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[Resenha] Número Zero (Umberto Eco) by sammyfreitas

Posted by Samantha Freitas on 27 de janeiro de 2016 06:00 in , , , , , ,


SINOPSE:
O novo best-seller internacional de Umberto Eco. O romance que é um verdadeiro manual do mau jornalismo Um grupo de redatores, reunido ao acaso, prepara um jornal. Não se trata de um jornal informativo; seu objetivo é chantagear, difamar, prestar serviços duvidosos a seu editor. Um redator paranoico, vagando por uma Milão alucinada (ou alucinado numa Milão normal), reconstitui cinquenta anos de história sobre um cenário diabólico, que gira em torno do cadáver putrefato de um pseudo-Mussolini. Nas sombras, a Gladio, a loja maçônica P2, o assassinato do papa João Paulo I, o golpe de Estado de Junio Valerio Borghese, a CIA, os terroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de atentados e cortinas de fumaça — um conjunto de fatos inexplicáveis que parecem inventados, até um documentário da BBC mostrar que são verídicos, ou que pelo menos estão sendo confessados por seus autores. Um perfeito manual do mau jornalismo que o leitor percorre sem saber se foi inventado ou simplesmente gravado ao vivo. Uma história que se passa em 1992, na qual se prefiguram tantos mistérios e tantas loucuras dos vinte anos seguintes. Uma aventura amarga e grotesca que se desenrola na Europa do fim da Segunda Guerra até os dias de hoje. 

Minhas impressões:


Comecei o livro cheia de grandes expectativas, mas a verdade é que fiquei perdida muitas vezes porque não conseguia entender onde Umberto Eco queria chegar. 

O livro é curto e parece um romance policial cheio de suspense, isso normalmente seria o suficiente para que eu amasse, mas não foi o que aconteceu. A relação de fatos históricos, nomes, datas e ligação entre eles é longa e cansativa - mesmo se tratando de um tema tão interessante quanto Mussolini, Papa e Maçonaria (não necessariamente ligados e nem nessa ordem!)

Na minha opinião, o melhor do livro foram as reuniões de pauta. Mesmo que as sugestões de temas fosse absurdos e o editor dando aulas de um mau jornalismo, achei perfeito perceber como os ensinamentos e o 'manual' são tão presentes no foco de todas as notícias que vemos hoje o tempo todo.

Pois é... Ser um livro do Umberto Eco deve ter me intimidado um pouco, porque a história não me prendeu e aí me vi arrastando a leitura principalmente nas partes em que começaram as explicações sobre as várias teorias da conspiração. É um assunto até bem interessante mas essas partes foram tão frequentes e repetitivas, que me cansaram.

Para mim, ficou bem claro que o livro não é só ficção, mas acho que não cheguei a um ponto de maturidade o suficiente para conseguir entender todas as críticas do livro. É um livro perfeito para os interessados não só em jornalismo, mas até onde chegará o nível de jornalismo atual.

Honestamente parece ser um bom livro, mas não causou nenhuma grande emoção em mim, além de me ver com vontade de pular páginas para terminar logo :-( 



Tempo: 3,5 dias
 Finalidade: Jornalismo
Restrição: Sem restrições
Princípios ativos: jornalismo, semi-ficção, teorias de conspiração

Livro: Número Zero
Autor: Umberto Eco
Editora: Record
Páginas: 208



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[Crítica de Filme] Divertida Mente (Indicado ao Oscar 2016 por melhor Animação) by Sammy Freitas

Posted by Samantha Freitas on 20 de janeiro de 2016 22:00 in


Ficha Técnica
Título Original: Inside Out
Lançamento: 18 de junho de 2015 (94min) 
Diretor: Pete Docter
Gênero: Animação / Comédia / Família
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: Disney - Pixar

Concorre ao Oscar de Melhor Animação
Demais concorrentes:
     * Anomalisa
     * As memórias de Marnie
     * O menino e o mundo
     * Shaun, o carneiro

Sinopse:
Crescer pode ser uma jornada turbulenta, e com Riley não é diferente. Ela é retirada de sua vida no meio-oeste americano quando seu pai arruma um novo emprego em São Francisco. Como todos nós, Riley é guiada pelas emoções – Alegria (Amy Poehler), Medo (Bill Hader), Raiva (Lewis Black), Nojinho (Mindy Kaling) e Tristeza (Phyllis Smith). As emoções vivem no centro de controle dentro da mente de Riley, onde a ajudam com conselhos em sua vida cotidiana. Conforme Riley e suas emoções se esforçam para se adaptar à nova vida em São Francisco, começa uma agitação no centro de controle. Embora Alegria, a principal e mais importante emoção de Riley, tente se manter positiva, as emoções entram em conflito sobre qual a melhor maneira de viver em uma nova cidade, casa e escola.

