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Retrospectiva literária 2013 by Sammy Freitas

Posted by Samantha Freitas on 30 de dezembro de 2013 12:00 in , ,


Seguindo o post da Nanda (confira aqui!!!), também estou colocando minha Retrospectiva Literária 2013. 

Esse foi um ano de muita leitura mesmo. Minha meta inicial era ler 120 livros. Terminei o ano com 203 livros lidos (e pode ser que nestes dois últimos dias eu ainda leia mais um ou dois livros. Vamos ver, vamos ver... rs 

Se por um lado é legal ter tantas opções, por outro, eu tive muitas dúvidas das minhas escolhas. Em alguns momentos quase chorei para fazer uma escolha só! 

Para 2014 eu já tracei algumas Metas Literárias e entrei em dois desafios:


Por muito pouco não entrei num terceiro desafio. Uma espécie de volta brasileira literária. Ler um livro de cada estado do Brasil. Mas aí eu me controlei. 27 estados, significaria mais dois livros e meio por mês. O maior problema, nem é ler... Isso eu normalmente dou conta... O problema de verdade é fazer resenha para todo mundo. Fiquei devendo um montão de resenhas dos Desafios de 2013. Mas tenho fé que ainda vou resenhar o que li e postar aqui ^_^

Mas chega de churumelas! Toca a contar o que prestou e o que não prestou no Ano... 

1. O livro infanto-juvenil que mais gostei
A garota das laranjas

Esse livro entrou para o Oscar do Ano por uma série de motivos. Primeiro, porque a história é comovente e eu me identifiquei muito com o personagem. Cara... quem não gostaria de receber uma carta de seu pai, morto há 11 anos? Saber mais sobre aquela pessoa que estava com você por tão pouco tempo? Além disso, como sempre, o Jostein Gaarder sabe tratar temas tão profundos e filosóficos de uma maneira tão leve que a gente nem percebe que a coisa é tão séria.





2. A aventura que me tirou o fôlego
A Casa de Hades

Quando foi lançado, eu comprei na pré-venda. Mas era um desperdício porque não tinha lido nem o primeiro: O herói perdido... Daí um casal amigo falou que o tempo que eles levariam lendo A Casa de Hades, provavelmente seria o mesmo tempo que eu levaria lendo os 4 livros da coleção Heróis do Olimpo (O herói perdido, O filho de Netuno, A marca de Atena e A casa de Hades). Topei o desafio e consegui concluir os quatro livros em 5 dias, juntinho com os amigos que estavam lendo apenas o último. A maratona foi ótima (mas não faço mais isso, rss) e a série me conquistou! Foi até bem mais legal que Percy Jackson e os Olimpianos, embora a primeira série preencha muitos lapsos que esta deixa. Portanto, leiam primeiro Percy Jackson para só depois passar para os Heróis do Olimpo!


3. O suspense mais eletrizante
Garota Exemplar

Esse é um livro cheio de reviravoltas. Foi o livro mais tenso e mais psicológico que li o ano todo. Não posso entrar em detalhes, porque tudo vira um grande spoiler e não tenho a menor intenção de ser crucificada! Mas sério, Nick e Amy são, em tese um casal exemplar, até que mudam-se para uma cidade no interior e Amy desaparece. Tudo leva a crer que Nick a assassinou. Só que nem tudo é tão preto no branco como a gente pode imaginar. Tornou-se a minha melhor leitura de suspense senão do ano, da minha vida.




4. Romance que me fez suspirar
Amante Sombrio

Corro o risco de soar repetitiva, mas não leio muitos romances. Houve uma época, num passado bem distante, que eu só li esse estilo. Mas a vida me mudou. E eu meio que desisti dos amores de papel. Este ano, resolvi voltar a ler o tema e olha, não é que me surpreendi com as leituras? Li vários da Nora Roberts num Círculo Viajante do Skoob e alguns outros romances avulsos (um deles entrou para menção honrosa lá no fim do texto!) Amante sombrio conta uma história de vampiros. Mas também um romance para lá de diferente. Nenhum dos dois temas, costuma fazer meu estilo, mas o rei cego me conquistou.


5. A saga que me conquistou
Instrumentos Mortais 

Não sei se é justo falar sobre Instrumentos Mortais porque não foi bem este ano que eu conheci. Li o primeiro, no ano passado, mas todos os outros, este ano. Preciso confessar que é uma leitura muito interessante. A história é bem construída e o que me incomodava mais era só o Jace ser sarcástico o tempo todo. Com o amadurecimento dos personagens no decorrer dos livros, Cassandra Clare melhorou muito sua escrita e aí finalmente eu fui fisgada pela saga. Estou com a Nanda, a melhor saga do ano! (embora tenha sido páreo duro com a série Legados de Lorien).



6. Melhor livro de fantasia
O oceano no fim do caminho (confira a resenha aqui)

Nem preciso falar muito desse livro, porque tem uma resenha no blog, se quiser é só conferir ali em cima! Mas vamos dizer que eu não conhecia nada do Neil Gaiman este ano. E aí, uma amiga em janeiro, me fez uma proposta indecente... Me emprestou dois livros de contos dele (Coisas Frágeis I e II) em troca do empréstimo de Artemis Fowl. Eu simplesmente me apaixonei pelos contos. E quando o livro foi lançado, comprei. Nenhum arrependimento. Provavelmente em 2014 lerei muitos outros livros do Gaiman, já que eu aproveitei o decorrer do ano para conseguir vários livros dele em trocas no Skoob!



