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Desafio de Halloween

Posted by Denize Ternoski on 18 de janeiro de 2013 17:13 in , ,

Respondendo ao meu desafio de Halloween, agora né...
as frases foram:
1. Que palhaçada é essa?!
2. Assim não vai dar certo.
3. Você vai ver só!
4. Nunca gostei de gatos.
5. Para mim, de melancia por favor

Brincadeira Inocente


Cara, eu odeio o Halloween, e tudo começou naquela tarde amaldiçoada, era véspera de Halloween, eu e dois dos meus três melhores amigos estávamos na lanchonete na esquina da escola conversando e tomando suco, como sempre.
- Para mim, de melancia, por favor. – Ah, melancia, meu favorito... huuum... bem, estava saboreando meu suco quando Johny veio com aquela ideia maluca:
- Ei caras, vamos pregar uma peça de Halloween em Frank?
Bem, Frank é o meu outro melhor amigo (ou era), e não estava presente lá conosco, havia faltado a aula naquele dia e por isso não fora tomar suco. Ainda não sabíamos o que havia acontecido com ele.
- Sei lá se é uma boa ideia... – Eu respondi, geralmente prefiro ficar na minha, a preguiça é maior que a vontade de fazer qualquer coisa.
- Eu acho que vai ser divertido! – disse Maicon – O Frank é um amarelão, vamos só dar um sustinho nele, vamos lá Jeff!
- Ta bem, ta bem, - eu concordei – mas que não seja muito trabalhoso!
- O plano é o seguinte, - começou Johny – a senhora Penny, minha vizinha, tem um gato preto de dar medo, ele é mansinho, mas quem é que sabe? Vou pegá-lo e vocês dois vão até a casa do Frank, hoje a meia noite, maquiados como se tivessem sido atacados por algo muito feroz, e quando estiverem no quarto dele eu solto o gato lá escondidinho e vocês começam a gritar! Viu, vai ser fácil, mas ele vai se borrar de medo!
Ah cara, nunca gostei de gatos, mas resolvi ajudar, afinal quem ia ter todo o trabalho com o gato era o Johny, aliás achei que seria legar me divertir um pouco as custas de Frank.

Já era quase meia noite e até ali o plano ia bem, estávamos já maquiados e a maquiagem fora perfeita, estávamos com arranhões sangrando pelo corpo todo e olheiras roxas enormes. Esperávamos na frente da casa de Frank quando Johny apareceu com uma mochila preta e algo se remexendo muito lá dentro e miando alto, o que fez com que luzes no quarto dos pais de Frank se acendessem, eles deveriam estar incomodados com o som.
- Ah, cara, assim não vai dar certo! – eu disse – Esse gato tem que parar de miar ou os pais de Frank é que vão abrir a porta para nós.
- Calma, ele vai parar! – Johny falou, ele estava ficando irritado com aquele gato e deu um chute na mochila, o que só piorou a situação pois o gato começou a berrar lá dentro. – Quieto! – ele gritou.
Para nosso azar o pai de Frank saiu na janela nesse momento e nos viu lá em baixo.
- Que palhaçada é essa?! – ele gritou da sua janela e nós corremos indo nos esconder do outro lado da casa.
- O que fazemos agora? – Maicon perguntou.
- Vamos para casa. – eu opinei, ofegante.
- Não, - disse Johny decidido – nós não viemos até aqui pra nada.
Olhamos para ele como se estivesse louco, o plano já havia dado errado, o que mais faríamos? Ouvimos passos fortes e apressados dentro da casa, o pai de Frank descia as escadas, e haviam passos um pouco mais leves atrás dos dele, a mãe de Frank descendo atrás, deduzimos. Johny espiou pela janela da cozinha e viu os dois indo para  a porta da frente, provavelmente nos procurar.
- Vamos! – disse Johny e abriu lentamente a porta da cozinha e foi entrando.
- Ei, o que você vai fazer? – eu perguntei.
- Você vai ver só! – ele respondeu – me sigam.
Relutantes, o seguimos e ele foi até o quarto de Frank, que ainda dormia, e roncava, apesar de tudo. Entramos no quarto e ele abriu a mochila bem em cima de Frank, o gato havia ficado momentaneamente quieto, mas assim que se viu livre atacou  a primeira pessoa que viu na frente, com raiva, e essa pessoa era Frank, que acordou assustado e se apavorou ainda mais ao ver um gato preto o arranhando e dois dos seus amigos “sangrando”. Ele saiu correndo para o corredor, tentando se livrar do gato, Johny ria alto, mas eu e  Maicon estávamos com pena do pobre Frank.
- Feliz Halloween! – Johny gritou, entre os risos, mas Frank nem olhou para ele, estava apavorado demais e foi direto para a escada.
Eu e Maicon corremos para tentar segurá-lo, mas não deu tempo, Frank e o gato rolaram escada abaixo. Os pais dele correram para ver o que havia acontecido enquanto olhávamos espantados do alto da escada, e Johny continuava rindo como um louco.
Depois foi tudo ainda mais assustador, os gritos dos pais dele, a policia, a ambulância, o hospital... Graças aos céus Frank só quebrou um braço e uma perna, esta vivinho da silva e até já se recuperou, mas jurou nunca mais falar conosco, os pais dele nos odeiam também e estão até pensando em se mudar para outra cidade. Acho que nunca mais vou gostar do Halloween.