Considerações:
O filme conta a história de Riley, que aos 11 anos, é uma menina feliz com bons pais, amigos, gosta de esportes e tem os níveis de bobeira na medida certa. Ela é uma menina onde seu sentimento predominante é a alegria. Até que os pais dela decidem se mudar e tudo na vida dela muda. 

Como a história se passa quase o tempo todo na cabçea da Riley, a gente percebe rapidamente que as dificuldades e as mudanças na vida dela, tratam na verdade de toda uma questão emocional de amadurecimento. 

São cinco emoções básicas que ficam em uma torre de controle. A alegria era sua emoção predominante e ela, de certa forma monopoliza as atividades na sala de controle (no caso, a mente), mas chega uma hora em que descobrimos que a vida não é feita apenas de bons momentos e a alegria não é a única emoção. Sem contar que apesar da Alegria ser um sentimento ótimo, mas tem o grave problema de ter um otimismo que cria grandes expectativas, causando também grandes frustrações. 

De acordo com as repostas emocionais são geradas memórias que são armazenadas em globos de cores diferentes que são justamente as mesmas cores condicionadas na psicologia (amarelo - alegria, azul - tristeza, vermelho - raiva). No fim do dia, quando dormimos, as memórias de curto prazo são enviadas para a área de memória de longo prazo. Uma informação real e altamente interessante: o sono tem um papel importante neste processo.

Além disso, quando acontece algo com uma carga emocional muito grande, é gerada uma memória especial - a memória base que gera uma ilha de personalidade. Achei muito bem bolado porque essas "ilhas de personalidade" são aquilo que moldam o que somos e nossas prioridades - vejo aí claramente a formação do caráter.

Em um momento, como a alegria quer predominar porque ela só quer que Riley seja feliz, mas como a Tristeza insiste em aparecer em momentos inoportunos, a Alegria tenta afastar a tristeza (e nós não fazemos isso todos os dias quando colocamos um sorriso e dizemos que está tudo bem quando na verdade não está?) 

E por causa dessa divergência, a Alegria e a Tristeza são tiradas da sala de controle e enquanto tentam voltar, Riley fica dominada pelo medo, raiva e nojo. Cada uma das ilhas de Riley é desconstruída e quando finalmente a Alegria e a Tristeza voltam para a sala de controle quando geram memórias mistas - finalmente as emoções se tornam uma equipe e um novo terminal é instalado na mente da Riley, com muitos mais comandos que anteriormente. 

Além de representar fisicamente as cinco emoções de Riley, o filme ainda traz explicações para coisas como a origem dos sonhos, o porquê de esquecermos alguns acontecimentos antigos e outros não – e alguns serem lembranças recorrentes (a música do comercial de chiclete que não sai da cabeça) e como se dá a formação da personalidade. 

As formas encontradas para lidar com as emoções, que são conceitos totalmente abstratos e transformar isso numa história ao mesmo tempo divertida e educativa. As emoções podem agir conjuntamente e não disputar quem terá o controle da situação. Podemos observar no final do filme que os globos de memória agora possuem muitas vezes cores mistas. Acredito que o filme retrata muito bem o processo de amadurecimento e crescimento emocional.



Trailer Oficial:







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Maratona de Inverno/2015 - Geek Freak


Pois é... o blog anda meio abandonado... Vida corrida, falta de tempo, muito estudo e trabalho... Mas isso não significa que estamos lendo menos. Na verdade acho que nunca li tanto... Só falta tempo e disposição para escrever. 

Mas... não podia deixar passar em branco minha participação na Maratona de Inverno 2015 do Canal Geek Freak.

Eu sei, eu sei... não devia me enfiar numa maratona (de novo) porque sempre fico louca tentando cumprir os desafios... Mas desafios são tão irresistíveis... Sinto tanta saudade dos desafios que nos propunham e me faziam exercitar a imaginação...

Bom, vamos falar da Maratona:

A Maratona Literária de Inverno 2015 consiste em um desafio de LEITURA INTENSA durante o período de um mês (de 06 de Julho a 03 de Agosto). Durante esse mês, todos os participantes são encorajados a ler uma quantia maior de livros do que a que estão acostumados. Ao longo da Maratona, a interação com os inscritos será feita através das redes sociais Facebook, Twitter e Youtube. Para mais informações e detalhes sobre como participar, confiram o vídeo de apresentação do projeto logo acima.