7. O livro que me fez rir   
O diário de Bridget Jones (confira a resenha aqui)

Li este livro para o Desafio Realmente desafiante por indicação da nossa querida Nanda! O livro foi uma excelente indicação e realmente me fez rir muito! A Bridget é completamente louca! Mas, se você tiver paciência para ler a resenha, vai encontrar uma sacada sobre o livro da Hellen Fielding e Orgulho e Preconceito da Jane Austen... Eu achei que foi uma releitura moderna do clássico e gostei muito. Não vou dizer novamente que foi praticamente um plágio, mas que a história é muito semelhante, ah... ela é mesmo! E que venha o próximo livro, afinal, Mark Darcy é um homem perfeito!



8. O livro que me surpreendeu  
Aprisionada  

Eu li muitos livros do Livro Viajante do Skoob neste ano. Mas poucos eu posso dizer que realmente mexeram comigo. Eu aprendi a gostar de Distopias com a Trilogia Jogos Vorazes (lida ano passado, por isso não entrou para a lista do ano). E quando recebi este livro, nem tinha lido a sinopse. Como eu precisava ir a uma consulta médica meio distante de casa, coloquei esse livro na bolsa. O que foi um horror, porque quando cheguei lá, tinha lido o livro inteirinho e não teria nada para ler no retorno! Para piorar as coisas, o livro é uma série e o segundo embora já tenha sido lançado em junho deste ano (Delírio) eu ainda não consegui encontrar para troca e compras de livros acima de R$ 35 estão suspensas aqui em casa. Só posso dizer que lamento não ter escrito ainda uma boa resenha sobre o livro, porque ele tem uma história única e bem escrita. Embora ela tenha deixado um gancho para a próxima história, não necessariamente eu precisaria me preocupar com o desfecho da trilogia (embora certamente complete todo o pensamento). Fala principalmente sobre um mundo onde as pessoas morrem cedo. Os rapazes aos 21 e as mulheres aos 18. Só as primeiras gerações ainda vivem (acima de 50 anos). Com tão pouco tempo de vida, os rapazes mais abastados, muitas vezes casam-se com mais garotas na esperança de fazer mais filhos e com isso encontrar uma cura para esta doença. O problema é que as jovens, na maioria das vezes são sequestradas de seus lares. Rhine não se conforma com o seu destino e mesmo que tenha só dois ou três anos de vida, ela não desiste. Então o livro fala sobre liberdade e aprisionamento, sobre a esperança e também o medo. Fala sobre amor, mas principalmente, ela fala sobre a coragem de correr atrás do próprio destino. 


9. O personagem do ano  
Camundo

Camundo é outro personagem diferente de tudo que já vimos. É um menino muito bem construído, com características muito vivas e a história dele se passa numa época passada. Nanuka Andrade esmerou-se nas pesquisas, caprichou nas ilustrações entre os capítulos, fez uma narrativa coerente e bastante concisa e principalmente, teve a preocupação em usar um vocabulário coerente para a época que se passa a história. Esse menino realmente me conquistou. Outro livro que estou devendo uma resenha decente, mas acredite, em 2014 vou botar um montão de resenhas em dia! 



10. O casal do ano 
Hazel e Gus (A culpa é das estrelas) (confira a resenha aqui)

A culpa é das estrelas foi o primeiro livro que li este ano. Também fez parte do Desafio Literário 2013 e posso dizer que foi um dos livros mais difíceis que eu li este ano. Parei de ler por duas vezes. Não por que o livro fosse ruim. Longe disso. A narrativa do John Green é leve e até meio frívola, mesmo assim, ele me atingiu em cheio como um trem carregado de explosivos. Porque Hazel, a personagem principal do livro tem câncer. O que tornou a narrativa difícil para mim é que eu passei por quase todas as mesmas situações que ela passou enquanto estava lutando contra essa doença nos últimos dois anos. Esse foi o ano da virada. Hazel me ajudou muito com isso. Por isso, ela ganhou meu respeito. Mas quem ganhou meu amor, foi o Gus. Se quiser conferir uma análise melhor do livro, este também tem resenha no blog!


11. O melhor livro que li em 2013  
Perdão, Leonard Peacock


Despretensiosamente, comprei o livro "O lado bom da vida". Admito que só comprei porque duas pessoas que eu não concordo muito com os gêneros de leitura disseram: "Não compre, o livro é muito ruim!". Eu queria ler o livro e assistir ao filme. No fim, até hoje não consegui assistir, mas amei o livro. Então, quando a Bienal começou eu soube que o Mattew Quick estaria lá. Comprei o livro e consegui uma foto e o autógrafo! Achei que o livro era mais uma modinha, mas na verdade este livro foi uma porrada. Se "A culpa é das estrelas" eu conheci a dor e o sofrimento da perda, em Perdão, eu quis ser a mãe de Leonard e impedir que ele tivesse que passar por tantas coisas. O livro é praticamente uma carta de despedida de um rapaz que pretende matar seu "ex-melhor-amigo" e em seguida se suicidar. Com isso, antes do gesto final, ele resolve presentear as cinco pessoas que fizeram diferença na vida dele. Cada presente tem uma metáfora maravilhosa. Então, não espere que eu conte mais para ler, embarque na leitura, porque se eu escolhi como melhor do ano, acredite, ele realmente é muito bom!



