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Desafio Realmente Desafiante 2013 - Um livro que tenha entre 300 e 350 páginas. - Belezas Perigosas

Posted by Nanda Cris on 3 de abril de 2013 06:00 in ,
Desde que li a sinopse deste livro e vi a capa pensei: preciso ler essa história!


Sinopse:

Ela não tem os mesmos modos impecáveis de outras moças. Muito menos a graça e a desfaçatez para mentir em nome da Inglaterra. Gemma Doyle é tão - somente a herdeira de um dom sobrenatural – visões do futuro que têm o desconfortável hábito de se tornarem realidade. Em Belezas perigosas, os leitores são apresentados a esta jovem protagonista, mandada para a Academia Spence, uma tradicional escola para moças, depois da tragédia que se abateu sobre sua família. Gemma vive sob o signo da culpa e da solidão, mas procura ouvir seus desejos e não se curva ante à repressão de uma época em que as moças eram treinadas apenas para conseguir um "bom" casamento. Mas é justamente em Spence que os poderes sobrenaturais de Gemma se revelarão, envolvendo as garotas mais poderosas da escola e levando-a a descobrir a ligação de sua mãe com um grupo muito antigo e misterioso conhecido como a Ordem.
Veja mais no link: http://www.skoob.com.br/livro/1453

Caramba... sobrenatural, uma mocinha forte, briguinhas entre as populares versus nossa protagonista zero a esquerda.. tudo que eu gosto! Vai ser ótimo.

Só que... não. Posso dizer que essa foi a decepção do ano.

A protagonista é totalmente egoísta e mimada.

As populares são um pé no saco como devem ser e logo Gemma cai de amores por elas e todas viram uma grande família feliz num comercial de margarina. Pombas, elas não eram malvadas? Como adoram Gemma tão facilmente?

A parte da Ordem é muito pouco explicada ou explorada, e ainda por cima, o mistério central do livro é insosso e mau explorado. Sabe aquele livro que não empolga e você pensa: "Por que não acaba!?"

E o romance? Existe um rapaz chamado Kartik que persegue Gemma o livro inteiro, coagindo-a para que ela não desenvolva seus poderes. Ele nunca tentou ser sedutor ou fez qualquer gesto romântico. Até o meio do livro, ela o considera um simples inconveniente. Do meio do livro para lá, do nada, sem que qualquer coisa tenha acontecido, ela passa a ter sonhos eróticos com ele, a gostar dele e querê-lo para si. Odeio esses romances miojo que surgem sem nem um cineminha antes.

Enfim, esse livro tem continuação, mas se depender de mim, vai encalhar na livraria. Muito mal desenvolvido, a protagonista é irritante e a história não envolve. Tô fora!

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Resposta ao Desafio de Páscoa

Posted by Denize Ternoski on 1 de abril de 2013 06:00 in , ,
Frases:

* Ei, ei, ei, Sr. Coelho!
* Mas qual o significado das cores?
* Ei, aquilo é um dromedário???
* Seu celular está tocando.
* No final do túnel acharemos o que estamos procurando.



Uma Páscoa muito louca

Se me contassem uma história como essa, eu não acreditaria, mas fui eu que vivi essa história, então vou contar-lhes, mas se não quiserem acreditar, não os culpo...