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Meu Primeiro Desafio!

Posted by Giulia Rizzuto on 17 de janeiro de 2013 13:14 in , ,



A cordilheira Roddenberry era linda, principalmente no inverno. Toda a neve que caía em seus cumes fazia cada montanha ter sua própria beleza. E no alto da montanha mais alta ficava o castelo de inverno dos Bakers, uma família milionária do sul da Califórnia. 

Todo inverno eles iam ao seu castelo no Canadá para aproveitar as férias dos dois filhos: Gerald e Lucy.

Lucy era uma garota rica, mimada e popular, símbolo vivo da futilidade e do amor às
 aparências. Como os pais, era loura, dos olhos extremamente verdes e era completamente linda.

Já seu irmão, Gerald, tinha de tudo para ser daqueles riquinhos esnobes que se consideram melhores que os outros,
mas não era esnobe, ele era na verdade, o irmão revoltado. A ovelha negra da família. No auge de seus 17 anos, o garoto fumava e bebia demais, além de sair por aí com roupas rasgadas, cabelo arrepiado e ouvindo rock. Isso era um desgosto para seus pais.

Era a típica família rica americana: pais que só fingem se amar para não sujar o nome da família, a filha perfeita ganhadora de concursos de miss e o filho revoltado que só faz burrada.
 


No último inverno, todos foram forçados a ir ao castelo. Os pais haviam discutido gravemente e até pensavam 
em divórcio. Os filhos, sempre brigando. Mesmo assim, foram. 


Na primeira noite, ouviu-se um barulho como o de árvores caindo 
no meio da floresta que existia atrás do castelo. “Deve ser o vento”, pensaram. Até que no dia seguinte, quando finalmente fizeram as pazes, decidiram sair pra esquiar, e se depararam com um bilhete escrito em sangue dizendo:

“Até amanhã devem sair
Se não querem ter um fim
Um fim trágico e assustador
Que ninguém quer pra si”

Ninguém ligou, acharam que poderia ser uma brincadeira de adolescentes desocupados que acampavam em alguma cabana próxima. Passaram o dia esquiando, e 
(à) a noite comeram fondue e foram dormir. 
Acordaram no dia seguinte e havia outro bilhete, dessa vez escrito com recortes de jornal e manchada de sangue na beirada:

“Meu aviso anterior vocês ignoraram
Agora, uma maldição surgirá.
Com vosso sangue regarei a terra
Cuja uma aberração nascerá”


“Outra brincadeira”, concluíram.

Até que chegaram 19 horas 
e começava a escurecer na cordilheira. Gerald ouviu gritos vindos da floresta e foi lá checar. Não havia nada. Nesse momento, viu um borrão preto passar correndo por ele em direção á entrada da casa. Assustado, se virou e foi correndo até lá.

Ao entrar, se deparou com seus pais pendurados no teto. Enforcados.
 Após o choque, percebeu que Lucy não estava lá. Pegou o revólver escondido na estante da sala, colocou a munição e saiu em busca da irmã, pronto pra se proteger a qualquer momento. Apesar das brigas, ele a amava e queria salvá-la.

Após meia hora de procura, encontrou Lucy encolhida no closet de um dos 15 quartos do castelo, no topo de uma das torres. Pegou ela pela mão
 e tentou levá-la até o carro, mas ela estava assustada demais para qualquer coisa. Dizia:

-Ele era horrível Gerald, horrível. Tinha corpo humano, mas o rosto estava desfigurado pela ira. Os olhos vermelhos injetados de sangue miravam o nada, e mesmo assim ele matou nossos pais. Ele disse que uma morte justa me aguardava que eu precisava pagar por quem eu humilhei. Disse que iria pegar os objetos pra me matar, me pegou pelo pulso e ia me levar com ele, mas puxei meu braço e vim correndo pra cá. 
Ajuda-me irmão, por favor!

Gerald desceu para o alçapão que havia sob o castelo e deixou Lucy lá, pensando que ela estaria segura. Foi buscar um outro revólver no escritório para poder entregar para Lucy. Quando v
oltou ao alçapão para dar o revolver para Lucy, seu rosto estava desfigurado por tantos cortes e havia um buraco em seu peito, bem onde deveria estar seu coração. Ela tinha uma etiqueta bem apertada no pescoço, escrito “0.99 centavos. COMPRE-ME” em letras garrafais.

passavam das 21 horas e Gerald não sabia o que fazer. Foi até o carro e virou a chave, mas o carro não deu partida. Tentou diversas vezes e nada do carro funcionar. Desesperado, o garoto pegou a moto e saiu pra estrada, dando graças que ela havia funcionado. No meio da trilha que levava à estrada principal, Gerald parou a moto. Ele estava ouvindo o barulho de um motor em alta velocidade vindo até ele. Olhou para trás e deu de cara com o carro da família vindo de encontro á ele. Foi dar partida na moto e a mesma não pegou desesperado e sem ter pra onde fugir, ele ficou parado no meio da trilha, apenas esperando o carro o atingir.