Ao montar a sua TBR (to-be-read / livros a serem lidos), os inscritos são livres para escolher se desejam participar das semanas temáticas, que funcionarão da seguinte forma:

Semana 1: Fantasias, Distopias e/ou Ficção Científica
   FALLEN (Lauren Kate) 401 páginas - CONCLUÍDO EM 06/07/15
Semana 2: Thriller, Suspense e/ou Terror
   O REI DE AMARELO (Robert W. Chambers) 256 páginas
• Semana 3: YA Contemporâneo, Romance e/ou Drama
   JARDIM DE INVERNO (Kristin Hannah) 416 páginas
• Semana 4: Livros Nacionais
   1968: O ANO QUE NÃO TERMINOU (Zuenir Ventura) 285 páginas

Além das semanas temáticas, dessa vez teremos novos desafios que contarão pontos para os sorteios:

Um livro com figuras ou ilustrações
   SONO (Haruki Murakami) 120 páginas
• Comece e/ou termine uma série, trilogia ou duologia
   CONQUISTA (Ally Condie) 360 páginas
• Um livro que alguém escolheu por você (Indicado pela Laís Morais)
   JOGADA MORTAL (Harlan Coben) 256 páginas
• Um livro que já virou ou vai virar uma adaptação cinematográfica
   O ORFANATO DA SRTA PEREGRINE PARA CRIANÇAS PECULIARES (Ramson Riggs) 336 páginas CONCLUÍDO EM 10/07/15
• Um livro com a capa azul
   A MÚSICA DO SILÊNCIO (Patrick Rothfuss) 144 páginas CONCLUÍDO EM 08/07/15
• Um livro do gênero que você menos leu ano passado
   FARENHEIT 451 (Ray Bradbury) 215 páginas
• Um livro que você ganhou
   ESCOLA DOS SABORES (Érica Bauermeister) 224 páginas
• Um livro com mais de 400 páginas
   O VÔO DA LIBÉLULA (Michel Bussi) 400 páginas

TOTAL: 13 LIVROS - 3403 PÁGINAS 

ESTATÍSTICAS:
   LIVROS  :    03 / 13    = 23%
   PÁGINAS: 881 / 3403 = 26%
   DIAS  :      04 / 30     =  13%
   MÉDIA DE LIVROS/DIA  : 0,75/dia


Postou a sua TBR em algum lugar? Compartilhe conosco!


Não se esqueça de sempre usar a hashtag #MLI2015, para que possamos interagir melhor. E também não deixe de confirmar a sua presença aqui no evento, onde ocorrerão todas as gincanas e DESAFIOS, e seguir o GF no twitter, para acompanhar os SPRINTS.


A Maratona Literária de Inverno 2015 tem o apoio, até agora, das editoras mais lindas desse universo:

• DarkSide Books
• Editora Aleph
• Galera Record
• V&R Editoras Brasil
• Companhia das Letras









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Universo em equilibrio

Posted by Kbeça on 2 de julho de 2015 16:56 in , ,
Em uma conversa casual entre o Universo e eu:
- Então Kbeça... Tá ligado que ontem você comeu a rodo e não passou mal, né?! - Disse, displicentemente, o Universo.
- Sim, Universo. Estou. E muito obrigado. Você é muito legal.
- Ahm... Ok. Sem problemas. Mas, tá ligado que eu sou o Universo e preciso equilibrar as paradas e tal, né?!
- Ok...
- Bom, o negócio é o seguinte: como ontem você não passou mal, eu vou ter dar gases!
- Hein?!
- Gases! Bufas! Peidos! Mas, não aqueles ninjas, silenciosos e sim aqueles que parecem um avião monomotor. E fedidos. Mas, muito fedidos. Como carniça. Saca?!
- ... (Silêncio)
- E de bônus, eu te dou uma escolha: soltar e matar até planta de plástico, ou segurar e sentir dores intensas.
- OK, Universo. Aceito a minha punição. - Disse eu, ingênuo, pensando no banheiro.
- Ah, mais uma coisa: esqueci de te avisar que a sua agenda hoje está lotada de reuniões com gerentes, diretores e clientes. Boa sorte... Você vai precisar.