12. O pior livro que li em 2013   
A vida, o universo e tudo o mais

Eu sei que corro o risco de ser altamente crucificada, mas sinceramente? Não estou ligando muito para isso. Douglas Adams é um ícone da ficção científica. Eu sempre tive vontade de conhecer o Guia do Mochileiro das Galáxias. Achava que seria algo como meu amado Star Wars, mas eu não podia estar mais errada. Até gostei do primeiro, mas o segundo já achei meio xarope. Esse terceiro livro eu simplesmente não consegui engolir. A história se repete e dá voltas sem parar e sem sair do lugar. Cheio de parágrafos e até mesmo capítulos inteiros aleatórios que não acrescentam nada a história e ainda por cima ficam enchendo linguiça sem fazer o menor sentido. Enfim, foi o pior livro da série na minha opinião. Quase não botei a foto da capa do livro de tanta raiva que tive dele!

*   *   *   *   *

Mas.... Não acabou por aqui! Por conta de toda diversidade de livros que li, acabei fazendo umas menções honrosas aqui embaixo, mas não vou me estender, porque já falei muito! Então só uma ou duas frases para tentar te convencer a ler! Lembrando que eu levei em consideração algumas das categorias premiadas do site GoodReads (confira aqui o post!):


Ficção - O projeto Rosie

Don Tiltman me lembra (e muito!) Sheldon Cooper de The Big Bang Theory, minha série de comédia favorita e por incrível que pareça, ele também me lembra Melvin, de Melhor é impossível em muitos aspectos. Amei a história e super recomendo quem quiser ler uma comédia romântica leve.





Ficção Histórica - O Arqueiro
Namorei a série A Busca do Graal por anos e anos! Não sei porquê os livros do Bernard Cornwell nunca entram em promoção. Mas este ano, estava disposta a comprá-los sob qualquer circunstância. Fosse na Bienal ou na Black Friday. Não me arrependi. Como sempre, o Cornwell construiu uma história fantástica ambientada na época da Guerra dos Cem Anos. Recomendadíssima!






Ficção Científica - Arquivo X - I - A verdade está lá fora
Ficção Científica está longe de ser meu gênero favorito, ainda assim, está muito mais próximo que terror. Sempre gostei da série do Arquivo X e quando surgiu a oportunidade de pegar a coleção numa troca no Skoob, eu me surpreendi com uma história super bem escrita que a série da TV adaptou muito bem.





Fantasia - O estranho mundo de Zofia e outras histórias
Livro completamente louco - Pense fora da caixinha, foi a primeira coisa que pensei ao ler. Digo e repito quem gosta de Alice no país das maravilhas e se amarra nos filmes do Tim Burton, não pode deixar de ler este livro! A primeira história me lembrava muito "A bolsa amarela" de Lygia Bojunga Nunes e não foi a minha preferida. Minha favorita foi Hortlak - nessa pegada de Zumbis, puxa por um lado totalmente diferente. Recentemente, assisti na TV a série Les Revenants e de cara lembrei do livro! Se quiser conferir, tem resenha no blog!


Affe... Arrependida de ter resolvido escrever tanto! Não que eu não queira compartilhar minhas experiências literárias do ano, mas eu estou com uma espécie de tendinite muito sinistra e estou morrendo de dor no braço. Mesmo assim, chegarei até o fim por vocês, queridos leitores!



Romance - Uma garrafa no mar de Gaza
Uma história super singela que acontece virtualmente - a principio através de uma cartinha colocada numa garrafa na Faixa de Gaza onde uma judia e um muçulmano se correspondem depois por email. Soube que tem um filme, vou procurar!







YA Ficção - Cidades de Papel
John Green acabou entrando indiretamente duas vezes na minha lista de melhores do ano! Mas para ser honesta, todos os livros dele são bons! Embora ele tenha um pouco de fórmula de bolo, usando sempre o pano de fundo adolescentes/escola, as histórias mostram um pouco mais que a superficialidade de um chick lit. Tem uma profundidade doce e melancólica que muitas vezes, me faz lembrar minha juventude.






YA Fantasia - Divergente
Não sei bem se entra no gênero fantasia. Acho que Distopia seria uma categoria à parte, mas foi um livro muito bom que veio me ajudar a me sentir menos órfã de Jogos Vorazes!









Infanto-Juvenil - A terra das sombras
Mais um que fiquei em dúvida da categoria. Entre infanto-juvenil e Chick-Lit. A série A Mediadora da Meg Cabot é uma delícia. Todos os livros são bem escritos e o final é o mais perfeito que se pode imaginar. 