Com menos de 1 metro de distância o carro parou, e dele desceu um homem de terno preto, olhos vermelhos e um rosto mergulhado em raiva e rancor. Ele empunhava uma espada afiadíssima. Com muita desenvoltura, começou a dizer:

-Há anos que eu não sentia o gostinho de acabar com algumas vidas. É revigorante, você deveria experimentar. Enfim, você deve estar se perguntando quem sou eu. Prazer: Jeff White.
 


-Jeff White? Espera um pouco, você não é aquele empresário famosíssimo desaparecido há muitos anos?

-Sim meu caro, esse sou eu. Todos me davam como morto, não é? Pois eu não estou. Há algo em torno de uns 20 anos, fui raptado por um maníaco. Luke, era o nome dele. Luke Johnson. Aliás, ele morava no castelo, sabia? E me manteve lá por 18 anos...


-O castelo que eu estava?

-Sim, o castelo que a sua família roubou de mim há dois anos!


-Mas nós não o roubamos, nós compramos o castelo!


-Aquele lugar não é só um castelo pra mim, lá se tornou meu lar! 


-Mas como? Como você foi sequestrado? Por que tanto ódio?

-Eu 
tinha vindo esquiar por esses cantos e Luke me sequestrou e tentou me matar. O maníaco morava no castelo vocês. Até que há dois anos ele decidiu vender o castelo, e vendeu para os seus pais. Mas eu estava escondido no sótão até aquele dia, o dia da venda. Então fugi para o meio da floresta. Querendo ou não, eu tinha aquele castelo como uma casa, após o meu sequestro e tudo o mais. E além de ficar sem lar, ainda perdi para uma família esnobe com o a sua. Passei esses dois anos observando-os todas as férias e planejando a vingança. Construí uma pequena cabana para eu morar, afinal eu tinha que ter um teto.

Você deve estar pensando, caro Gerald, como o maníaco não descobriu que eu estava vivo e como me alimentei durante esses 18 anos trancafiado lá. Pois então, quando ele saía do castelo, eu subia as escadas e pegava alguns mantimentos. Eu só sobrevivi por ele achou que me mataria com uma facada na barriga. Eu desmaiei e ele me jogou no porão. Mas acordei, a ferida cicatrizou com o tempo. No dia antes de a sua família trazer algumas coisas para o castelo, Luke foi tirar meu "corpo" do porão, e eu o esfaqueei. Desde esse dia, não mato ninguém. Até hoje.


-Você é louco! É igual ao seu sequestrador!

Ao ouvir essa frase, Jeff golpeou Gerald com a espada, rasgando sua blusa e ferindo-lhe no peito. O sangue escorria e empapava a blusa do adolescente.

-Agora, após tempos aguentando sua família repugnante e fútil,
 posso me vingar e recuperar meu canto nas montanhas. O bilhete fora apenas uma distração. Eu sabia que eram orgulhosos demais pra dar atenção a bilhetes. Então agi. Enforquei seus pais para eles aprenderem que falar não vale nada, que coisas ditas da boca pra fora são inúteis. Afinal, todo sabem que o casamento deles era apenas de fachada. Agora não forjarão mais nada. Sua irmã, bom, a “perfeita” Lucy Baker, fútil, manipuladora, narcisista. Ela precisava aprender que poucas coisas importantes são conquistadas com beleza. Sem beleza e sem coração, agora ela não ganhará mais nenhum concurso. E você meu caro, você... Você é o único que eu aturo na família. Ou melhor, ex família. Você, todo revoltado com tudo e com todos, tem o dom de ser como eu: UM JUSTICEIRO.   


-Não quero ser como você, seu sujo! Louco!

Com essas acusações, Gerald reviveu mais ainda a ira de Jeff. Com um único golpe, Jeff cortou a cabeça do garoto fora, regando todo o chão com seu sangue. A profecia havia se cumprido. Uma aberração sedenta por sangue acabara de nascer. Jeff acabou se tornando como seu sequestrador: desvairado e assassino. Cego pelo desejo de vingança, ele se tornou assustadoramente um amante da morte. 


Depois desse dia, todos que visitam o castelo são mortos na mesma noite." 