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Situações de emergência - by SammyFreitas [crônica]

Posted by Samantha Freitas on 30 de abril de 2015 06:00 in , , , ,
Situações de emergência


Kalleen dá entrada no hospital cheia de dor e com um inchaço e vermelhidão nas costas. Por achar ser algo simples, veste chinelo, camiseta e uma bermuda velha de pano. Antes tivesse ouvido sua mãe: “Sempre esteja arrumada, use roupas melhorzinhas se for à rua mesmo que seja só para comprar pão.” Não levava a sério e ria, dizendo que não ia acontecer. E a mãe, com sua doçura natural dizia: “Um dia, acontecerá uma emergência e você pode estar de calcinha furada!” Sempre desdenhou... Maldição de mãe pega!

- A senhora terá que ficar internada. – o médico foi categórico.
- Como é? Mas não estou vestida!
Foi submetida por um olhar inquisidor do médico que mirou-a de alto a baixo.
- Sem roupas? Para mim, parece que a senhora está vestida. Ou não enxergo bem ou a senhora fez uma combinação estranha de blusa cinza com bermuda rosa?

------------ * * * ------------

Sempre que acontece a troca de plantão, as coisas sempre se tornam um pouco confusas. Kalleen, gemeu e reclamou....
- Enfermeira, estou sentindo muita dor e frio...
- Só um instante que já volto....

Passadas 2 horas, ela percebeu que a equipe do plantão havia mudado... por isso continuava abandonada...


Por fim, revoltada, Kalleen levanta num ímpeto e corre até a recepção com uma enfermeira nova em seu encalço. E lá, reclama pela demora na internação...

- Cheguei a esse hospital de manhã, já são nove da noite! São pelo menos 6h sentindo dor – revela aos gritos e tremendo muito.

Após o piti, rapidamente foi conduzida de volta ao leito da emergência onde lhe foi administrado remédio para dor e um cobertor trazido. Ao perceberem que a temperatura de seu corpo estava elevada, um termômetro informa que a febre passava de 39ºC. As enfermeiras cochichavam:

- Coitadinha, estava delirando...

Apesar do cansaço e da dor, mentalmente Kalleen sorria: “Ahhhh... O poder de virar a baiana...”

------------ * * * ------------

Internação:

Segundo Dia:

Visita do filho amado que chega justamente na hora do almoço. Ele olha os talheres não resiste à curiosidade:
- Mamãe, por que os talheres são de plástico?
- Porque aqui, Will, é igual à prisão. Eles têm medo de uma rebelião de faquinhas de plástico ou quem sabe que a gente use a mão puncionada para cavar um túnel com essa colherzinha...


Terceiro dia:

Já estava há dias quase sem sinal no celular e com abstinência de internet... Mas nada se comparava ao desespero quando percebeu que já era domingo...

- Doutor, eu vou sair hoje?
- De jeito nenhum! É uma infecção grave, importante e precisaremos pelo menos de 7 dias de antibiótico para que ele faça o efeito desejado.

Ela arregala os olhos e grita:

- 7 DIAS? 7 DIAS? MEUS DEUSES! VOU PERDER GAME OF THRONES HOJE!





Quarto dia:

Familiarizada com a rotina e conhecendo quase todos os técnicos e equipes dos plantões, sempre se mantinha sorridente e simpática, conquistando o carinho de todos. Até que um novato gigante, no estilo de John Coffey* entra no quarto e diz sucintamente:

- Banho?

Um pouco intimidada com seu tamanho, ela vai ao banheiro. Escuta a porta do quarto se fechar e resolve vestir-se no quarto, já que o banheiro estava encharcado.

Ao notar o ar condicionado desligado, cedeu pontos a “John” - já que ela saía de um banho escaldante. Até se deparar com a janela escancarada que expunha seu corpo nu aos operários da obra em frente ao hospital. Estes assobiaram cantadas impublicáveis, mas mesmo assim, teve presença de espírito de fechar a janela rapidamente. Um pouco mais aliviada, olhou ao redor e sentiu falta de algo. Arregalou os olhos quando viu a cama. Onde estava seu travesseiro rechonchudinho? Aquele que tinha escambeado por três gelatinas  e um mingau!

Procurou a campainha de emergência e Coffey retorna...
- Oi... você sabe onde está meu travesseiro gordinho?

Ele tentou argumentar, mas não tinha muitas palavras:
- Tirei para arrumar a cama coloquei aqui do lado... Tem outro aqui...

E mostrou um esquálido travesseiro da Etiópia completamente diferente do seu obeso americano.