Memórias/Biografia - O castelo de vidro
Às vezes, quando lemos um livro que é um livro de memórias, ficamos embasbacados como algumas coisas podem acontecer de verdade na vida real. Um casal cria suas filhas de uma maneira totalmente atípica, não levando em nenhuma consideração dinheiro (ou falta dele) e mesmo assim, sem o menor pé no chão, seus filhos seguem em frente. Vejo muita gente dizendo que não segue adiante por que acha que lhe faltam oportunidades. A estes, só digo uma coisa... Leia este livro e aprenda o que realmente é não ter oportunidade nenhuma e mesmo assim, ter força de vontade de seguir adiante.




Graphic Novel`s - A Guerra dos Tronos HQ
Ainda não li o livro, mas assisti toda a série na HBO. Amei a história, achei super fiel e ainda por cima tem um prefácio do George RR Martin falando sobre a adaptação e os desenhos. Muito bem feita!







Espero que tenham gostado! E se tiverem paciência de assistir o vídeo com as melhores leituras de 2013 que participei no Canal Figueira de Livros, é só conferir aqui:





Só para finalizar, desejo a todos nossos leitores um EXCELENTE 2014!!!

Feliz Ano Novo!!!





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DICAS: Se não x Senão

Posted by Samantha Freitas on 06:00 in , , ,




Hoje vamos falar da dupla “senão” e “se não”.

Escreve-se "senão" quando a palavra assume as seguintes funções:

1. De conjunção alternativa, podendo ser substituída por "caso contrário";
   Ex. Estude bastante, senão [caso contrário] você não terá sucesso.

2. De conjunção adversativa, sendo possível trocá-la por "mas";
   Ex. Silvinha não é garota de ficar em diversões, senão [mas] de levar a sério os estudos

3. De preposição, tendo o mesmo significado de "com exceção de" ou "exceto";
   Ex. Ele não o comprará, senão [exceto] por bom preço.

4. E de substantivo masculino, significando "falha" ou "defeito".
   Ex. Não há um senão [defeito] naquele bolo.



Já o "se não" só deve ser usado quando o "se" é uma conjunção condicional (substituível por "caso") ou integrante (podendo ser trocada, com a oração que ela introduz, por "isso", "isto" ou "aquilo"). Veja alguns exemplos:

Se não chover [caso não chova], irei encontrar meus amigos.

Perguntei se não iriam chegar atrasados [perguntei isso].


 

Parece simples, mas a prática mostra que não é.

O problema é que há casos em que a distinção de sentido não fica tão explícita.


Por exemplo: tanto é certo escrever

(1) “Este exemplo esclareceu tudo, se não, vejamos” como (2) "Este exemplo esclareceu tudo, senão, vejamos”,

Pois em (1) é possível a conversão para “Este exemplo esclareceu tudo, caso não, vejamos”,

Ao passo que em (2) é possível refazer para “Este exemplo esclareceu tudo, caso contrário, vejamos”.


São esses casos de proximidade de significado que complicam a nossa vida.

E não há muito o que fazer para evitá-los. A não ser entender bem o contexto para saber quando é indiferente usar “senão” ou “se não”.




 
Fonte: Laércio Lutibergue é professor, revisor de texto, escritor e consultor linguístico.




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Retrospectiva literária 2013 by Nanda Cris

Posted by Nanda Cris on 24 de dezembro de 2013 06:00 in ,
Bom dia leitores!

Como foi o ano literário de vocês? Eu vou ser sincera, o meu foi um fiasco. Me inscrevi em 2 maratonas literárias e larguei as duas por volta de agosto. Tinha 224 livros na estante me esperando para serem lidos e só li 34... shame on me. Mas... águas passadas não movem moinhos e eu espero que em 2014 eu consiga ler pelo menos 50 livros, porque vamos combinar né???

Decidi então fazer a minha retrospectiva literária que já é uma tradição no Retalhos... preparados? Rumbora então!

1. O livro infanto-juvenil que mais gostei


Com certeza indico a "A Seleção", o livro é muito bem escrito e prende a gente demais. Eu fiquei tão doida querendo a continuação, que até li em e-book porque não ia conseguir esperar o livro chegar pela internet. Indiquei pra Paty e ela também amou. Recomendo muito!



2 A aventura que me tirou o fôlego



Como não falar dessa série que eu gosto tanto? A primeira trilogia (Cidade dos Ossos, Cidade das Cinzas e Cidade de Vidro) foi de tirar o fôlego e teve um final perfeito.

Cidade dos Anjos Caídos e Cidade das Almas Perdidas eu li de um fôlego só em tempo recorde. Estou esperando ansiosamente a continuação "Cidade do Fogo Celeste" e fim da nova trilogia. Este livro será lançado em 27 de maio de 2014, um dia depois do meu aniversário e eu aceito de presente! #ficadica kkkk.



3. O suspense mais eletrizante


Olhando os livros que li esse ano, percebi que não li nenhum suspense! Só esse aí de cima que a Sammy me deu! Passei um ano bem meloso, cheio de romances, então esse cara aí de cima não teve muita concorrência, rsrs. Eu gostei da história, me prendeu, mas achei o final beeeeemmmmm ruim. Uma explicação fraca e a questão central: afinal o que é o tal livro do amanhã? Ficou sem resposta. Odeio livros estilo Arquivo X, "a verdade está lá fora", isso não me convence.