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Uma pequena fábula sobre o amor

Posted by Samantha Freitas on 15 de janeiro de 2013 07:00 in , ,

Era uma vez.... uma mulher... gostaria de falar que era uma mulher linda, esplendorosa. Uma mulher excepcional, inteligente, culta... Nada disso se aplicava. Era uma mulher.  Aproximadamente 3,4bi da população mundial é composta por mulheres. E ela, era apenas mais uma nesse mundo.

Esta mulher, não era sexy, não era sensual. Nem mesmo poderia se considerar um grande padrão de beleza. Tinha seu charme. Uns quilinhos a mais no corpo curvilíneo, pernas bem torneadas, pele branca e ligeiramente rosada. Um ar simpático e pueril. Cabelos longos, rosto arredondado e um olhar sincero e divertido.

Descrevo esta mulher para entenderem que ela era aparentemente, uma mulher comum. Convivia com seus amigos, era sociável, e de tempos em tempos, até tinha um namorado...

Mas essa mulher, tinha um problema... Ela não era capaz de amar. Então, não acreditava no amor. Tinha o coração fechado. 

Ela não era sociopata! Ela tinha sentimentos! Era doce... carinhosa... gostava das pessoas e as pessoas gostavam dela. Mas ela sempre teve muito medo de se machucar. Policiou-se tantas vezes, que um dia percebeu que mesmo se quisesse, não seria capaz de amar alguém.

Teve várias paixonites. Considerava-se até mesmo meio ciumenta. E o mais engraçado, é que depois de um tempo, ela achou que queria conhecer o amor... Todas as vezes que engrenava em um relacionamento, pensava... é agora! Vou amar... Mas nenhum de seus namorados fazia aquilo que os grandes mestres da literatura diziam... Não tinha "friozinho na barriga" (só quando estava com fome!), nem "coração palpitante" (só quando esquecia o celular vibrando no bolso da camiseta do uniforme).

Ela tentava... Entregava-se aos relacionamentos, e mesmo exigindo em seus pensamentos um amor todo certinho e cheio de regras, estava muito longe de conseguir...

Achava, em sua ingenuidade, que o amor poderia ser fabricado... Uma pitada de beijos, outra de sexo, outra de carinhos e o amor estava pronto... Como ela estava enganada. O amor é espontâneo, é irracional, não se prende a situações pré-estabelecidas...

Por não encontrar o amor em um parceiro, esta mulher, decidiu entregar-se. Aos amigos... ao voluntariado... aos desconhecidos... às causas humanitárias... ela se entregava ao mundo, menos a si mesma.

Seguiu as instruções de Francisco de Assis e espalhou luz onde havia escuridão e desesperança... Foi paciente e bondosa, como aprendeu com Fernando Pessoa, deu sorrisos amorosos e estendeu sua mão por ensinamento de Madre Teresa de Calcutá... Mas nada era suficiente. Ela não conseguia sentir esse amor de que falavam tanto... 
Não me refiro a amor ao próximo... Esse, ela tinha de sobra... mas um amor romântico.

Um belo dia... esta mulher sonhou... e em seu sonho, percebeu que o que ela tinha, na verdade era maldição... quantos corações despedaçara apenas por não querer se envolver? Lembrou especificamente de um rapaz, que fez de gato e sapato...  Quanto tempo manteve o pobre apaixonado, alimentando sua paixão com migalhas. Será que ele teria lançado uma maldição? Ou seria ela mesma a campeã de auto-sabotagem?

Estaria ela pagando pelo que fez? Pagã que era, resolveu fazer rituais para Afrodite, a deusa do amor, pedindo para se apaixonar. Seus rituais não funcionavam...  o que estaria faltando?  o que estava errado?

Desistiu... desistiu do amor.. desistiu da vida... Foi ao seu lugar favorito para pensar, uma pedra no alto do Arpoador, em frente à Praia do Diabo no Rio de Janeiro. 

Era lua cheia. Deveria estar concentrada em fazer um esbat para a Deusa-Mãe. Mas não fez... E ali, em prantos, fez um último apelo... Não pediu um amor... não pediu um namorado. Humildemente, pediu apenas que fosse restabelecido em seu coração, sua capacidade de amar. Passou a noite inteira chorando. Afrodite, compadecida de suas lágrimas, resolveu atender a esse sincero pedido...

Cansada de chorar uma noite de lágrimas, ela encostou a cabeça em uma pedra e cochilou. E mesmo dormindo por pouco tempo, seu sono foi profundo.

Acordou com o toque de alvorada do Forte de Copacabana na Praia do Diabo. Abriu os olhos devagar, e o mundo tinha um colorido todo especial. O amanhecer, recheado de tons alaranjados misturados ao azul d céu.. Ela ouviu os pássaros passando em revoada... sentiu o cheiro da maresia... Passou a enxergar com novos olhos.

E foi neste momento, que ela percebeu... Ela estava pronta para AMAR.


















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Desafios de Natal e Ano Novo

Posted by Denize Ternoski on 14 de janeiro de 2013 08:00 in , , ,
Finalmente, pra quem tava com saudade dos meus textos... e pra quem não tava também, estou respondendo aos desafios de natal e ano novo gente!

