever, exceto agora.
Emily estava com fome assim que chegamos. Pedi à Socorro, minha cozinheira, que preparasse a mesa para um lanche. Emily se sentou e se serviu sozinha! Não me lembro de ter tamanha desenvoltura nessa idade. A parte mais interessante foi vê-la "esculpir" a pasta de nozes sobre a torrada integral. Creio que nem Michelangelo tenha alisado uma superfície com tanta concentração nem por tanto tempo.
Depois do lanche, levei-a para ver a sala de Home Cinema. Ela pareceu adorar o tamanho da tela. Me perguntou sobre um filme... "Investigando Nemo" ou algo do gênero. Manuseou meus DVDs em vão, por que só tenho filmes cult. Mas fiquei intrigada quando ela me mostrou a capa do "Drácula", me perguntando se aquele da foto não era o "Lugouuusi". Onde essa menina assistiu a um filme de 1931?!
Ainda estava imersa nesse pensamento quando Fluffy, meu Lulu da Pomerânia, invadiu a sala como se corresse pra salvar sua vida. Foi uma espécie de amor a primeira vista quando Emily e ele bateram o olho um no outro.
Desde então ela o chama sem parar de Fofinho enquanto estala os dedinhos para chamá-lo, ou os dois correm feito loucos, brincando de pegar. Fluffy está esbaforido, pára de vez em quando com uma língua enorme para fora enquanto respira ofegante. Emily está suada a ponto dos cachos grudarem no pescoço, mas ela não se cansa nunca. Os dois saltam e rolam sobre os sofás e os tapetes. Rio comigo mesma enquanto penso que dona Jacira terá um bocado de trabalho extra amanhã. Há marca de pequenas pegadas suadas por todo o sofá...
Pela primeira vez testo a acústica perfeita que o corretor me prometeu quando comprei esse imóvel. Realmente, a gargalhada de Emily ecoa por toda a casa, como uma melodia.

20:21h
Estou no carro, voltando para casa. Acabei de deixar Emily de volta no orfanato.
Ela se pendurou no meu pescoço quando nos despedimos, com um abraço tão apertado que eu achei que ela nunca mais me soltaria. Ela me disse "eu te amo". Meu Deus, por que ela me disse isso de modo tão doce?
Depois que ela se foi, conversei longamente com a diretora da instituição. Assinei mais papéis do que achei que assinaria essa noite.
Estou tremendo tanto que nem consigo digitar. Estou apavorada e... eufórica! Que Deus me ajude e eu não esteja fazendo nenhuma besteira.

22:50h
Jesus! Nem sei por onde começar!
Germana... Mamãe me telefonou ainda há pouco. Queria saber como tinha corrido o compromisso da tarde. Eu disse a ela que tudo tinha corrido bem e que eu tinha algo muito sério para dizer.
Ela ficou muda ao telefone. Ela sabe que extrapolou desta vez, me enviando sem o meu consentimento na missão tomar conta de um criança. Ela sabe que isso é algo que eu jamais deixaria passar sem dar uma faniquito.
"Eu preciso te comunicar algo", eu disse, muito séria. "Eu vou adotar a Emily. Já assinei os papéis dando entrada no pedido de adoção hoje mesmo."
Ela continuou muda. Então começou a chorar. Eu senti o chão desaparecer sob meus pés. Esperava qualquer reação, menos um choro tão sofrido.
Desesperada, perguntei se ela estava bem.
Ela me disse que estava ótima. Que estava emocionada, mas estava ótima.
Então ela me disse que eu acabara de dar a ela o melhor presente de dia das mães que eu poderia dar.
Dia das Mães. Hoje. Meu Deus. Isso nem me passou pela cabeça.
Ela me disse que sabia que eu esqueceria, como sempre. Disse que queria me dar a oportunidade de ver como uma família pode fazer falta para alguém em um dia como hoje. Nunca pensou porém que meu coração fosse tocado a ponto de eu desejar ser mãe daquela criança.
Ela me disse que estava mais que feliz.
Desejei Feliz Dia das Mães a ela. Ela me desejou o mesmo. Isso foi inusitado, e divertido. Perguntei a ela se já estava indo dormir, e ela me disse que não. Pedi que me esperasse então, pois estava indo vê-la.
Estou no carro, a poucas ruas de sua casa. Ainda há tempo de dar um abraço na minha mãe no dia dela.


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