Era domingo de Páscoa, estávamos reunidos na igreja para a famosa caça aos ovos de Páscoa. Eu e mais vinte e duas crianças, entre cinco e quatorze anos, esperávamos ansiosos o momento em que as portas se abririam para corrermos pelo pátio em busca dos ovos.
Mas antes das portas se abrirem, o responsável pela organização da caça, um velhinho barrigudo de longos cabelos brancos, informou que tinha um comunicado a fazer:
                - Crianças, este ano teremos uma caçada diferente. Os ovos foram pintados de azul, branco, amarelo, vermelho e preto... e haverá uma contagem de pontos... sendo assim, não ganhará quem juntar mais ovos... mas quem tiver mais pontos...
                - Mas qual o significado das cores? Desembucha logo! – Quem interrompeu for Jorge, o garoto de quatorze anos, e foi um alivio, porque aquele velho falava como se estivesse dormindo!
                - Bem... – o velho se enrolou mais um pouco. – os pretos representam a maldade... não valem nenhum ponto. Os amarelos são a ganância, também não valem pontos... mas pelo menos tem doces dentro, como os demais. Os azuis... são a serenidade, valem dois pontos. Os vermelhos representam o amor... valem quatro pontos. E os brancos... simbolizam a paz, e valem seis pontos. Isso é para que vocês aprendam a dar valor às coisas certas...
                Graças aos céus, nessa hora duas senhoras abriram as portas da igreja, e corremos para o pátio, deixando o velho para trás falando sozinho. Eu já estava zonzo com todo aquele falatório enrolado!
                Minha primeira visão do pátio foi estranha, em meio ao verde das árvores e da grama, haviam muitos pontos pretos. Estavam mesmo querendo nos fazer pegar aqueles ovos que não valiam nada.
                Eu queria muito ganhar aquela caçada, o premio dessa vez, além de todo o doce dos ovos achados, seria um videogame portátil novinho. UM VIDEOGAME PORTÁTIL! O que mais um garoto de dez anos como eu poderia querer?
                Concentrei minha ótima visão em procurar coisas brancas. Se eu pegasse todos os ovos brancos com certeza ganharia! Vi o primeiro atrás da roseira e corri para pegar, estava quase lá quando o panaca do Jorge me empurrou.
                - Saia da frente, Dante lerdão!
                Ele pegou o ovo antes de mim, e eu cai nos espinhos. Maldito lugar para se esconder um ovo! Fiquei com as mão esfoladas, espetadas, alguns pontos com gotículas de sangue querendo sair.
                Quis começar a chorar, mas de repente vi, um pouco mais a frente, no meio de uma moita, um ovo branco maior que os outros.
                - Oba, deve valer mais... – disse baixinho para mim mesmo e corri para agarrá-lo.
                Quando peguei, era uma coisa macia.
                - Ei, isso é meu! – gritou um coelho de paletó e cartola, saindo da moita. Eu havia agarrado o rabo dele!
                - Me... desculpe... – gaguejei, esfregando os olhos.
                - Tá me olhando com cara de bobo porquê? – ele me perguntou.
                - Você... é o coelho da Alice?
                - Não... sou o coelhinho da Páscoa! Ora garoto, está me vendo botar algum ovo? Sou sim, o AMIGO da Alice, não seu coelhinho.
                - E o que faz aqui? – me atrevi a perguntar.
                - Procurando...
                - Procurando... o que?
                - A Alice, ora. O que mais seria?
                - Ah... – me senti um pouco bobo. O que mais o Sr, Coelho estaria fazendo ali não é?
                - E então?
                Percebi que ele ainda me encarava.
                - Então o que?
                - Você a viu? Sabe onde a encontrar? Ou vai ficar ai parado com cara de imbecil e não vai ajudar em nada?
                - Bem... eu...
                Fui interrompido pelo som de um telefone tocando, confuso olhei para os lados, não havia mais ninguém ali, além de mim e do Coelho, que ainda me encarava.
                - Acho que... seu celular está tocando. – eu disse.
                Ele pareceu acordar de algum transe, e retirou do bolso do paletó um telefone celular, e atendeu-o.
                - Ei, ei, ei, Sr. Coelho! – pude ouvir a voz do outro lado da linha dizer. – Já encontrou nossa pequena Alice? Já está na hora do chá!
                - Não, ainda não... mas vou encontrar.
                - Rápido então... – e ouviu-se um som de coisas quebrando do outro lado da linha.
                Tu... tu... tu... a ligação caiu e o Sr. Coelho deu um suspiro, voltando a me encarar.
                - Então garoto, estamos muito atrasados! Onde está Alice?
                Nesse momento uma ideia me veio à cabeça.
                - Acho que sei onde encontrar Alice! – falei, muito orgulhoso de mim mesmo.
                - Então ande logo garoto, me diga logo! Estamos atrasados, vamos, vamos!
                Pedi a ele que me seguisse. Eu lembrava que, certo dia, brincando de esconde-esconde no pátio da igreja, havia encontrado um buraco, como um túnel, que começava atrás de uma árvore bem grande e ia para no quintal da casa vizinha. Era um buraco estreito, mas eu cabia nele.
                Corremos até lá e entramos, eu me arrastando e o Sr. Coelho saltitando logo atrás de mim.
                - Para onde está me levando, garoto?
                - No final do túnel acharemos o que estamos procurando. – falei, ainda orgulhosos.
                - Do que está falando? Não tenho tempo para brincadeiras.
                - A Alice, na história... ela cai em um buraco... este túnel termina em um buraco, no quintal de uma casa. Ela deve estar lá! – Me enrolei um pouco ao explicar, mas fiquei aliviado ao ver uma luz logo a frente. Aquele túnel estava parecendo maior do que eu me lembrava.
                - Veja! – exclamei. – é a saída!
                Consegui ficar em pé e colocar a cabeça para fora do grande buraco. Sr. Coelho pulou para fora também, mas o que vimos nos espantou.
                - Ei, aquilo é um dromedário??? – Sr. Coelho falou, estupefato.
                Estávamos em um lugar desértico, e um dromedário solitário caminhava pela areia a nossa frente. Eu podia sentir o sol queimando meu rosto.
                - Você nos trouxe para o lugar errado!
                O Coelho me deu um tapinha na cabeça. Era pra ser um belo tapa, mas com aquela patinha minúscula, quase nem senti.
                - Eu só estava tentando ajudar... – resmunguei.
                Voltamos ao túnel e seguimos em frente, calados, por um bom tempo, ate avistarmos outro sinal de luz. Receoso, coloquei a cabeça para fora do buraco. Dessa vez estávamos em um jardim muito florido, e ao pé de uma árvore dormia uma menina de vestido azul e longos cabelos loiros.
                Respirei aliviado. O Sr. Coelho passou por mim apressado e correu até a menina, cutucando-a para acordar.