Natal


*Mas não é da cor que eu pedi!

*Claro que Papai Noel existe, meu bem.
*A lareira está acesa?
*Eu prefiro muito mais tender.
*Sabia que tinha esquecido de algo





- Mamãe, mamãe, acorda, vamos, já é natal!
- Ham...? – Gabriela abriu os olhos, ainda com sono, e viu Jorge ao lado da cama a olhando animado. Olhou para o relógio, 6h da manhã.
- Ah, filho, volte para a cama, está muito cedo...
- Não mãe, quero ver meus presentes, meus presentes! Será que Papai Noel trouxe o que pedi?
Aquilo lançou um alerta na cabeça de Gabriela, estivera tão ocupada trabalhando que esqueceu de comprar o presente de Jorge, como pôde?  Jorge, que não queria esperar nem mais um minuto para ver seus presentes, saiu correndo em direção á sala.
- Amor, acorde. – Gabriela sacudiu o marido que ainda dormia.- Marco, acorde!
- O que foi?
- É natal, e não compramos o presente do Jorge, levante!
Marco sentou-se na cama, também sobressaltado pela constatação de que não havia comprado os presentes do filho.
Sabia que tinha esquecido de algo!
Nesse momento Jorge voltou correndo ao quarto, haviam lágrimas quase escorrendo de seus olhos.
- Mamãe, papai, o Papai Noel esqueceu de mim? Não tem presente nenhum debaixo da árvore!
- Calma filho, calma... – Gabriela tentou dizer, mas Jorge estava irado.
- Droga de Papai Noel, odeio ele, odeio...
- Ora, pare com isso Jorge, arrume-se e vamos sair. – disse Marco.
Jorge saiu do quarto batendo os pés e chorando, Gabriela olhou para Marco esperando uma explicação.
- Vamos comprar o presente dele ora. – dizendo isso ele se levantou e foi se arrumar.
Os três saíram de casa, Marco resolveu fazer um programa especial para o dia de natal, para compensar o esquecimento. Primeiro tomaram café em uma padaria do bairro, depois foram a um parque de diversões que, por sorte, estava aberto no natal, fizeram de tudo para alegrar o menino, mas ele só resmungava e não esboçava nenhum sorriso. Por último foram ao mercado fazer compras para um jantar especial, mas Jorge continuava cabisbaixo, irritado.
- Vamos comprar um peru! – Anunciou Gabriela, sabendo que Jorge adora peru, mas ele não teve reação.
- Huum, eu prefiro muito mais tender. – Forçou o pai de Jorge, mas o garoto não esboçou emoção nenhuma.
Gabriela e Marco se olharam decepcionados, Marco decidiu então ir até a seção de brinquedos enquanto Gabriela terminava de fazer as compras com Jorge. Lá ele encontrou o presente que Jorge tanto queria, uma bicicleta vermelha como o fogo. Fez a compra e guardou no porta-malas do carro antes que Jorge e Gabriela aparecessem, depois do mercado foram para a casa.
Como parte do plano Gabriela distrair Jorge, indo até a casa de um vizinho para desejarem um feliz natal enquanto Marco foi preparar tudo, entrou em casa, acendeu a lareira e deixou a bicicleta com um grande laço de presente debaixo da árvore, depois saiu.
Quando entraram todos juntos em casa Marco exclamou:
- Olha, a lareira está acesa?
Jorge lançou um olhar deprimido, mas curioso, para o centro da sala e percebeu algo debaixo da árvore, correu até lá com um sorriso no rosto, que desapareceu quase instantaneamente.
Mas não é da cor que eu pedi! – bufou irado. – Eu queria azul... – e lágrimas voltaram a aparecer em seus olhos.
Gabriela lançou um olhar desaprovador para Marco, que se explicou num sussurro:
- Era a única cor que eles tinham.
Jorge correu para abraçar a mãe.
- Que droga de Papai Noel mamãe, Papai Noel não existe!
Claro que Papai Noel existe, meu bem, ele só... é atarefado demais.
- Ele esqueceu de mim, ele não gosta de mim.
- Olha, Jorge, Papai Noel te ama, eu tenho certeza, mas tem milhões e milhões de crianças no mundo, ele não consegue mais entregar toooodos os presentes em uma só noite , e não consegue fazer todos os brinquedos das cores exatas, mas você é especial para ele e eu tenho certeza que você vai adorar a bicicleta que ele te trouxe,  porque pode não ser da cor que você pediu, mas é a bicicleta vermelha mais veloz do bairro, todos vão admirar você quando estiver andando com ela.
- Verdade? - Jorge a olhou esperançoso, enxugando uma última lágrima.
- Verdade! - Gabriela sorriu para ele.
- Então... então eu vou correr para mostrar  aos meus amigos! - Jorge pegou a bicicleta e saiu correndo para a rua, com um sorriso largo no rosto. 
Marco olhou orgulhoso para Gabriela.
- Acho que esse natal nos deu uma lição.
- O que? - ela perguntou.
- Que nosso filho não precisa de verdade de presentes caros para ser feliz, ele só precisa que conversemos mais com ele, ele precisa mais da nossa atenção.
Os dois sorriram, se abraçaram e foram para fora olhar Jorge brincando.