Ela sabia que no hospital, as pessoas perdiam toda essa noção de pessoalidade. E se desviarem os olhos por um instante que fosse, perdiam tudo aquilo conquistado a duras penas.

Dessa vez recusou perder sua dignidade, chamou a enfermeira chefe, mas ao invés de um segundo piti, lágrimas de frustração jorraram de seus olhos. Rapidamente não veio apenas um, mas dois gordinhos para que pudesse dormir em paz. 

Nunca subestimem o poder de uma lágrima...



*John Coffey, Green Mile – A espera de um milagre


Quinto dia:

Já conformada com a internação, sua única preocupação era dormir bem... Acordando de hora em hora e tendo pesadelos recorrentes, sua pressão começava a subir. Em meio aos delírios da febre gemeu:

- O leão... leão... o leãooooo

Entre as enfermeiras corria uma aposta... Seriam os dez anos do Rei Leão? Aslan, o leão de Nárnia?

Até que ela esclareceu:

- Não, não... Está quase findando o prazo de entrega de declaração do IR e estou presa aqui... Vocês sabem quanto é a multa? Cento e sessenta e cinco reais! Muito mais do que tenho a receber!

É... Lá vem o Leão tirando o sono até de quem está doente...




Sexto dia:

Seu sobrinho de 5 anos, Edward, foi visitá-la. Seu nome, uma homenagem ao primeiro grande sucesso de Johny Depp, Edward Mãos de Tesoura, certamente não é um nome muito comum no Brasil.
Mesmo assim, ao chegar no quarto, o crachá continha seu nome singularmente abrasileirado: EDORDI





Sétimo dia:

Por volta de 4:20 a.m. a medicação termina e ganha o direito de ter duas mãos livres para dormir para o lado que melhor lhe aprouvesse.

Virava de bruços, para a direita e esquerda, com tantas opções que sequer conseguia decidir a melhor maneira de se esticar. Até que seu braço esbarrou no controle da cama que caiu entre a grade e o colchão.

Foi o suficiente para que ele fosse pressionado e começasse a subir a cama sem parar. Sentou rapidamente, buscando o controle da situação, quando percebeu que não tinha alternativa...

Com seus pezinhos balançando, lembrou-se das aulas de parkour e com a graciosidade de um elefante, saltou.

Resgatou o aparelho, reduziu a cama para o tamanho ideal e ao invés de voltar para cama e usufruir de sua liberdade, sentou-se no sofá para escrever esta crônica...







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Sofrer por amor.

Posted by Kbeça on 7 de abril de 2015 16:35 in , , , ,
Sou influenciado e ganho inspiração pelas coisas que ocorrem no meu dia-a-dia. E hoje, me inspirando no grande mestre Djavan, criei esta versão de Nem um Dia.

Nem um pedaço
Kbeça

Um dia frio
Um bom momento para perder um quilo
E o pensamento lá no quibe...
Sem pão eu não vivo.
Um dia triste
Toda gordice insiste
E o pensamento lá no doce...
Mas o Dukan proibe

Longe dos Carboidratos
E todos os açucares
Desejo uma Nutella no pão
Mais que tudo,
É avelã, sabor e energia

como queria de sobremesa
Dois milk-shakes grandes
Não importava se fosse de baunilha,
Manda baunilha
Espero com a força do pensamento
Ficar magro para poder comer

Sorvete com caramelo,
Algum M&M, alcaçuz e marshmallow
A mistura de vários sabores
E pra terminar licor de cassis.


Pãozinho, te amo.

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Kandinsky - Tudo começa num ponto - CCBB [exposições] SammyFreitas

Posted by Samantha Freitas on 23 de fevereiro de 2015 06:00 in , , , , , , ,

Kandinsky: Tudo começa num ponto

Em dezembro eu soube que Kandinsky vinha ao RJ. E já fiquei ansiosa. Te explico o porquê dessa comoção toda... Há cerca de 20 anos, comecei a me interessar por arte. Conheci alguns impressionistas, depois o cubismo de Van Gogh. Mas a minha grande paixão só despertou com os abstratos de Kandinsky e o dadaísmo de Miró. E eles se tornaram tão amados, que pedi uma reprodução de presente de casamento.

Estou muito longe de ser uma conhecedora de arte, mas Kandinsky, em minha opinião é um artista mais do que completo porque ele transita facilmente por vários tipos de arte. Ele aprendeu música bem jovem e isso o tornou sensível o suficiente para ser capaz de usar a harmonia em seus quadros. Ele foi poeta e também dirigiu alguns filmes mudos abstratos. Tudo isso me tornou uma grande fã dele. 