4. Romance que me fez suspirar


Uma patricinha e um brutamontes e muitos hormônios. Tem equação melhor? Li este livro por indicação da Sammy e não me arrependi. Gosto muito do modo como a autora escreve e adoro protagonistas protetores, possessivos e apaixonados! Dei apenas 5 estrelas lá no Skoob porque não podia dar mais, é um romance de tirar o fôlego!



5. A saga que me conquistou

Falar de Instrumentos Mortais não rola, né? Então vou puxar outro coelho da cartola...


Ano passado já tinha me deliciado com Sussurro e Crescendo, e este ano fechei a saga com Silêncio e Finale. Posso dizer que o Patch é como um bom vinho, quanto mais passa o tempo, mas delicioso ele fica. Silêncio é meio chatinho, mas Finale é vertiginoso, e o final é perfeito. Amei essa saga e até dei de presente de Natal pra minha irmã, porque ela tem que conhecer esse anjo-delícia. kkkk.


6. Melhor livro de fantasia

Como eu li pouco esse ano e acabei gastando meus cartuchos em outras categorias, só sobrou esses livros para falar aqui. Não é que eles não sejam bom, eles são! Prende e talz. Mas... não são os melhores livros de fantasia que li. Pra mim o melhor foi Instrumentos Mortais! Darke Academy tem seus baixos, como uma protagonista confusa e que tem lealdade com as pessoas erradas (isso foi meio irritante). Mas também tem altos pois eles são, no geral, bem surpreendentes.Tem uma história bem diferente de tudo do que já li, uma boa trama e estou esperando ansiosamente ser lançado no Brasil o livro 4, pois quero saber como vai se desenrolar a história. Para saber mais: livro 1, livro 2 e livro 3.



7. O livro que me fez rir    

Esse é mole!


Esse livro é bem leve, até a cena de romance tem coisas engraçadas. Se fosse um filme, seria sessão da tarde. Gostei bastante, li rapidinho e foi ótimo pra passar um tempo agradável. Recomendo a leitura!

8. O livro que me surpreendeu    


Esse livro ganhei da Paty e foi uma grata surpresa pra mim. Nunca tinha ouvido falar dessa história e menos ainda da autora. Mas o livro é muito bom, prende e tem uma trama cheia de reviravoltas onde nada é o que aparece. Não vejo a hora do livro 2 ser lançado no Brasil!


9. O personagem do ano     


Tenho até vergonha de admitir, mas até agora não li o 2 dessa saga, o que é ainda mais vergonhoso já que eu amei esse livro. A leitura é difícil inicialmente, com uma linguagem bem diferente da que estamos acostumados, mas quando a gente pega o ritmo, flui muito fácil e o jogo de influências e poder é muito show. Promessa de ano novo: ler a continuação em 2014!



10. O casal do ano    


Quem me conhece sabe o quanto eu gosto dessa série Midnight Breed. Um dos vampiros mais soturnos da Ordem é Tegan, e eu me perguntava se ele iria ceder ao amor assim como seus companheiros nos outros livros. Obviamente ele cedeu (ou não haveria história) massss a mocinha não é nenhuma flor do campo. Ela é destemida, afiada, corajosa... bem ao estilo Tegan de ser. O casal é perfeito um pro outro e eu amei esse livro.



11. O melhor livro que li em 2013  


Se me dissessem que em 2013 eu iria considerar um clássico como sendo o melhor livro, eu ia rir! Mas não é que foi isso que aconteceu?! Orgulho e Preconceito é bem escrito, tem personagens fortes, uma boa trama, todas as características necessárias para o sucesso e, sem dúvida, mereceu seus 200 anos de sucesso completados em 2013.



12. O pior livro que li em 2013   

Esse é fácil:


Olha eu tenho um problema com autores que todo mundo ama. Nicholas Sparcs: odiei. Rick Riordan: odiei. Deve ser algum defeito de fabricação, kkkk.
Eu me arrastei na leitura desse livro e acabei fazendo algo que eu nunca achei que fosse fazer. Não tinha chegado nem na metade do livro, pulei pros 3 últimos capítulos. Li, achei uma porcaria e coloquei ele e o 2 (Trono de Fogo) para troca, sem nem mesmo ler.

Bem, é isso! Quem concorda, quem discorda? Quem quer brincar também?

Beijos a todos.



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[Batata Quente 3 - Parte 6] - As Crônicas de San Atório - Capítulo seis: "Muito o que Explicar"

Posted by Marcinha on 23 de dezembro de 2013 12:15 in , , ,
Recapitulando as partes anteriores da história:

Parte 1 + explicação da brincadeira - "As Crônicas de SanAtório - Na taberna do Fauno"(by Sammy)

Parte 2: "Encontros e Caminhos" (by Marcinha)

Parte 3: "Um bofe no caminho" (by Paty)

Parte 4: "O Sexto Elemento" (by Nanda)

Parte 5: "O Paladino do Mal" (by Sammy)

Muito o que Explicar


- Quem diabos estava de guarda quando aquele bastardo fugiu? - rosnou Martha, com sua habitual acidez bastante aumentada pela manhã - Ahhhhhh, esquece! Ele já se foi mesmo!