Ano Novo



As grades da prisão eram desgastadas por tantas mãos que passaram por ali ao longo do tempo, alisando-as. No canto, uma latrina sem tampa exalava um cheiro não muito agradável. Uma pequena janela deixava entrar as luzes dos fogos que pipocavam ao longe. Haviam 2 catres no cubículo, ambos demonstrando sinais de estarem ocupados. Ao longo do corredor várias celas, todas ocupadas. No final deste, uma sala de guardas, onde era possível ver uma parte da televisão com a Globo passando a queima de fogos em Copacabana. Além disso, também era possível ver uma poltrona e o topo da cabeça de alguém.

Dumbo, como Andrew era conhecido pelos amigos do crime devido a suas orelhas um pouco avantajadas, estava andando de um lado para o outro em sua cela, pensativo, havia chegado a hora, mas seus comparsas estavam atrasados, e ele muito irritado. Tinham que aproveitar a noite de ano novo, só havia um carcereiro, que estava distraído vendo tevê, ou outros estavam de folga, não haveria momento melhor.
Dumbo tinha sido preso dois meses antes, por tráfico de drogas, ele e um amigo tinham sido pegos, os outros fugiram, mas prometeram que os tirariam da prisão assim que possível. O amigo de Dumbo estava preso em outra seção da cadeia municipal, e agora que havia chegado o momento dos comparsas cumprirem a promessa, eles não apareceram. Dumbo então resolveu começar sozinho a fuga.
Havia um túnel no qual ele estivera trabalhando o mês inteiro, mas não estava acabado, era o seu plano B, já que seus amigos não tomaram a cadeia como haviam prometido, ele teria de usá-lo. Apanhou do chão uma colher imunda  que ele mantinha na cela e acordou seu companheiro, ambos ergueram um dos catres e entraram no túnel, seu companheiro de cela, Jack, trazia consigo uma pá pequena de jardinagem que conseguira fazer com que sua esposa trouxesse durante uma visita.
Caminharam algum tempo no escuro até encontrarem o fim do túnel e começaram então a cavar para cima, para fazer uma saída, mas o problema é que não tinham ideia de onde o túnel iria dar, era um plano muito mal planejado esse.
- Então Dumbo, eu te avisei que seus amiguinhos iam dar pra trás, mas você não me ouviu. Deveríamos ter terminado antes esse túnel e já estaríamos fora daqui.
- Não enche! – Andrew estava irritado demais para conversar.
Perderam a noção do tempo enquanto cavavam, aquilo parecia uma eternidade, quando finalmente Jack tirou uma quantia de terra que abriu um buraco, iluminando os dois com uma luz fraca, sons de poucos fogos ao fundo, já era madrugada. Apressaram-se e conseguiram sair para o ar livre, para a sorte deles num terreno baldio ao lado da cadeia, e começaram a correr em direção à rua.
Porém, para o azar deles os comparsas de Dumbo só estavam um pouco atrasados e haviam tentando tomar a cadeia enquanto eles estavam no túnel, mas deu tudo errado e eles haviam sido pegos, reforços estavam chegando por todos os lados e já sabiam que os dois haviam fugido, estavam alertas quando Dumbo e Jack saíram para a rua.
- Ah, cara! Que droga, eles descobriram, vamos nos entregar. – Jack falou assustado com toda a movimentação policial, levantou as mãos em sinal de rendição.
- Nem pensar, não volto para lá! – Dumbo gritou para Jack e voltou correndo para dentro do terreno baldio, mas correu apenas uns 10 metros até que tiros ecoassem pela rua.
Dumbo foi baleado e hospitalizado em estado grave. Pela manhã recebeu uma visita no hospital, era Raquel, sua noiva.
- Andrew, o que você fez? Porque? – ela perguntou quando ele acordou, seus olhos estavam vermelhos e inchados de chorar.
- Me perdoe... meu amor... – ele falava com dificuldade. – tudo que fiz... tudo, foi por você! Eu te amo.
- Pare de falar isso! Eu pedi pra você não se envolver com o crime, pedi pra você não fazer nada errado, você não me ouviu. Se me amasse teria ouvido...
- Mas eu te amo! Eu queria comprar uma casa pra gente... queria tirar você daquela favela, te dar uma vida melhor... eu não conseguiria... isso... – ele gemia ao falar. – com meu emprego de merda... por isso comecei a vender drogas, é... muito mais fácil. Eu conseguiria, em breve, se não tivesse sido preso... já estava com bastante dinheiro, poderíamos morar num bairro ótimo... ter um ótima vida...
- Você fez tudo errado Andrew, tudo errado! – ela estava revoltada.
- Raquel, eu fugi porque não ia aguentar mais nem um dia sem você... não aguento... não...
Ele pareceu desmaiar e Raquel o sacudiu, desesperada.
- Andrew, não, não morra.
Ele deu um suspiro e voltou a falar, fazendo muito esforço.
- Acho que... isso vai ser o melhor para você... não sirvo pra você então vou sair da sua vida... Feliz ano novo Raquel... feliz... vida nova, meu... amor...
Dumbo suspirou, fechou os olhos e não tornou a abri-los, Raquel ficou ao seu lado, perplexa, sem saber o que fazer até que os médicos vieram e a tiraram do quarto, confirmando a morte.