Fui à Exposição no CCBB no dia 20/02/15 e foi uma experiência fantástica. Pude conhecer toda evolução da carreira dele - desde quando começou usando de técnicas impressionistas, para depois criar seu próprio estilo e se tornar o precursor da pintura abstrata. 

Por ser um artista independente, ele foi extremamente influenciado pelo folclore e os contos de fadas de histórias que sua família contava quando era criança. Todas as histórias surreais influenciaram seu estilo, tudo aquilo que não tinha uma explicação lógica, o fascinava. 

Nesses quadros, conseguimos ver também a influência religiosa. São Jorge, e o dragão, suas primeiras representações por Kandinsky até que ele quebra os paradigmas ao criar um São Jorge abstrato. 

"O artista é a mão que, ao tocar nesta ou naquela tecla, 
obtêm da alma a vibração justa." 


arte de Kandinsky consegue chamar atenção porque existe um pouco da história dele em cada traço. Todos os caminhos e histórias que viveu e conheceu, passam a fazer parte de suas obras; assim, sentimos que a arte é uma porta de entrada para a alma de Kandinsky.  

“Eu vi todas as minhas cores em espírito, diante dos meus olhos. 
Selvagens, linhas quase loucas foram esboçados na minha frente”. 



A Exposição é muito completa. Sejam ao caminharmos pelas salas conhecendo sua história e percebendo sua evolução em cada quadro, em cada objeto, em cada xilografia ou pintura em vidro... Seja sentando na sala do cofre e assistindo aos filmes mudos e abstratos, dirigidos por ele, ou mesmo o ápice. A verdadeira experiência sensorial na Sala Imersiva. Na verdade, se pensar bem, não é bemmm uma sala. O átrio central do CCBB possui um circulo de cortinas brancas. E pessoas caminham com óculos no rosto. 

"O abstrato é um espelho do artista e um espelho do espectador. 
A identificação é instantânea."

Claro que quis participar da experiência, sem me importar com a fila. Observei que o teto da rotunda estava coberto com uma lona, tornando aquele ambiente outrora tão claro com um pouco mais de penumbra. 

E então um rapaz dá as instruções tão rapidamente... Coloque os óculos, olhe para cima até ver um círculo amarelo, ponha os fones no ouvido e aproveite a aventura. E que aventura! 

“As cores são a chave, os olhos o machado, a alma é o piano com as cordas”.

Não consigo explicar a sensação e a emoção que senti. Racionalmente falando, ouvíamos um quarteto de cordas e conforme virávamos nosso corpo e o rosto, a imagem se movia no óculos. Emocionalmente falando, você esquece o mundo a sua volta e faz um giro de 360º pela imagem. A única coisa que tenho a reclamar foi o fato de ter uma certa dificuldade para enxergar sem óculos, daí o meu olho direito enxergava tudo meio embaçado. (e mesmo assim, me proporcionou uma experiência única!)

Um artista tende a juntar dois mundos já que pintar é detonar um choque de mundos diferentes. Talvez isso tenha um pouco a ver com a junção do mundo real com o mundo imaginário. Kandinsky foi o grande responsável por trazer tantas ideias em forma de cor tornando-se a ponte entre o nosso mundo e o imaginado.

Recomendo que você morador do RJ vá ao CCBB e veja a exposição. Sinta as emoções, perceba que a linguagem musical não é casual, mas sim intencional nas obras de Kandinsky. Ele relacionou o ato de pintar com o de criar música. Era capaz de perceber em cada nota uma cor e poderia transformar partituras em quadros.


Não deixe de parar diante das obras, 
Contemplá-la por alguns minutos e em seguida, fechar os olhos. 


Ouça a música que existem em cada quadro em cada cor... 
em cada forma geométrica, em cada situação harmônica. 


Sinta o quadro. 

Aproveite a experiência.





Exposições no Rio de Janeiro:
CCBB Rio de Janeiro: Tudo começa num ponto - 28/01/2015 a 30/03/2015

A visitação no CCBB do Rio ocorrerá de quarta-feira a segunda, das 9h às 21h, com entrada grátis.



Próximas Exposições:
* CCBB de Belo Horizonte: 15/04/2015 a 22/06/2015
* São Paulo:  19/07/2015 a 28/09/2015 (ainda não sabemos onde será a exposição por lá)






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