- Fui eu, guerreira, e peço perdão a todas pela minha falha. - afirmou o arqueiro - Ainda estou enfraquecido pela mutilação que sofri, e devo ter cochilado.

- Até onde me consta o único mutilado foi Bjartan... - retorquiu a guerreira, inclinando a cabeça com uma expressão de total desconfiança - O que vimos em você foram cortes nas costas, profundos até... Quer explicar sua afirmação, Halt?

- Eu me expressei mal. - revidou o arqueiro, com visível reserva - Era aos cortes que me referia. - afirmou, olhando disfarçadamente para Nardanna, tentando avaliar a expressão dela.

Nardanna, Santhara e Pethrika nada disseram, entretanto compartilharam da desconfiança de Martha. Especialmente Nardanna sentiu um aperto no peito; nutria uma súbito afeto pelo arqueiro recém chegado ao grupo, mas a lógica lhe indicava que o deslise de Halt com as palavras tinha raízes mais profundas que uma simples confusão momentânea.

O silêncio permaneceu por algum tempo, trazendo certa tensão ao grupo.

Foi Martha que falou novamente.

- Creio que esta não seja a melhor hora para explicarmos tudo o que certamente há para explicar. No momento nosso problema maior é o fato de Bjartan ter fugido sem conseguir seu intento, o que o fará voltar, sem dúvida. Teremos tempo de conversar sobre parentes desaparecidos quando estivermos em lugar seguro. - A guerreira lançou um olhar mordaz para a ruiva - E quando chegarmos lá, onde quer que seja, você terá muito o que explicar, Santhara.

A ruiva simplesmente apertou os lábios, numa demonstração de que seria quase impossível arrancar-lhe qualquer informação sobre o filho que ela protegia a todo custo.

- Posso levá-las ao Rei de San Atório. - interferiu Halt, subitamente - É o mínimo que posso fazer, para agradecer pelo meu resgate e compensá-las pelo mal que fiz perdendo nosso prisioneiro. Tenho as graças do Rei em pessoa, que as tomará em sua proteção particular, certamente, depois de meu pedido. Espero, de coração, que aceitem meu convite e a proteção que posso conseguir.

Martha arqueou a sobrancelha e correu o olhar pelas outras mulheres, tentando sondar-lhes a opinião.

- É nossa melhor chance no momento. - manifestou-se Nardanna.

- Danna... sinto um péssimo presságio. - sussurrou Pethrika para sua parceira - Não podemos simplesmente voltar à nossa rotina? Acho que é hora de dissolvermos o grupo. - sugeriu, recorrendo a lógica fundamental.

- Não é assim que funciona, Pet. - retorquiu Nardanna com doçura - Bjardan nos conhece a todas agora. Quem garante que não usará qualquer uma de nós para chegar à Santhara no futuro?

- Concordo com Nardanna. -  endossou Halt, recebendo uma olhar tão venenoso de Martha que optou por calar-se, entes que terminasse por responder à guerreira com o mesmo tom de hostilidade
.
- Eu aceito de bom grado a proteção do Rei, Halt. - interrompeu Santhara - Afinal o alvo sou eu. Espero que sob os muros do Rei estejamos todas seguras.

- Garanto que estarão. - assentiu o arqueiro - O Cidade Real é protegida por incontáveis tipos de magia e um numeroso e bravo exército.

- Vamos com ele, Pet? - insistiu Nardanna.

- Vamos, Danna. Você está certa. - concordou a maga.

- Está decidido, então. - manifestou-se Martha, quando as outras a olharam em dúvida - Irei onde meu grupo for.

- Coloquemo-nos em marcha, então. - sentenciou o arqueiro.

Em pouco tempo haviam recolhido tudo o que usaram no acampamento e cavalgavam rumo ao seu novo destino. Audaz, sendo o mais robusto dentre os animais, era montado por Martha que levava Santhara na garupa. Pethrika montava Safira, e carregava parte dos pertences da guerreira, para aliviar a carga do cavalo negro. Halt havia recebido Legolas para montar, e diminuía bastante a marcha, argumentando que não estava acostumado àquela montaria. Mas era óbvio que sua intenção era emparelhar com Palermo e fazer companhia a Nardanna no fim da fila.






Bjartan materializou-se no alto de uma torre que parecia abandonada. O cheiro no interior do aposento mais alto era nauseante, mas ele aguentou firme. Mesmo profundamente mutilado, ele permanecia de pé, o mais altivo que seu corpo sem forças poderia aguentar. Nunca demonstrava fraqueza diante de sua Mestra.