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Desafio de Aniversário

Posted by Denize Ternoski on 07:59 in , , , ,
Para o meu desafio de aniversário do blog eu escolhi a série Percy Jackson e os Olimpianos, espero que vocês gostem! ^^

palavras: encontro, oceano, século, sono, cultural

Percy Jackson e a Medusa

Era outra manhã comum para a maioria dos adolescentes da Good High School, inclusive para mim, era o penúltimo dia de aula e estávamos tendo um “encontro cultural” com alunos de outra escola, uma chatice, mas como sou um meio sangue, já estava pressentindo que algo ia sair errado.
Bem como eu pensei, lá pelo fim da manhã encontro com Rachel Elizabeth Dare caminhando no corredor em minha direção e meu coração dispara, instintivamente fico mais alerta. Rachel é minha amiga mortal, ela nos ajudou muito em algumas batalhas e no último verão, depois de salvarmos o Olimpo e todo o mundo ela recebeu o espírito do Oráculo de Delfos, se tornando assim o novo oráculo dos semideuses, mas durante o ano letivo ela foi estudar em uma escola para damas cumprindo uma promessa que fez ao pai, então ela definitivamente não deveria estar aqui, na minha frente, e a expressão dela não era nem um pouco feliz.
Quando nos encontramos ela me pegou pelo braço e me puxou para dentro de uma sala vazia.
- Oi para você também. - eu disse, encabulado.
- Não temos tempo Percy, algo muito ruim vai acontecer hoje. - ela me olhou com os olhos cheios de pavor.
- Calma, me conte o que houve, você viu algo?
- Sim, eu não viria até aqui se não fosse muito importante. Toda a escola está correndo perigo.
A olhei ansioso, esperando que continuasse, e ela continuou, mas a sua voz estava triplicada, os olhos brilhavam, era o oráculo falando:
A vida de um semideus ela vai bagunçar / e a todos trará um sono profundo / por vingança ela jurou não fracassar / e mostrará a todos o seu poder imundo.
Rachel voltou a ser ela mesma, eu ainda estava perplexo, acho que nunca vou me acostumar a ver o oráculo falar através dela.
- Então, - ela disse – a profecia é sua, você é o semideus, por isso vim.
- E quem é ela?
- Não sei...
Antes que Rachel pudesse dizer mais alguma coisa ouvimos gritos vindos do ginásio, nos entreolhamos e corremos para lá a tempo de encontrar três estátuas de líderes de torcida horrorizadas, o que fez meu sangue gelar. Ouvi passos vindo atrás de nós e o som inconfundível de serpentes, muitas serpentes sibilando, não demorou nem um segundo para eu entender a profecia. Rachel tentou se virar para ver quem iríamos enfrentar mas eu a segurei com força.
- Não olhe, é a Medusa.
Rachel estremeceu.
Eu já havia derrotado a Medusa alguns anos antes, na minha primeira missão do Acampamento, eu sabia que os monstros não morriam para sempre e voltavam em algum dia, mas bem que ela poderia ter passado um século no Tártaro, seria pouco para ela.
A Medusa voltou para me atormentar, o transformando todos que encontrava em estátua, ou seja, deixava todos num sono profundo para se vingar de mim com seu poder imundo vindo direto do tártaro. Nunca compreendi uma profecia tão rápido.
Tentei pensar rápido, ali no ginásio eu não teria chance nenhuma, nem mesmo poderia saber exatamente onde ela estava, nada que refletisse, nada que me ajudasse. Peguei Rachel pelo braço e puxei-a, corremos até a porta do outro lado do ginásio, para os vestiários, eu sabia o que fazer, a Medusa iria se arrepender, pela segunda vez, de cruzar meu caminho!
- Está com medo, Percy Jackson? - A Medusa falou – Volte aqui e me enfrente!
Mandei Rachel entrar em uma cabine de banheiro e se fechar lá, eu não queria que minha amiga/oráculo virasse uma estátua pro resto da vida. Quando a Medusa entrou no vestiário (pude ver por um reflexo muito embaçado nos azulejos imundos da parede) eu evoquei todo o meu poder de filho de Posseidon, me concentrei e senti um repuxo na barriga, não demorou para toda a parede atrás das torneiras começarem a tremer, as torneiras explodiram e jorraram um oceano de água para dentro do vestiário, acertando em cheio a Medusa, que caiu e não conseguiu se levantar patinando no chão todo molhado, nesse momento tirei contracorrente do bolso, destampei-a fazendo crescer minha espada e dei um giro de olhos fechados rezando aos Deuses que acertasse o pescoço dela.
Continuei ainda de olhos fechados por um tempo, esperando alguma reação, nada, nenhum som, apenas a água jorrando das torneiras estouradas e minha respiração e de Rachel, virei-me de costas para onde a Medusa estava e caminhei até a lata de lixo, peguei o saco e, de novo de olhos fechado, tatei o chão até encontrar a cabeça repugnante da Medusa e colocá-la dentro do saco.
- Tudo bem Rachel, pode sair agora.
- Rachel saiu do banheiro com um olhar de quem diz “até que enfim”. Ergui o saco com a cabeça da Medusa mostrando para ela, como quem exibe um troféu.
- E agora, fazemos o que? - ela perguntou.
- Vamos jogar no mar e pedir que algum dos meus amigos marinhos esconda o saco bem no fundo, onde ninguém possa encontrar. - dei-lhe um sorriso bobo e ela conseguiu rir, saímos do vestiário caminhando como se nada tivesse acontecido.