                - Dante... Dante? – ouvi um sussurro e senti algo me cutucando. Abri os olhos e estava na igreja.
                - ...Os vermelhos representam o amor... e valem quatro pontos... – o velhinho falava lentamente.
                Olhei para o lado e Mariana, uma garota que estuda comigo, estava rindo baixinho.
                Então eu havia sonhado...? olhei para minhas mãos, os arranhões de quando eu caí na roseira ainda estavam lá. De repente as portas se abriram e todas as crianças correram para fora.
                Eu corri direto para o buraco secreto, fui até o final, que deu na casa vizinha, num quintal já conhecido, e não no jardim da Alice. Na volta encontrei no túnel doze ovos brancos e nove vermelhos, já de cara!
                Preciso dizer que ganhei a caça aos ovos?
                Como tudo isso foi acontecer comigo eu realmente não sei, só sei que foi real! E foi a melhor Páscoa da minha vida!
                O Sr. Coelho pode não botar ovos, mas ajuda a encontra-los.
                Agora vou voltar ao meu jogo no meu videogame portátil novinho. Até a próxima!



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Uma páscoa diferente

Posted by Nanda Cris on 31 de março de 2013 06:00 in ,
- Amor, este ano vamos passar a Páscoa juntos?
- Querido, você tem certeza? O Pêssach é longo e cheio de ritos. Você é católico, vai achar um tédio.
- Ana, nós não vamos nos casar?
- Sim, um dia.
- Então, você não acha melhor eu tentar me habituar antes? Não quero que você abandone sua religião por minha causa.
- Sabe, Diego... - Ana diz, abraçando-o fortemente - é por isso que eu te amo tanto, você está sempre preocupado com meu bem estar.
- Ora, os noivos não são para isso?
Ana olha-o embevecida e, com lágrimas nos olhos, o beija. Ela era uma pessoa abençoada.



- Alô?
- Amor, você vem mesmo para o Pêssach?
- Sim, linda, eu não disse que ia?
- Quando você chega, hoje ou amanhã?
- Ué, Ana, hoje ainda é dia 23! A Páscoa é só dia 31!
- Diego, quando eu disse que o Pêssach era longo, eu não estava brincando! Ele começa amanhã, dia 24, e só termina dia 2!
- Sério?
- Seríssimo!
- Ok, sou homem de uma palavra só. Estou chegando aí amanhã, pode contar comigo.
- Certo, querido, te aguardo.
Diego desliga o telefone intrigado. 10 dias celebrando a Páscoa? Jesus! Ainda bem que ele estava de férias, como ia explicar isso para o seu chefe???