A bruxa olhou com desprezo para Bjartan, ensanguentado e pálido como estava. Gritou; um grito esganiçado e pavoroso, enquanto derrubava de cima do altar de pedra à sua frente toas as feitiçarias nas quais vinha trabalhando. Um rastro de ossos de animais e sangue se estendeu pela superfície de pedra, enquanto os encantamentos espalhavam-se pelo chão do aposento arruinado. Ela gesticulou de modo insano, e os olhos arregalados emprestavam uma expressão louca ao rosto antigo e enrugado. Gritou com ele novamente, crispando os dedos nodosos, enquanto arrastava a barra do manto esfarrapado pelo assoalho imundo à medida que caminhava.

- Energúmeno! Incompetente! Maldito! Não faz nada direito! - gritou a velha bruxa, esbofeteando-o com os dedos magros como os de uma múmia.

- Falhei... perdão... - ele sussurrou humildemente; a perda de sangue e o esforço da fuga o haviam quase exaurido - Ajude-me... estou fraco...

- Vou recuperá-lo, meu servo... para que termine o serviço que deixou para trás. Para sua sorte, consegui recentemente o que preciso para fazer a poção que salvará sua vida inútil. Não se encontram chifres de fauno todos os dias, como deve saber. - e, tendo afirmado isso, deu uma risada maléfica
.
O som do riso de escárnio se espalhou pela torre... os olhos de Bjartan vasculharam os arredores e notaram uma silhueta conhecia presa por correntes à parede, com o corpo pendente e a cabeça baixa na escuridão do canto isolado. Já havia sido sangrado, e um pedaço de um dos seus chifres já fora removido, assim como boa parte dos pelos de seu cavanhaque e cauda. Silvicha parecia desmaiado naquele momento.






As quatro montarias e seus cinco ocupantes pararam, a beira de uma encosta de onde se podia ver a Cidade do Rei. As amuradas sussessivas abrigavam inúmeras construções e torres, em camadas cada vez mais altas, até a construção maior do cume da cidade, onde se encontrava o salão do Rei. Era um bela visão; a cidade de pedra clara brilhava levemente dourada sob a intensidade do sol. Sem dúvida alguma, a vista valia a parada momentânea que fizeram para contemplá-la.

Halt e Nardanna se entreolharam, com um sorriso espontâneo. Havia orgulho no olhar dele, orgulho por poder mostrar a mulher que ele julgava única o lugar onde ele morava, mostra-lhe seu mundo. Desde o primeiro momento em que pousara seu olhar naqueles enormes olhos castanhos da arqueira, tinha sido como se algo dentro dele despertasse imediatamente. Não sabia o que era, e estava longe de ser uma paixão súbita e superficial. Era algo que vinha... do fundo de sua alma.

Nardanna baixou a cabeça e focou novamente o a Cidade do Rei. Apenas focou, pois na verdade nem a estava vendo. Sua mente trabalhava sem descanso, tentando entender a confusão de sentimentos dentro dela. Sentia uma confiança inabalável em Halt, esse homem que mal conhecia. Achava que tinham afinidade por que ambos eram arqueiros, e por que possuiam tantas coisas em comum de que gostavam, como descobriram na noite em que caçaram juntos. Mas havia algo mais. Mais intenso, mais profundo... e mais perigoso. Por nada deste mundo Nardanna permitira-se alguma vez aproximar-se de alguém, e depositar sua confiança tão prematuramente. Mas , em se tratando de Halt, algo naqueles olhos de aparência sábia parecia falar ao fundo da sua alma...

Sem aviso, o local onde estavam foi coberto por uma densa sombra, enquanto a Cidade à frente prosseguia iluminada pelo sol. Os cinco pares de olhos atentos voltaram-se para o céu simultaneamente. Nuvens sombrias se formavam velozmente e não eram nuvens naturais, com toda a certeza. Pareciam serpentes enfumaçadas, desenhando espirais enquanto se aproximavam, com sua cor cinza doentia. As serpentes de nuvens se espalhavam pelo céu, evoluindo rapidamente, e terminaram por formar um símbolo no firmamento. Era uma runa única e amaldiçoada, conhecida de Santhara.

- É Bjartan! Corram! - gritou a ruiva, enquanto a cor lhe sumia do rosto.

- Para a Cidade! - ordenou Halt, atiçando as montarias e pondo as mulheres em movimento.

O arqueiro murmurou uma palavra antiga e desceu a palma da mão com toda a força sobre o lombo de Palermo. A lhama soltou um resmungo que não lhe era comum, e disparou com Nardanna ladeira abaixo, rumo à entrada da cidade. Atrás dela, seguiram os outros, tirando a maior velocidade que podiam de suas montarias, fugindo do mal que os perseguia.

O céu se tornava cada vez mais coberto pelas serpentes escuras, que pareciam já quase sólidas. Sem aviso, partes delas começaram a tocar o chão, parecendo cometas que caíam, deixando crateras do tamanho de um homem onde atingiam o solo. As mulheres gritaram, em pânico, quanto atiçavam ainda mais suas montarias.

- Cavalguem e zigue-zague! - gritou Martha - Desviem!

Todas passaram a oscilar no trajeto, muitas vezes quase se chocando umas às outras em meio ao desespero da fuga. Palermo continuava a liderar o grupo, como se o próprio Pégasus tivesse se apossado de seu corpo. Cobrindo a retaguarda vinha Halt, cavalgando Legolas enquanto sussurrava palavras de poder e vigiava de perto as mulheres que tomara sob sua responsabilidade. À volta deles, os tentáculos nebulosos continuavam a vir do céu, golpeando o chão, por vezes perto demais.