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Seleta gentileza

Posted by Samantha Freitas on 13 de janeiro de 2013 07:00 in , ,
Já estava escurecendo quando percebi a luz acesa. Aquela janela era particularmente acolhedora para mim. Olhava ansioso durante o dia, toda aquela preocupação com os pássaros e me perguntava o porquê de tanta gentileza.

Meus instintos me atraíam automaticamente. Não saberia explicar o porquê de sentir tanto apelo. Talvez aquele rosto gentil e despreocupado. Balancei a cabeça. Não. Teria que ser algo mais. Muito mais do que uma impressão.

Talvez mesmo um pouco de paixão. Me aproximei devagar.

Meu olhar ansioso estava esperando aquele olhar humano cálido, gentil e despreocupado. Feliz eu diria. Ela tinha movimentos lépidos e eu percebia que havia horário certo para ela aparecer. Não entendia como ela poderia estar ali por tao pouco tempo e no exato horário do crepúsculo. Aquilo era um grande mistério para mim e mesmo assim, eu esperava ansiosamente seu comparecimento diário na varanda com um objeto interessante. Algo como uma nuvem portátil.

Chovia por ele e ela sorria enquanto permitia que a chuva pousasse suavemente pelas folhas dos arbustos. Fiz uma anotação mental da necessidade de saber o nome daquele objeto.

Sem desviar os olhos, me perguntei como seria o contato com ela. Certamente ela entenderia meu interesse. Vi ela retirar nosso bebedouro (sim, este eu já havia aprendido o nome). Sorri sensível e resolvi testar seu súbito esquecimento da porta da varanda aberta.

Aproveitei a semi-escuridão para me fazer passar despercebido. Observei um cão deitado e sonolento próximo à mesa. Ele levantou rapidamente, o olhar bastante atento para mim. Não entendi aquele olhar caçador. Não achei que eu pudesse causar tamanha comoção quando percebi um uivo assustador. Ele estava me intimidando! Pronto para pular sobre mim, certamente preocupado com a reação daquela criatura a quem eu tanto admirava.

Ela surgiu suavemente, saltitando pela casa. Era uma senhora encantadora e eu estava apaixonado! Meu gemido de satisfação deve ter parecido um guincho assustador. Contudo, eu não estava preparado para aquela reação. Um misto de horror e asco encheram seu rosto. Perdi imediatamente o controle de minhas ações e fui ofuscado pela luz acesa rapidamente.

Não consegui distinguir seus gritos das minhas explicações de que eu precisava conhecê-la. Percebi que quanto mais eu me explicava, mais assustada ela se tornava. O cão uivava furiosamente para mim, pulando, tentando talvez me atacar.

No meio dessa caos ela saiu e retornou com um objeto comprido cheio de pontas, acho que o nome daquele objeto era vassoura. Preciso aprender mais! Percebi com pesar que ela tentava me expulsar de sua presença. Gemi novamente, angustiado com o terror e aversão que eu lhe causava e virei graciosamente para tentar sair pelo mesmo lugar que entrei.

Aquelas luzes, barulho, tudo me confundia e ofuscava. Fiquei desorientado mais alguns breves instantes até perceber a escuridão me chamando lá fora. Saí rapidamente e pousei numa árvore. Não entendia porque ela não me amava como aos pássaros que ela gentilmente alimentava com néctar...

Foi então que eu vi ela fechando rapidamente a porta de vidro e apagando as luzes. Aproximei-me novamente e pude perceber que o vidro se transformara num objeto reluzente, refletindo meu horror.

Agora eu tinha entendido seu medo. Eu era um morcego.

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