O primeiro dia já foi um choque imenso. Ele passou a noite toda percorrendo a casa com seu futuro sogro recolhendo chamêts, ou seja, qualquer coisa que contenha em sua formulação grãos fermentados, trigo, cevada, centeio, aveia ou espelta. No final da busca estava com dor de cabeça de tantos rótulos que leu, com suas letras miúdas. Olhava para a pilha de alimentos, remédios, cosméticos e se perguntava que fim teria aquilo tudo.
Ana não parecia em melhor forma. Estava destruída depois de passar a noite limpando a cozinha. Era imprescindível que nenhum resquício de chamêts fosse encontrado e a limpeza era responsável por fazer sumir qualquer traço deles do ambiente.
Quando já estavam todos esgotados, sua sogra finalmente pronunciou as palavras que Diego ansiou ouvir desde que começara sua busca noturna:

"Todo fermento ou qualquer coisa levedada que esteja em meu poder, que não encontrei e não exterminei ou de que não tenha consciência, seja considerado sem valor e sem dono como o pó da terra".

Ufa, estavam liberados do martírio. Aproximou-se de Ana e indagou:
- O que faremos com tudo que foi recolhido?
- Vamos eliminar, não podemos tê-los em casa nesta data.
Diego apenas a olhou, sem nada comentar. Que religião estranha...

No dia seguinte, Diego olhava para uma grande fogueira no quintal dos Haddad. Todos os chamêts estavam sendo queimados.
- Que desperdício de comida e dinheiro... - Diego pensava.
Ana aproximou-se e o abraçou. Ele fingiu entusiasmo ao indagar:
- O que vem agora?
- Agora não temos mais nada, só mais tarde acenderemos as velas. - Ana, percebendo que Diego não estava entendendo, continuou a explicação: Porque durante todo o Pêssach não será mais permitido criar fogo, teremos que usar as velas que já queimam como provedor do novo fogo que precisemos.
- Hum... ok. - Diego estava cada vez mais confuso.

O final da tarde finalmente chegou, junto com ele o acendimento das velas. Após isto, a família Haddad e Diego partiram para o primeiro Sêder.

Diego estava de mau-humor. Seu estômago doía, mas ele não podia comer aquilo! Já tinha ouvido histórias estranhas, já tinha bebido 4 taças de vinho... ok, até que isso não tinha sido desagradável, ao contrário, sentia-se levemente bêbado. Tinha petiscado um negócio que parecia um cream cracker, mas que haviam explicado que se chamava matsá, que não tinha aplacado nem um pouco sua fome. Todos tinham lavado a mão de uma maneira meio estranha, mas ele não tinha se preocupado muito com isso, estava mais focado em se manter de pé sem cair. O álcool fazia tudo rodar, e ele não queria passar a impressão de que estava bêbado, mesmo que estivesse. Sua última refeição tinha sido há mais de 6 horas, estava faminto! E agora... aquilo? Onde estava a comida descente?



Ana aproximou-se e falou ao seu ouvido:
- Cada um desses símbolos tem uma explicação querido. Vou explicar no sentido horário, ok? O ovo representa a oferenda da festa levada nos dias do Templo Sagrado. O pescoço de galinha representa o cordeiro que era o sacrifício especial de Pêssach na véspera do Êxodo do Egito, e anualmente, na tarde anterior a Pêssach, no Templo Sagrado. A mistura de maçãs, nozes e vinho representam a argamassa e os tijolos feitos pelos judeus quando trabalhavam para o faraó. A alface romana nos lembra do amargor da escravidão de nossos antepassados no Egito. O do lado são mais ervas amargas. Em seguida, e por último, uma raiz vegetal não-amarga alude ao trabalho massacrante dos judeus como escravos.
- Ana, isso é muito interessante, mas eu acho que vou vomitar.
- Está passando mal?
- Estou meio bêbado e totalmente enjoado só de olhar para esse prato.
- Querido, o Keará é importante para nós, Judeus.
- Eu sei, mas realmente não estou me sentindo bem. Se eu não sair daqui agora, acho que vou colocar todo o vinho pra fora, em cima do Keará.
- Certo, vou te dar uma carona até em casa, acho que você ainda não está preparado para um Pêssach inteiro.
- Por favor, não fique chateada.
- Não estou chateada, mas eu não posso dizer que não te avisei... de qualquer maneira, achei um lindo gesto da sua parte tentar. Quem sabe ano que vem?
- É, ano que vem estarei mais preparado, tenho certeza.
Diego sentia-se aliviado por ter conseguido escapar daquele problema que ele mesmo tinha criado para si mesmo. Mas amava tando Ana, que passaria o próximo ano estudando os rituais judeus para não dar mais nenhuma espécie de furo com a família Haddad, sua futura família.

Fontehttp://www.pt.chabad.org/media/pdf/727/BNNu7273985.pdf

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