Ao final da evocação de Halt, uma luz se fez acima deles, como um globo luminoso. A luminosidade conjurada se espalhou, intimidando temporariamente as serpentes maléficas no céu. A bola de luz também foi percebida pelos guardas nas ameias da murada da Cidade. O portão elevadiço começo a se abrir lenta e firmemente.

Sem diminuir a marcha, os cinco passaram pelo portão da cidade a todo o galope. Imediatamente o portão começou a se fechar, mas eles já estavam a salvo. Podiam ver a barreira invisível de magia que cobria toda a cidade, repelindo o mal que os perseguia, fazendo-o recuar.

Halt saltou de Legolas com agilidade, entregando-o a um sentinela que corria em sua direção, e dando instruções ao homem para que desse descanso e alimentação aos animais exaustos. Palermo parecia a ponto de desfalecer, com as narinas dilatando-se aceleradamente. Halt passou a mão pela fronte da lhama antes que o sentinela a levasse, e o animal pareceu imediatamente um pouco mais confortável.






Halt levou as mulheres à presença do Rei. Explicou tudo o que havia acontecido desde que elas o haviam encontrado desacordado no rio, o resgatado e curado. O rei ouvia a tudo, consternado. Agradeceu às mulheres com sinceridade por tudo o que haviam feito por Halt, e lhes ofereceu abrigo e proteção enquanto precisassem. As mulheres agradeceram e aceitaram.

Então o rei voltou-se para Halt, com uma voz sombria e pesarosa.
- Quem foi o maldito que o mutilou?
- Podemos falar mais tarde, meu senhor? - retorquiu Halt imediatamente, e o Rei entendeu que as mulheres de nada sabiam.






Quando Martha, Santhara e Pethrika já estavam acomodadas nos aposentos que foram destinados para elas, Halt levou Nardanna até seu aposento particular. Embora isso fosse algo que Nardanna jamais fazia, a confiança que sentia naquele homem não a deixava ter dúvidas cada vez que ele propunha algo.

Eles cruzaram a pesada porta de madeira que dava para o quarto onde Halt vivia. Nardanna ficou boquiaberta com a paz que o lugar exalava. Haviam arcos de vários formatos em uma das paredes, que poderia ser definida como "a parede das armas". Mas, tirando este detalhe, tudo o mais era claro, limpo e cheio de sutis obras de arte. Havia um quadro a óleo na cabeceira da espaçosa cama que retratava um anjo em pleno vôo, com sandálias trançadas nos tornozelos e um esvoaçante manto branco. Na pintura, os braços do ser celestial pareciam retesar um arco, embora o ser alado não segurassem arma alguma.

Halt pediu licença por um momento, para buscar algo que pudessem comer. Saiu deixando Nardanna só em seu quarto.

A arqueira começou a vagar pelo aposento, investigando com curiosidade os objetos pessoais do homem que ela aprendera em pouco tempo a admirar. Olhou para os inúmeros livros e pergaminhos, que jaziam em uma estante abarrotada deles. Viu esculturas em formas de asas e várias medalhas, provavelmente concedidas pelo Rei.

Então viu algo que fez seu coração diminuir dentro do peito.

Havia uma boneca de pano no canto do quarto, uma diminuta boneca imunda de terra, com parte de seus cabelos de lã arrancados e as pernas chamuscadas e enegrecidas. Uma pontada de dor aguda atingiu-a de imediato, e ela levou a mão a testa, tentando conter a dor e as lembranças.

Havia fogo. Havia cavalos; homens montados cavalgavam em círculos em torno dela e traziam tochas acesas nas mãos enquanto gritavam uns para os outros. Ela e um menino se abraçavam no chão. Ela era uma criança, suja e apavorada, em meio ao ataque repentino e brutal que seu vilarejo sofria. O menino se agarrava a ela, e a pequena Nardanna abraçava sua boneca mais querida, tentando protege-la dos homens malvados. Ouviu a voz de sua mãe gritando seu nome. Sentiu-se ser levantada pelos braços maternos no instante em que um dos malfeitores agarrava o menino que a abraçava. A mãe conseguiu agarrá-la e correr com ela para a mata. O menino tentara agarrar-se a ela, à pequena Nardanna, mas conseguira pegar apenas a boneca. Nardanna chutava e se debatia na colo da mãe, enquanto via o menino carregado à força por um dos invasores, agarrando com força sua boneca mais querida.

Exatamente a mesma boneca que acabara de encontrar no quarto de Halt.



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[Humor] Livros by Sammy

Posted by Samantha Freitas on 20 de dezembro de 2013 14:48 in , ,
Não podia deixar passar em branco um dia de humor bem no finzinho do ano! 

Como é um blog dedicado a nossos escritos, contos, crônicas, desafios, livros, leituras, literatura em geral, fiz um apanhado de várias tirinhas bem humoradas que me deparei durante o ano e postei tudo aqui hoje!

Espero que se divirtam tanto quanto eu me diverti lendo!















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